domingo, 21 de outubro de 2012

O encaixe do bebê!!


Está aí uma coisa que acho que não vou sentir ou viver nessa gestação:
o encaixe da cabecinha da Mariana!!
Pois se a essa altura ela não virou, consequentemente não vai encaixar, só se for o bumbum!!
E vai estar na minoria dos 3 ou 4% que permanecem sentados até o final da gravidez!!


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http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=779
http://latina.obgyn.net/pr/articles/pelvico/index.htm 


Apresentação normal

Ao longo de grande parte da gravidez, o feto flutua livremente no líquido amniótico e movimenta-se sem dificuldades, adotando várias posições. 
Todavia, a partir do 3º trimestre e à medida que vai aumentando de tamanho, o espaço disponível vai sendo mais reduzido, o que diminui a sua mobilidade. 
Até cerca do 7º mês, o feto costuma colocar a cabeça, que é a parte mais volumosa do corpo, no fundo do útero, a parte mais ampla do órgão, e adota uma posição semi-sentada, com as nádegas mais abaixo. 
Costuma permanecer nesta posição até cerca do 8º mês, altura em que o peso da cabeça faz com que o feto gire no interior do útero, de modo a que a dita parte do corpo passe a ocupar a parte inferior do útero. 
À medida que se vai aproximando o fim da gravidez, a cabeça vai-se encaixando na pélvis e, devido ao peso do corpo, flectindo-se para a frente, ficando o feto na denominada posição cefálica de vértice, com a cabeça inclinada para a frente e o queixo apoiado sobre o peito, de modo a que a região mais próxima do canal vaginal seja o occipúcio, enquanto que as nádegas estão na parte superior do útero e os braços e as pernas flectidas sobre o peito.
 Dado que esta posição, na qual se encontra a maioria dos fetos no fim da gravidez, é a ideal para o parto, qualquer outra forma de apresentação é considerada anómala.

 

Apresentação de cara

Em cerca de 1% dos casos ocorrem os acontecimentos descritos e o feto gira no interior do útero, de modo a que fique com a cabeça para baixo, mas com uma ressalva: não se flecte totalmente sobre o peito, o que consequentemente faz com que a parte orientada para o canal do parto corresponda à cara
Dado que, por vezes, a parte que fica virada para o canal vaginal é o centro da face, nomeadamente a boca e o nariz, para que o feto saia do útero da mãe é necessário que o queixo se fixe debaixo da púbis da mãe e gire à sua volta, de forma a que a cabeça se possa introduzir no canal vaginal. 
Embora se possa realizar o parto vaginal, este é muito doloroso e pode ser necessário recorrer-se à utilização de fórceps
Todavia, noutros casos, a parte situada no centro da pélvis é a fronte, o que ainda complica mais o desenvolvimento de um parto natural, sendo muitas vezes necessário proceder-se à realização de uma cesariana.

Apresentação pélvica

Em cerca de 3% dos casos, não ocorre o clássico virar no interior do útero por causas desconhecidas, devido ao parto antecipar-se ou devido a problemas do útero ou da pélvis materna, fazendo com que o feto se situe com a cabeça para cima e as nádegas para baixo, embora as possibilidades sejam várias. 
Por vezes, o feto encontra-se sentado com as nádegas sobre o canal do parto, as coxas flectidas sobre o abdómen e as pernas flectidas e cruzadas sobre as coxas, na denominada apresentação pélvica completa


Todavia, noutros casos, encontra-se dobrado em dois, com as nádegas para baixo e as pernas completamente levantadas, fazendo com que os pés fiquem junto à cara, na designada apresentação pélvica incompleta

