É impressionante o número de "coisas" que podem acontecer numa gestação!!
Mudanças físicas, químicas, emocionais, psicológicas, financeiras...0_0
E chegar ao final de uma gestação da forma como eu cheguei é mesmo uma grande benção!!!
Sempre penso nas mães que passam por dificuldades... pois mesmo a minha sendo tranquila já foi com mil e um acontecimentos, então da pra imaginar como é a daquelas que passam 9 meses lutando contra problemas dos mais variados tipos!!
Eu tive embrulhos mas nunca cheguei a vomitar pra valer, não tive diabetes, não engordei muito, tive sangramentos nasais leves, o inchaço nos pés também foram poucos, até minhas dores de cabeça que eram comuns antes de engravidar me deram uma folga, minha pressão nunca foi alta...ao menos em todas as vezes que ela foi medida, em casa ou no consultório, se mantiveram bem, o que exclui também a pré-eclâmpsia!!
Que acredito eu, a essas alturas, amanhã entrando na 38ª semana, não deva mais aparecer!!
Mas o assunto é com certeza muito preocupante!!!
***
Pré-eclâmpsia é um problema grave,
marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer
momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas,
mas é mais comum a partir de 27 semanas.
Os especialistas acreditam que ele seja causado por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero.
Os especialistas acreditam que ele seja causado por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero.
A pré-eclâmpsia é
bastante comum, e afeta em sua forma leve até 10% das grávidas.
A
pré-eclâmpsia grave é mais rara, atingindo 0,5% das gestantes.
A pre-eclâmpsia é diagnosticada quando a grávida tem:
A pre-eclâmpsia é diagnosticada quando a grávida tem:
- pressão alta
- presença de proteína na urina
Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia?
Mesmo que você normalmente não tenha pressão alta, fique atenta aos seguintes sintomas:
- inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés
- dor de cabeça persistente
- perturbações na visão, como vista embaçada ou luzes piscando
- dor forte na barriga, abaixo das costelas
- mal-estar geral
Caso tenha algum desses sintomas, procure um médico e peça para ter sua pressão medida.
Caso tenha algum desses sintomas, procure um médico e peça para ter sua pressão medida.
A pressão pode subir de repente.
Normalmente a pré-eclâmpsia é leve e é detectada durante o pré-natal.
Normalmente a pré-eclâmpsia é leve e é detectada durante o pré-natal.
Qual é o tratamento para a pré-eclâmpsia?
Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína.
Outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos,
como o funcionamento do fígado.
Se sua pressão subir muito, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê).
O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar.
O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto, mesmo que antes da hora, por cesariana ou indição do parto normal.
A única "cura" para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê.
Se sua pressão subir muito, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê).
O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar.
O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto, mesmo que antes da hora, por cesariana ou indição do parto normal.
A única "cura" para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê.
Mas a
mãe continua a ser observada depois que o bebê nasce, até na UTI, porque
ainda há algum risco nos dias seguintes.
O que vai acontecer depois que o bebê nascer?
Depois do parto, a pressão arterial
normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso
acontecer, e o inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por
algum tempo.
Nas primeiras 48 horas depois do parto sua pressão será
monitorada de perto, e será preciso dar atenção à questão da pressão por
algum tempo depois que você for para casa.
Quais são os riscos?
A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave.
Quando se torna grave, pode afetar vários sistemas do corpo.
Como ela
reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê,
restringindo o crescimento dele.
Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco.
Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco.
A eclâmpsia
pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais.
Quando
acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois
do parto.
Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue.
Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue.
Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia?
Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não
seja conhecida, já foram definidos fatores de risco.
A probabilidade é
maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos
entre duas gestações.
Também elevam o risco:
- Idade acima de 40 anos ou abaixo de 20 anos
- Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 30 ou mais
- problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete
- Gravidez de gêmeos ou mais
- Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã)
- diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia -- uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo
- Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher
volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não
tenha apresentado pré-eclâmpsia.
O que posso fazer para evitar a pré-eclâmpsia?
Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia.
O melhor jeito é fazer direitinho
o pré-natal e acompanhar com cuidado a gravidez e a pressão arterial.
Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no final da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer.
O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico.
Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no final da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer.
O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico.
Eclâmpsia e pré-eclâmpsia
A gravidez pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mulher, uma vez que herdou metade dos genes do pai.
Ela não rejeita esse corpo estranho, porque desenvolve mecanismos imunológicos para proteger o feto.
Em alguns casos, porém, ele libera proteínas na circulação materna, que provocam uma resposta imunológica da gestante, que agride as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial.
A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o nome de pré-eclâmpsia e, em geral, instala-se a partir da 20ª semana, especialmente no 3° trimestre.
A pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia, uma forma grave da doença, que põe em risco a vida da mãe e do feto.
As causas dessas enfermidades ainda não foram bem estabelecidas.
que se sabe é que estão associadas à hipertensão arterial, que pode ser crônica ou especifica da gravidez.
Sintomas
a) Sintomas da pré-eclâmpsia (que também pode ser assintomática):
hipertensão arterial, edema (inchaço), principalmente nos membros inferiores, que pode surgir antes da elevação da pressão arterial, aumento exagerado do peso corpóreo e proteinúria, isto é, perda de proteína pela urina.
b) Sintomas característicos da eclâmpsia:
convulsão (às vezes precedida por dor de cabeça, de estômago e perturbações visuais), sangramento vaginal e coma.
Diagnóstico e fatores de risco
O diagnóstico é estabelecido com base nos níveis elevados da pressão arterial, na história clínica, nos sintomas da paciente e nos resultados de exames laboratoriais de sangue e de urina.
São fatores de risco:
1) hipertensão arterial sistêmica crônica;
2) primeira gestação;
3) diabetes;
4) lúpus;
5) obesidade;
6) histórico familiar ou pessoal das doenças supra-citadas;
7) gravidez depois dos 35 anos e antes dos 18 anos;
8) gestação gemelar.
Tratamento e prevenção
A única maneira de controlar a pré-eclâmpsia e evitar que evolua para eclâmpsia é o acompanhamento pré-natal criterioso e sistemático da gestação.
Pacientes com pré-eclâmpsia leve devem fazer repouso, medir com frequência a pressão arterial e adotar uma dieta com pouco sal.
Medicamentos anti-hipertensivos e anticonvulsivantes são indicados para o controle dos quadros mais graves, que podem exigir a antecipação do parto.
A doença regride espontaneamente com a retirada da placenta.
Recomendações
* Vá ao ginecologista antes de engravidar para avaliação clínica e início da administração de ácido fólico;
* Compareça a todas as consultas previstas no pré-natal e siga rigorosamente as recomendações médicas durante a gestação;
* Lembre que a hipertensão é uma doença insidiosa, que pode ser assintomática. Qualquer descuido e a ausência de sintomas podem fazer com que uma forma leve de pré-eclâmpsia evolua com complicações;
* Faça exercícios físicos compatíveis com a fase da gestação e suas condições orgânicas no momento;
* Reduza a quantidade de sal nas refeições, não fume e suspenda a ingestão de álcool durante a gravidez.








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