Há um certo tempo numa dessas minhas andanças pela internet encontrei um site que citou o exame
"cultura para Streptococcus beta-hemolítico"
como sendo um dos que deveriam ser feitos depois da 35ª semana gestacional.
Mas foi a única vez que ouvi falar sobre o mesmo e até nem dei muita atenção, na época também não pesquisei sobre o assunto, achei que se fosse mesmo importante e necessário minha médica iria solicitar no momento adequado.
E de fato foi o que ela fez na penúltima consulta, e como eu não sabia do que se tratava ela me explicou brevemente que ele serve para prevenir infecções no recém-nascido durante o trabalho de parto, no caso sendo parto normal, mas que, mesmo decidindo por cesária é prudente fazer o exame já que se a bolsa estourar também poderá haver a infecção.
Quando o resultado do exame é positivo a gestante deve ser tratada com antibiótico, e não adianta tratar com muita antecedência que a bactéria volta.
Mas nessa consulta eu havia entendido que seria tratado assim que tivesse o resultado positivo em mãos, desde que após a 35ª semana, mas pelo que li o antibiótico é aplicado na veia no momento do parto.
Como tive problemas com a requisição desse exame, já que a Dra Raphaella acabou fazendo em guia da Unimed, a realização do mesmo acabou atrasando um pouco, e na última consulta ainda não estava pronto, mas perguntei a ela sobre o momento do tratamento em caso de positivo, e ela confirmou que de fato é aplicado na veia na hora do parto!!!
Como tive problemas com a requisição desse exame, já que a Dra Raphaella acabou fazendo em guia da Unimed, a realização do mesmo acabou atrasando um pouco, e na última consulta ainda não estava pronto, mas perguntei a ela sobre o momento do tratamento em caso de positivo, e ela confirmou que de fato é aplicado na veia na hora do parto!!!
Bom, na requisição o tal exame tem um nome que ocupa 3 linhas:
"Cultura para Streptococcus beta hemolítico do grupo B em swab perianal e vaginal", ufa!!!
O tal "swab" é nosso popular cotonete, sim pois é com ele que é feito a coleta de material para o exame.
Na pesquisa encontrei divergência sobre o fato de poder tomar banho antes do exame, mas fiz ele no Laboratório Santa Luzia e nada me foi dito sobre isso, apenas fui questionada com relação a medicamentos que poderia estar tomando e principalmente aplicando para tratar alguma infecção!!
Bom, e o resultado do meu exame saiu nessa última 2ª feira de manhã e comentei ontem sobre o resultado:
"ausência de crescimento de Streptococcus agalactiae"
Maravilha!!!
Uma coisa a menos pra mim me preocupar, embora não pareça ser caso de preocupação!!!!
Bom, e o resultado do meu exame saiu nessa última 2ª feira de manhã e comentei ontem sobre o resultado:
"ausência de crescimento de Streptococcus agalactiae"
Maravilha!!!
Uma coisa a menos pra mim me preocupar, embora não pareça ser caso de preocupação!!!!
Então vamos as pesquisas...
Em primeiro lugar, não se assuste se seu exame para estreptococo B tiver dado positivo.
O pedido de exame é acima de tudo uma precaução, e ainda
é uma rotina nova no Brasil (por isso nem está disponível para todo
mundo).
Se seu exame deu positivo, isso significa que você possui a bactéria estreptococo B na região da vagina (e até uma em cada três grávidas carregam essa bactéria).
Se seu exame deu positivo, isso significa que você possui a bactéria estreptococo B na região da vagina (e até uma em cada três grávidas carregam essa bactéria).
Não há risco para você nem para o bebê,
enquanto ele está dentro da sua barriga.
A questão é na hora do parto.
Para evitar uma infecção no bebê ou em
você, os médicos vão administrar antibiótico pela veia (no "soro").
Mesmo sem o antibiótico, o risco de o bebê pegar uma infecção grave é baixo (mais ou menos 1 em cada 1.000).
