A escolha do pediatra envolve inúmeras questões, desde a confiança que
você sente pelo profissional até a disponibilidade dele em atender
emergências.
A escritora Cecília Meireles eternizou no poema “Ou Isto ou Aquilo” a
difícil arte de fazer escolhas.
E decidir quem vai ser o pediatra está
longe do ideal de simplicidade.
Afinal, ele vai ser o responsável por
cuidar, com você, da saúde do seu filho.
Alguém com quem a família vai,
inevitavelmente, criar uma relação de confiança.
Veja: ele vai ser um
dos primeiros números escritos na lista de telefones para emergência
grudada na porta da geladeira.
Quem, pensando em tudo isso, não fica
aflito por fazer a escolha certa?
A busca pode começar de diversas
formas: folheando o livro do plano de saúde, em um papo com os amigos
(que já têm filhos) sobre bons profissionais, no almoço de domingo na
casa da sua mãe etc.
Independente da maneira, prestar atenção em alguns
detalhes pode ajudar você a tomar a melhor decisão.
1. Quando começar a procurar?
O
ideal é fazer isso ainda no 2º trimestre da gravidez.
Pode parecer
exagero, mas pense que se você fizer a escolha agora o médico pode
acompanhar seu bebê desde os primeiros instantes de vida – e você não
vai precisar se preocupar com isso quando voltar para casa com o mais
novo integrante da família.
Na hora de agendar a consulta com o
especialista, avise que é uma “conversa”.
A maioria dos planos de saúde
não cobre esse serviço e muitos médicos não costumam cobrar.
Se não for
assim, tente negociar o preço.
2. Quanto custa, em média, uma consulta?
No
Brasil, esse valor varia muito de região para região.
A média fica em
torno de R$ 300 e alguns convênios reembolsam parte da consulta.
Cheque
esse benefício antes de se decidir pelo pediatra.
Outra informação
importante é saber se os retornos são cobrados ou não.
Se for, converse
com o médico e veja como chegar a um valor que seja bom para todos.
3. Para quem pedir indicação?
Converse
com parentes e amigos que já são pais e têm estilos próximos ao seu.
Se
você tem um médico da família, mesmo que seja de outra área, peça uma
sugestão.
Quando tiver o nome em mãos, use a internet para buscar mais
informações.
4. Qual deve ser a periodicidade das consultas?
Mal
chegou em casa, o bebê vai visitar o pediatra.
Isso deve acontecer, de
preferência, ainda na 1ª semana de vida.
A 2ª consulta pode
ser programada para o final do 1º mês e, até o 6º, ela será
mensal.
A partir dessa idade, o acompanhamento pode ser trimestral até a
criança completar 2 anos.
De 2 a 4 anos, os encontros são semestrais e,
por fim, anuais.
O profissional pode acompanhar o
paciente até que ele tenha 18 anos.
O pediatra é o profissional
qualificado para tratar de todas as transformações na infância e na
adolescência”
Importante: consultas de emergência não eliminam as
de rotina.
5. Como escolher um bom profissional no livro do convênio?
Se
você não tem nenhuma referência, consulte na internet o nome do médico.
Muitos disponibilizam o currículo on-line.
Veja no Conselho Regional de
Medicina se não há denúncias contra ele.
Se o pediatra passar por esse
crivo, vá direto ao consultório.
Enquanto espera, puxe conversa com os
pais.
Pergunte o que acham do médico, se ele atrasa para atender,
examine a limpeza do local, a simpatia dos funcionários e o mais
importante: a sua afinidade com o especialista.
6. Vale a pena investir em um profissional superfamoso com a agenda lotada?
O
ditado que vale nas rodinhas de pediatras diz que, quem é bom é sempre
procurado.
Por isso, vale a pena você visitar um profissional famoso.
Nem que você já saiba que não vai ser possível continuar com ele (em
geral os preços das consultas são altíssimos), aproveite para observar
referências que gostaria que o pediatra do seu filho tivesse e, assim,
tentar encontrá-las em outro profissional.
Mas, se você tiver condições,
não se decida levando em conta apenas a fama.