 
Só em casos muito raros é que a parte do corpo que fica mais próxima do canal do parto é um joelho ou um pé.
Quando o feto adota uma apresentação pélvica, embora o parto por via vaginal seja possível, na maioria dos casos, é difícil e perigoso, já que primeiro saem as nádegas, depois os pés e os ombros e, por fim, a cabeça.
 Todavia, existe o risco de a cabeça, a última parte a sair, ficar presa na pélvis da mãe ou de o parto se prolongar por muito tempo e proporcionar um quadro de sofrimento fetal. 
Ao detectar-se uma apresentação pélvica, deve-se efectuar uma avaliação do caso, determinando-se particularmente as dimensões da pélvis da mãe e o tamanho da cabeça do feto, antes de se optar por um parto vaginal.
 Por vezes, pode-se mesmo tentar alguma manobra para conseguir que o feto gire no interior do útero através de manipulações externas , mas nem sempre se tem sucesso. 
Em caso de apresentação pélvica, apenas se costuma optar pela possibilidade de um parto por via vaginal quando se considera que a relação entre a pélvis e o tamanho da cabeça do feto irá permitir o nascimento sem grandes complicações; como nem sempre é possível prevê-la, na maioria dos casos opta-se pela realização de uma cesariana.

 

Apresentação transversal

Numa reduzida parte dos casos, cerca de 0,5%, o feto encontra-se colocado horizontalmente no útero da mãe, perpendicular ao canal do parto, com a cabeça, o tronco e as nádegas ao mesmo nível.
Esta posição, igualmente designada apresentação de ombro, por ser esta a parte do corpo mais próxima do canal vaginal, impede com- pletamente o normal desenvolvimento do parto natural
Embora se possa proceder à realização de alguma manobra que proporcione a rotação do feto através de manipulações externas, caso a tentativa não seja bem sucedida, deve-se recorrer a uma cesariana.

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Uma dúvida frequente das gestantes no 3º trimestre e com relação ao bebê estar ou não encaixado. 
Para podermos explicar um pouco sobre este assunto, vamos primeiro definir algumas questões com relação a nomenclatura dos termos médicos pois, o que vemos ocorrer no dia-a-dia é uma confusão com relação ao termo "apresentação" e "insinuação" (ou encaixamento).
O termo estática fetal é usado para descrever como o feto se encontra dentro do ventre materno.
 As relações do feto com a bacia e com o útero constituem a estática fetal. 
Seu estudo permite o conhecimento da nomenclatura obstétrica. 

Não vamos entrar em muitos detalhes, mas é necessário que se entenda pelo menos 2 conceitos com relação a estática fetal:
  • SITUAÇÃO: é a relação entre o maior eixo da mãe e do feto. Chamamos de SITUAÇÃO LONGITUDINAL quando os eixos coincidem (por exemplo, quando a cabeça está para baixo e a nádega para cima) e SITUAÇÃO TRANSVERSAL quando os eixos não coincidem (por exemplo, quando o feto está "atravessado") 
  • APRESENTAÇÃO: é a região fetal que se encontra mais próxima da bacia materna (parte do corpo que irá nascer primeiro). Por exemplo, chamamos de APRESENTAÇÃO CEFÁLICA quando o feto está com a cabeça para baixo e APRESENTAÇÃO PÉLVICA quando o feto está com a cabeça para cima e portanto irá nascer de nádegas.

Muito bem, agora que entendemos um pouco sobre a apresentação e situação fetal, poderemos definir o que é a insinuação (também conhecido por encaixe ou encaixamento).
 A insinuação fetal nada tem haver com a parte do feto que está para baixo (lembre, isso é a apresentação fetal). 
 A insinuação ou encaixe é a ALTURA DA APRESENTAÇÃO, com relação a bacia materna.
Imagine que durante a gestação o feto está bem acima da bacia, o que chamamos de feto alto. 
Quando chega o fim da gestação e o trabalho de parto está próximo a apresentação fetal (e aí pode ser a cabeça ou a nádega fetal) se insinuam para dentro da bacia óssea materna. 
Este processo sim é chamado de insinuação. 

Veja a figura abaixo:
 Compare a figura A com a figura B. 
Na figura A o feto está alto e na figura B o feto está insinuado ou "encaixado". 
A insinuação fetal (encaixe) ocorre geralmente cerca de 2 semanas antes do parto nas primigestas (mulheres que estão grávidas pela primeira vez). 
E cerca de 2 a 5 dias antes do parto nas multíparas (mulheres com vários partos anteriores). 
Mas lembre que estes números não são uma regra, e podem variar.
A mãe normalmente sente uma pressão maior na vagina e a barriga "baixar". 
O feto tem menos espaço para se movimentar e portanto a percepção de movimentos fetais diminui, isso é normal. 
Quando o médico for medir a altura uterina (medida da pube até o fundo do útero), irá perceber uma redução desta medida em relação a consulta anterior. 
Esta redução pode chegar até 4 cm.
É muito comum que a grávida queira entender o que está acontecendo com ela, e por isso procura em livros, revistas e internet toda a informação disponível sobre o assunto.