Mesmo sem o antibiótico, o risco de o bebê pegar uma infecção grave é baixo (mais ou menos 1 em cada 1.000).
Com o antibiótico, o risco cai
mais ainda, e você pode ficar mais tranquila.
O estreptococo do grupo B é um tipo de bactéria que com frequência
existe no intestino das pessoas.
Essas bactérias podem acabar
"colonizando" a vagina também, e aí existe o risco de transmissão ao
bebê durante o parto.
A infecção por estreptococo do grupo B na vagina não é considerada uma doença sexualmente transmissível, porque muitas vezes a área genital pode ser contaminada pelas bactérias que vivem na própria mulher.
Embora seja perigoso para bebês, principalmente prematuros, o estreptococo B não costuma provocar sintomas em adultos, e na maioria das vezes é inofensivo para a mulher.
A infecção por estreptococo do grupo B na vagina não é considerada uma doença sexualmente transmissível, porque muitas vezes a área genital pode ser contaminada pelas bactérias que vivem na própria mulher.
Embora seja perigoso para bebês, principalmente prematuros, o estreptococo B não costuma provocar sintomas em adultos, e na maioria das vezes é inofensivo para a mulher.
Não é a mesma bactéria que o
estreptococo A, responsável por várias infecções, como as amigadalites.
Em países desenvolvidos, o exame para detectar o estreptococo do grupo
B, feito no final da gravidez, é rotina, mas no Brasil o sistema público
ainda não incluiu essa precaução como diretriz para todo mundo.
Quando possível, é vantajoso realizar o teste.
Quando possível, é vantajoso realizar o teste.
É um exame simples,
feito com uma espécie de cotonete, que coleta amostras da vagina e da
região do ânus, entre a 35a e a 37a semana da gravidez.
Depois de alguns
dias, vem o resultado: positivo ou negativo.
Em caso de positivo os médicos costumam administrar o antibiótico na veia, na maternidade,
antes de o bebê nascer.
O objetivo é dar o antibiótico enquanto acontece
o trabalho de parto,
durante pelo menos 4h antes do parto.
Não é indicado fazer
tratamento nos meses anteriores, nem mesmo com o uso de cremes vaginais.
Como os principais antibióticos usados são a penicilina e a ampicilina, é importantíssimo alertar à equipe médica se você for alérgica a alguma dessas substâncias.
O resultado do seu exame deve estar escrito no cartão de pré-natal, mas em todo caso vale a pena você avisar na maternidade, assim que se internar, que seu exame para estreptococo B deu positivo.
Dependendo do hospital ou maternidade, muitas vezes o procedimento padrão é tratar toda mulher que não tiver o exame.
Como os principais antibióticos usados são a penicilina e a ampicilina, é importantíssimo alertar à equipe médica se você for alérgica a alguma dessas substâncias.
O resultado do seu exame deve estar escrito no cartão de pré-natal, mas em todo caso vale a pena você avisar na maternidade, assim que se internar, que seu exame para estreptococo B deu positivo.
Dependendo do hospital ou maternidade, muitas vezes o procedimento padrão é tratar toda mulher que não tiver o exame.
Em outros lugares, os
médicos decidem dar o antibiótico para quem não tem um positivo somente
em casos especiais, como de parto prematuro.
Para cesarianas marcadas com antecedência, a administração do antibiótico não é necessária, porém várias maternidades acabam dando dose única do remédio como prevenção.
Para cesarianas marcadas com antecedência, a administração do antibiótico não é necessária, porém várias maternidades acabam dando dose única do remédio como prevenção.
O estreptococo do tipo B pode causar a sepse neonatal precoce, uma
infecção que afeta o sangue e que pode ser muito perigosa.
Também pode
causar outras doenças como a pneumonia e a meningite logo na primeira semana de vida.
Esse tipo de infecção tem uma mortalidade maior em prematuros.
Esse tipo de infecção tem uma mortalidade maior em prematuros.
Também pode deixar sequelas.
