quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cultura para Streptococcus beta-hemolítico!


Há um certo tempo numa dessas minhas andanças pela internet encontrei um site que citou o exame
 "cultura para Streptococcus beta-hemolítico"
 como sendo um dos que deveriam ser feitos depois da 35ª semana gestacional.
Mas foi a única vez que ouvi falar sobre o mesmo e até nem dei muita atenção, na época também não pesquisei sobre o assunto, achei que se fosse mesmo importante e necessário minha médica iria solicitar no momento adequado.
 E de fato foi o que ela fez na penúltima consulta, e como eu não sabia do que se tratava ela me explicou brevemente que ele serve para prevenir infecções no recém-nascido durante o trabalho de parto, no caso sendo parto normal, mas que, mesmo decidindo por cesária é prudente fazer o exame já que se a bolsa estourar também poderá haver a infecção.
Quando o resultado do exame é positivo a gestante deve ser tratada com antibiótico, e não adianta tratar com muita antecedência que a bactéria volta. 
Mas nessa consulta eu havia entendido que seria tratado assim que tivesse o resultado positivo em mãos, desde que após a 35ª semana, mas pelo que li o antibiótico é aplicado na veia no momento do parto.
Como tive problemas com a requisição desse exame, já que a Dra Raphaella acabou fazendo em guia da Unimed, a realização do mesmo acabou atrasando um pouco, e na última consulta ainda não estava pronto, mas perguntei a ela sobre o momento do tratamento em caso de positivo, e ela confirmou que de fato é aplicado na veia na hora do parto!!!
Bom, na requisição o tal exame tem um nome que ocupa 3 linhas:
"Cultura para Streptococcus beta hemolítico do grupo B em swab perianal e vaginal", ufa!!!
O tal "swab" é nosso popular cotonete, sim pois é com ele que é feito a coleta de material para o exame.
Na pesquisa encontrei divergência sobre o fato de poder tomar banho antes do exame, mas fiz ele no Laboratório Santa Luzia e nada me foi dito sobre isso, apenas fui questionada com relação a medicamentos que poderia estar tomando e principalmente aplicando para tratar alguma infecção!!

Bom, e o resultado do meu exame saiu nessa última 2ª feira de manhã e comentei ontem sobre o resultado:
"ausência de crescimento de Streptococcus agalactiae" 

Maravilha!!!
Uma coisa a menos pra mim me preocupar, embora não pareça ser caso de preocupação!!!! 

Então vamos as pesquisas...

Em primeiro lugar, não se assuste se seu exame para estreptococo B tiver dado positivo
O pedido de exame é acima de tudo uma precaução, e ainda é uma rotina nova no Brasil (por isso nem está disponível para todo mundo).
Se seu exame deu positivo, isso significa que você possui a bactéria estreptococo B na região da vagina (e até uma em cada três grávidas carregam essa bactéria). 
Não há risco para você nem para o bebê, enquanto ele está dentro da sua barriga.
A questão é na hora do parto
Para evitar uma infecção no bebê ou em você, os médicos vão administrar antibiótico pela veia (no "soro").
Mesmo sem o antibiótico, o risco de o bebê pegar uma infecção grave é baixo (mais ou menos 1 em cada 1.000). 
Com o antibiótico, o risco cai mais ainda, e você pode ficar mais tranquila. 
 O estreptococo do grupo B é um tipo de bactéria que com frequência existe no intestino das pessoas. 
Essas bactérias podem acabar "colonizando" a vagina também, e aí existe o risco de transmissão ao bebê durante o parto.
A infecção por estreptococo do grupo B na vagina não é considerada uma doença sexualmente transmissível, porque muitas vezes a área genital pode ser contaminada pelas bactérias que vivem na própria mulher.
Embora seja perigoso para bebês, principalmente prematuros, o estreptococo B não costuma provocar sintomas em adultos, e na maioria das vezes é inofensivo para a mulher
Não é a mesma bactéria que o estreptococo A, responsável por várias infecções, como as amigadalites.
Em países desenvolvidos, o exame para detectar o estreptococo do grupo B, feito no final da gravidez, é rotina, mas no Brasil o sistema público ainda não incluiu essa precaução como diretriz para todo mundo.
Quando possível, é vantajoso realizar o teste
É um exame simples, feito com uma espécie de cotonete, que coleta amostras da vagina e da região do ânus, entre a 35a e a 37a semana da gravidez. 
Depois de alguns dias, vem o resultado: positivo ou negativo. 
Em caso de positivo os médicos costumam administrar o antibiótico na veia, na maternidade, antes de o bebê nascer
O objetivo é dar o antibiótico enquanto acontece o trabalho de parto, durante pelo menos 4h antes do parto. 
Não é indicado fazer tratamento nos meses anteriores, nem mesmo com o uso de cremes vaginais.
Como os principais antibióticos usados são a penicilina e a ampicilina, é importantíssimo alertar à equipe médica se você for alérgica a alguma dessas substâncias.
O resultado do seu exame deve estar escrito no cartão de pré-natal, mas em todo caso vale a pena você avisar na maternidade, assim que se internar, que seu exame para estreptococo B deu positivo.
Dependendo do hospital ou maternidade, muitas vezes o procedimento padrão é tratar toda mulher que não tiver o exame. 
Em outros lugares, os médicos decidem dar o antibiótico para quem não tem um positivo somente em casos especiais, como de parto prematuro.
Para cesarianas marcadas com antecedência, a administração do antibiótico não é necessária, porém várias maternidades acabam dando dose única do remédio como prevenção.  
O estreptococo do tipo B pode causar a sepse neonatal precoce, uma infecção que afeta o sangue e que pode ser muito perigosa
Também pode causar outras doenças como a pneumonia e a meningite logo na primeira semana de vida.
Esse tipo de infecção tem uma mortalidade maior em prematuros
Também pode deixar sequelas.
O teste para estreptococo B só é útil se realizado bem perto do parto, a partir da 35a semana de gravidez, porque esse tipo de bactéria pode voltar a aparecer depois do tratamento.
Não adiantaria nada você tomar remédio contra a bactéria no começo da gravidez, porque na hora do parto ainda existiria o risco de haver bactérias presentes na região da vagina.
O tratamento com antibióticos somente é eficaz na prevenção de infecções se for feito durante o parto.
A única exceção é se você tiver uma infecção urinária na gravidez causada pelo estreptococo B
Nesse caso, você vai tomar antibióticos por via oral, não importa em que fase da gestação esteja, e perto do parto poderá fazer novamente o teste para ver se vai precisar dos antibióticos na veia ou não. 