Muitas vezes ela poderá encontrar a informação de que quando o feto "encaixa" o parto está próximo. 
Pois bem, aqui está o problema.
Depois de 28 semanas de gestação a grande maioria dos fetos está em apresentação cefálica
Quando a mamãe descobre que o bebê está com a cabeça para baixo poderá ficar preocupada com a proximidade do parto, uma vez que o bebê ainda não está pronto para nascer. 
Entenda que a apresentação cefálica não significa que o feto está encaixado e também não quer dizer que o parto está próximo. 
Portanto é importante não confundir estes dois termos.

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http://brasil.babycenter.com/pregnancy/parto/quando-encaixar/ 


Cada gravidez é diferente, mas, para mães de primeira viagem, o mais comum é o bebê encaixar na cavidade pélvica por volta da 36a. semana de gravidez. 
Isso não quer dizer, porém, que o bebê vá nascer antes da hora.
Os médicos chamam de encaixado o bebê que já está com a cabecinha (ou o bumbum) fixo na pelve da mulher, sem ficar mais se movendo com tanta liberdade. 

Muitas pessoas pensam que estar encaixado é estar de cabeça para baixo, mas o bebê pode estar de cabeça para baixo e "alto", ou seja, não fixo na pelve.
Para mães que já tiveram um filho antes, é mais frequente que o bebê encaixe apenas no começo do trabalho de parto.

O bebê encaixa porque, conforme vai crescendo, no fim da gravidez, a parte mais baixa do útero aumenta de largura, e a cabeça do bebê (ou às vezes o bumbum, se ele estiver sentado) se encaixa na cavidade pélvica.
Quando o bebê encaixa, você sente que de repente ficou mais fácil respirar e que a azia melhorou. 

Mas pode ficar mais difícil andar, e a vontade de fazer xixi a toda hora pode voltar com força total
Pessoas também podem comentar que sua barriga está baixa.
Se este é seu primeiro filho, é natural que você fique preocupada se ele ainda não tiver encaixado no final da gravidez. 

Saiba, porém, que não há problema nenhum nisso. 
As contrações do trabalho de parto vão dar conta do recado.
 

Veja alguns fatores que podem atrasar o momento do "encaixe" do bebê: 
  • Se o bebê estiver na posição posterior, ou seja, de costas para suas costas, olhando para fora do seu corpo. Nessa posição, é mais difícil para o bebê entrar na sua bacia.
    Esse tipo de apresentação do bebê não é a melhor para um trabalho de parto eficiente, em parte porque a parte do corpo dele mais próxima do colo do útero fica alta por mais tempo. Uma das coisas que dá para fazer se você souber que o bebê está na posição posterior é procurar se sentar sempre com os joelhos abaixo do nível do quadril, para tentar incentivá-lo a virar.

  • Se o seu bebê tem bastante espaço para se movimentar. Isso pode ocorrer se houver muito líquido amniótico ou se você já tiver tido um bebê antes. Às vezes, em vez de ficar na posição longitudinal ("reta", na vertical), o bebê pode ficar atravessado na sua barriga (na posição transversa) ou inclinado (posição oblíqua). Nessas posições, é menos provável que o bebê encaixe antes do início do trabalho de parto.

  • O formato da sua bacia também pode ser relevante, assim como a posição da placenta ou a presença de um mioma.

  • Se o bebê for grande. Nesse caso, é possível que ele só encaixe quando as contrações começarem.

  • Se você estiver esperando gêmeos ou mais.

  • Mulheres menores costumam ter menos espaço para o bebê crescer, e por isso às vezes ele se encaixa antes, mas isso não quer dizer que vá nascer antes.

 




 



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