O teste para estreptococo B só é útil se realizado bem perto do parto, a
partir da 35a semana de gravidez, porque esse tipo de bactéria pode
voltar a aparecer depois do tratamento.
Não adiantaria nada você tomar remédio contra a bactéria no começo da gravidez, porque na hora do parto ainda existiria o risco de haver bactérias presentes na região da vagina.
O tratamento com antibióticos somente é eficaz na prevenção de infecções se for feito durante o parto.
A única exceção é se você tiver uma infecção urinária na gravidez causada pelo estreptococo B.
Não adiantaria nada você tomar remédio contra a bactéria no começo da gravidez, porque na hora do parto ainda existiria o risco de haver bactérias presentes na região da vagina.
O tratamento com antibióticos somente é eficaz na prevenção de infecções se for feito durante o parto.
A única exceção é se você tiver uma infecção urinária na gravidez causada pelo estreptococo B.
Nesse caso, você vai tomar
antibióticos por via oral, não importa em que fase da gestação esteja, e
perto do parto poderá fazer novamente o teste para ver se vai precisar
dos antibióticos na veia ou não.
Jejum: não é obrigatório
Em mulheres grávidas o Streptococus grupo B pode causar infecção clínica, sendo na grande maioria uma colonização assintomática.
Estudos revelam que a mulher com colonização pré-natal possui uma predisposição 25 vezes maior de dar a luz a criança com doença precoce por Streptococus grupo B.
Desta maneira, o teste está indicado para toda gestante no período entre 35 e 37 semanas de gestação como teste de triagem.
Esta detecção
torna-se importante para realização de antibioticoprofilaxia
intra-parto, previnindo uma possível infecção do recém-nato.
Nos casos de coletas de secreção vaginal ou anal, pode-se urinar, defecar e tomar banho.
O Estreptococo do grupo B de Lancefield
ou Streptococcus agalactiae é um coco gram positivo, beta hemolítico, e
um potencial agente causador de infecções neonatais que podem até
evoluir para óbito.
O risco de infecção em recém-nascidos está
significativamente aumentado nos nascidos de mulheres colonizadas por
este microorganismo nas regiões de vagina e reto que podem chegar até 10
a 30% das gestantes.
Como prevenção destas infecções neonatais, é
recomendada a cultura de material vaginal e retal das gestantes, para
que possa ser realizada a quimioprofilaxia adequada.
PREPARO DA PACIENTE PARA O EXAME
As amostras devem ser colhidas entre a 35ª e 37ª semanas de gestação , pois neste período podem ser obtidos os melhores valores preditivos negativo (97%) e positivo (85%).
As amostras devem ser colhidas entre a 35ª e 37ª semanas de gestação , pois neste período podem ser obtidos os melhores valores preditivos negativo (97%) e positivo (85%).
Para a coleta deste material, não é recomendado banho ou higiene íntima
antes da coleta.
AMOSTRAS PARA ANÁLISE
Swab vaginal + Swab retal.
Swab vaginal + Swab retal.
É
recomendado que sejam sempre colhidas amostras destes dois sítios, uma
vez que a origem da colonização geralmente é retal, com posterior
contaminação da vagina, e somente a pesquisa negativa de material
vaginal não exclui uma colonização no reto.
COLETA DA AMOSTRA
Swab vaginal:
Swab vaginal:
Neste exame, para a
coleta amostra vaginal, não deve ser utilizado espéculo.
A amostra é
colhida da vagina inferior, introduzindo o swab por cerca de 2 cm ,
fazendo movimentos giratórios por toda a circunferência da parede
vaginal.
Não é recomendada a coleta de endocervix e fundo de saco.
Swab retal:
Introduzir outro swab no reto, por cerca de 4 cm e fazer
movimentos giratórios por toda a circunferência da parede do reto.
Os dois swabs devem ser colocados em um mesmo meio de transporte (Stuart).
Os dois swabs devem ser colocados em um mesmo meio de transporte (Stuart).



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