Como já relatei em postagem recente a fase não está das mais fáceis aqui em casa, as noites de sono tem altos e baixos, tem as que ela acorda 7 ou 8 vezes e em outras apenas 2!!
Mas o que mais tem nos preocupado de fato é o "comer" da Mariana!!
Lembro bem do dia em que ela começou a comer mal pois foi 1 dia antes da última consulta, dia 21 de agosto portanto.
Começou com ela choramingando na cadeira, esfregando os olhos e levando comida da boca pra todo o rosto e cabelo!!
Pra fechar faz alguns dias que ela aprendeu a assoprar a comida, o que faz a cara da mamãe, a bandeja, a cozinha e ela mesma ficarem uma belezura!!
Isso nos gera uma certa angustia e pensamos nas possíveis causas...
É falta de apetite?
Mas as vezes ela parece ter fome!!
Enjoou da minha comida?
Mas mesmo as Nestlé que pareciam suprir as gororobas da mamãe as vezes não a animam!!
São os dentinhos saindo?
Se não bastasse há dias em que ela está mais chorosinha, dengosa e quer colo, muito colo!!!
Ao tentar largar ela no cadeirão se agarra em mim, ao tentar largar ela no chão se agarra em mim...pra ver ela feliz só se for no colo!!
Sem contar o fato de estranhar as pessoas, de chorar diante delas!!
Esses dias fomos na missa, então um senhor num banco atrás brincava com ela, ela olhava, ria, mas em seguida se agarrava em mim se escondendo!!
Já aconteceu na rua também, aliás, ela olha pras pessoas na rua e ri, quando não aponta com o dedo e grita como se dissesse "olha mamãe, é a fulana", rsrsrs, mas dai, como já aconteceu, se a pessoa para e fala com ela logo fica séria, e se tocarem nela...cai no choro!!
Esses dias aconteceu com uma vizinha, enquanto ela conversava a Mariana sorria, no momento que a senhora colocou a mão na barriga dela ...caiu em desespero!!!
Assim como já chorou diante de pessoas que até dias atrás ela olhava e ria tranquilamente!!
Ou ainda, será que ela está passando pela
fase da angustia da separação?
PODE ser, pode, tudo são possibilidades!!
E pensando sobre essa possibilidade lembrei da nossa viagem ao RS em que ela estava com 8 meses, ou seja, além de simplesmente estranhar as pessoas ou de estar acostumada só comigo, outras coisas poderiam estar acontecendo com ela!!
O mais importante é sabermos que nem tudo é manha, é barde, é frescura, pode haver sim uma explicação!!
***
Por
volta dos 5 meses, tem início um processo pelo qual a criança
começa a perceber, não só o mundo que a rodeia, mas também as
pessoas e seus próprios limites corporais.
A fase em que ocorre o
processo de separação e individuação é marcada por
uma extrema angústia de separação, na qual a criança passa a fim de
obter sua identidade.
Aos 8 meses, os bebês começam a
engatinhar adquirindo progressivamente as habilidades necessárias
para separar-se fisicamente de sua mãe.
Mas emocionalmente, a
angústia aumenta provocando algumas reações no bebê, que podem
percorrer desde a falta de apetite até a dificuldade em dormir.
Esses
obstáculos que o bebê apresenta ao sentir-se sozinho mesmo que sua
mãe esteja por perto, recebe como explicação, que este ainda não
conseguiu reter a imagem da figura materna internamente, ocasionando
angústia ao perceber que esta se afastou.
Pois nessa fase, o que
sai do campo de visão da criança é entendido como tendo
desaparecido.
A brincadeira de achar e esconder, utilizando uma
fralda, serve de exemplo.
Ao cobrir o rosto do bebê, seu campo de
visão fica limitado, e este acredita que a pessoa que está brincando
com ele, sumiu.
Porém, ao retirarmos a fralda, como num passe de
mágica, a pessoa volta a existir e ele sorri.
Com a
maturação, o bebê obtém a constância objetal emocional, e assim pode
recorrer a imagem gravada internamente de sua mãe.
Um recurso muito
utilizado é eleger um objeto que represente o elo da relação mamãe e
bebê, com o objetivo de proporcionar à criança o sentimento de
segurança., mesmo estando longe da mãe.
Por fim, este artigo
percorreu algumas fases, tentando ilustrar passagens que deixam sem
respostas algumas mães.
Se pensarmos que no início, o bebê
imaginava-se uno com sua genitora e depois percebe-se sendo alguém
diferente dela.