 

 Jejum: não é obrigatório
Em mulheres grávidas o Streptococus grupo B pode causar infecção clínica, sendo na grande maioria uma colonização assintomática
Estudos revelam que a mulher com colonização pré-natal possui uma predisposição 25 vezes maior de dar a luz a criança com doença precoce por Streptococus grupo B. 
Desta maneira, o teste está indicado para toda gestante no período entre 35 e 37 semanas de gestação como teste de triagem. 
Esta detecção torna-se importante para realização de antibioticoprofilaxia intra-parto, previnindo uma possível infecção do recém-nato.
Nos casos de coletas de secreção vaginal ou anal, pode-se urinar, defecar e tomar banho.


O Estreptococo do grupo B de Lancefield ou Streptococcus agalactiae é um coco gram positivo, beta hemolítico, e um potencial agente causador de infecções neonatais que podem até evoluir para óbito
O risco de infecção em recém-nascidos está significativamente aumentado nos nascidos de mulheres colonizadas por este microorganismo nas regiões de vagina e reto que podem chegar até 10 a 30% das gestantes. 
Como prevenção destas infecções neonatais, é recomendada a cultura de material vaginal e retal das gestantes, para que possa ser realizada a quimioprofilaxia adequada.

PREPARO DA PACIENTE PARA O EXAME
As amostras devem ser colhidas entre a 35ª e 37ª semanas de gestação , pois neste período podem ser obtidos os melhores valores preditivos negativo (97%) e positivo (85%). 
Para a coleta deste material, não é recomendado banho ou higiene íntima antes da coleta.

AMOSTRAS PARA ANÁLISE
Swab vaginal + Swab retal. 
É recomendado que sejam sempre colhidas amostras destes dois sítios, uma vez que a origem da colonização geralmente é retal, com posterior contaminação da vagina, e somente a pesquisa negativa de material vaginal não exclui uma colonização no reto.
 
COLETA DA AMOSTRA
Swab vaginal: 
Neste exame, para a coleta amostra vaginal, não deve ser utilizado espéculo. 
A amostra é colhida da vagina inferior, introduzindo o swab por cerca de 2 cm , fazendo movimentos giratórios por toda a circunferência da parede vaginal. 
Não é recomendada a coleta de endocervix e fundo de saco.

Swab retal:
Introduzir outro swab no reto, por cerca de 4 cm e fazer movimentos giratórios por toda a circunferência da parede do reto.
Os dois swabs devem ser colocados em um mesmo meio de transporte (Stuart).
 
 
 



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