A angústia provocada por essa sensação emite
sintomas.
E é normal a manha, o entristecer, a agitação ou a falta
de apetite e dificuldade para dormir, fatores que trazem tanta
preocupação aos pais.
A individualidade leva anos para se formar.
Depois de acreditar que é a
mesma coisa que a mãe, por volta dos 6 meses a criança não só passa a
ver a diferença como também entende que pode ser deixada sozinha.
É
nessa fase que se inicia um medo de abandono conhecido como ansiedade de
separação, algo que pode durar até os 2 anos.
A ansiedade de separação é normal para bebês de entre 10 meses e 1 ano e
meio, mas não deixe de conversar com seu pediatra se essa ansiedade se
tornar tão forte que a criança não consegue fazer nada sem você por
perto ou se ela continua inconsolável muito tempo depois que você saiu.
Por volta dos 8 meses de vida do bebê começa a fase conhecida como
“angústia do oitavo mês” ou “angústia da separação”.
É uma etapa
complicada e, ao mesmo tempo, muito importante no desenvolvimento
psíquico da criança.
Durante este processo é importante levar em conta
as seguintes questões.
- Por se tratar de um processo que pode provocar angústia nos bebês, o
ideal nesta etapa é evitar grandes mudanças na vida da criança ou a
troca da pessoa que cuida dela.
- Se o bebê reagir aos estranhos buscando proteção ou com movimentos de
fuga, converse com ele calmamente e apresente bem cada pessoa.
- Durante a noite, o bebê pode acordar angustiado com necessidade de ter a
mãe perto dele, mas também pode ser vítima de terror noturno, típico do
amadurecimento do seu aparelho psíquico. A mãe deve ir até ele, mas o
ideal é não tirá-lo do berço, tentando consolá-lo sem alterar demais a
rotina de sono estabelecida até esse momento.
- Um dos principais recursos para que o bebê viva esta etapa com
naturalidade são as brincadeiras. A clássica brincadeira do “Achou!” –
de se esconder, por exemplo, atrás de um tecido, e logo em seguida
aparecer de novo – fará com que a criança aprenda que aquilo que vai
embora volta depois.
- Esta também é a época em que os bebês costumam jogar os brinquedos no
chão, esperando que sejam trazidos de volta. Isso é parecido ao
distanciamento dos seres queridos e seu retorno quando ele demanda.
- Não se pode determinar o tempo de duração desta fase de angústia. Ela
pode ser de dias ou de meses, dependendo de cada bebê. O fundamental é
entender que não se trata de um retrocesso na evolução. Pelo contrário, é
um dos passos mais importantes do seu desenvolvimento como indivíduo.
Se a ansiedade não for intensa a ponto de interferir no
desenvolvimento saudável da criança, não é necessário alarmar-se.
Com o
tempo, o bebê vai construir a noção de permanência do objeto que as
coisas e as pessoas continuam existindo, mesmo que não as veja - e a
ansiedade de separação vai diminuindo.
Com a repetição da experiência,
ele também aprende que você sai, mas sempre volta.
Assim não adianta ignorar o choro do bebê ou prendê-lo no quadrado para
evitar que ele vá atrás de você.
Ele vai ficar cada vez mais ansioso e
mais grudado em você.
Leve-o pela casa ou deixe-o segui-la por onde for
possível.
Se você, furtivamente, sai do quarto enquanto seu filho está
brincando, ele vai se concentrar cada vez menos em si mesmo para ficar
tomando conta dos seus movimentos, perdendo a oportunidade de explorar o
mundo ao seu redor.
Quando precisar deixá-lo, use sempre a mesma frase
ao se despedir e ao voltar. Essas atitudes ajudam a criar um padrão
conhecido.
Nessa fase de separação, surgem também problemas na hora de dormir.
A
questão básica é a mesma, ele não quer se separar de você.
É comum o
bebê ficar ansioso e envergonhado diante de estranhos.
Muitas vezes, ele
até sorri ou fala com pessoas estranhas, desde que elas se comportem de
forma discreta e mantenham distância.
Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo!
É perfeitamente normal- até maravilhoso- que seu filho tenha esse bom
apego e que ele/ela desejem essa proximidade contigo e sua presença
constante.
Parabéns!!: isso é evidência de que o laço afetivo que você criou desde o início está seguro.
Então ignore educadamente as pessoas que te dizem o oposto.
Relaxar em suas expectativas de independência certamente irá ajudar seu
bebê a relaxar também e a ter menos ansiedades nas horas de separação
entre vocês.