É durante a conversa que
você vai perceber se compensa o esforço de conseguir um horário na
agenda apertada toda vez que precisar levar seu filho em uma consulta.
7. Quanto tempo deve levar uma consulta?
Com
certeza não vai ser 15 minutos.
Para examinar com atenção o
especialista reserva, em média, 1 hora por paciente.
No caso de
retorno ou emergência, 30 minutos são suficientes.
Mas a família não
pode sair com dúvidas nem se sentir pressionada com a pressa do
profissional.
Se isso virar rotina, avalie se não é o caso de trocar de
médico.
8. O que ele deve examinar?
A
consulta pediátrica pode ser dividida em quatro momentos:
A. Ouvir a
situação e as dúvidas.
B. Perguntar sobre o desenvolvimento e a saúde da
criança nos últimos meses.
C. Se for a primeira consulta, o pediatra
deve conversar sobre o histórico dela e da família.
D. Fazer exame
físico completo, mesmo que se trate de uma queixa isolada.
Inclui:
pesar, medir, aferir a pressão, colocar os dados na curva de crescimento
etc.
9. É importante ter disponibilidade para atender em casa (em emergências)?
Depende
do que você espera do profissional.
Não é comum que os médicos atendam
em casa, só se for uma exceção, como a recuperação pós-cirúrgica, por
exemplo.
Vai depender também da relação que você tem com ele.
Se for o
pediatra que acompanha a mesma família há muitos anos, ou se ele já
cuidou da mãe do bebê e agora atende o filho, pode abrir exceções.
Ele,
certamente, vai saber analisar a necessidade de uma consulta em
domicílio.
10. É melhor se o consultório for perto da minha casa?
Essa
opção trará segurança quando seu bebê tiver febre, por exemplo, e você
precisar levá-lo ao consultório com urgência.
Pense também no futuro, em
como vai ser quando seu filho estiver na escola, fizer natação
e...ainda for ao pediatra.
Estar próximo ajuda, sim.
Então, comece a
busca por eles.
Se nenhum atender às expectativas, busque em regiões
mais distantes.
11. Como saber se o pediatra da família continua atualizado?
Faça
perguntas a um parente próximo que conheça o médico para descobrir o
estilo do profissional.
Se as respostas agradarem, vá até o consultório e
elimine as demais dúvidas.
Se vocês não se sentirem seguros, busquem
mais indicações com amigos que tenham filhos ou até com seu obstetra.
Vale também consultar o livro do convênio .
12. Como convenço minha mãe ou sogra de que a indicação dela não é boa?
Discutir
com elas não é o melhor caminho, você já sabe.
Faça o contrário.
Em vez
de criticar a indicação, elogie o médico que você escolheu.
Digam que
foram muito bem recebidos, que ele foi atencioso, ultrapassou às suas
expectativas... E não prolongue o assunto.
O QUE OBSERVAR E QUAIS PERGUNTAS FAZER QUANDO CONHECER O PEDIATRA
Veja se o ambiente é aprazível, se há brinquedos e livros infantis, se a secretária é atenciosa (lembrando que será ela quem vai encontrar horários quando você precisar com urgência).
Veja se o ambiente é aprazível, se há brinquedos e livros infantis, se a secretária é atenciosa (lembrando que será ela quem vai encontrar horários quando você precisar com urgência).
Depois, anote
quanto tempo você esperou para ser atendido.
Com criança, não dá para
ficar muito tempo na sala de espera.
Na consulta, veja quais são as
preferências do médico e certifique-se de que ele tem paciência, gosta
de trabalhar com crianças, sabe ouvir e explicar de forma simples.
E
faça todas as perguntas que tiver.
Aqui, algumas sugestões:
• Ele atende em hospitais? Quais?
• Pode acompanhar o parto e estar na maternidade?
• A agenda dele coincide com a sua? Cheque em quais dias da semana ele atende no consultório e pergunte sobre o atendimento nos fins de semana.
• Ele responde perguntas por e-mail?
• Você e ele têm opiniões em comum sobre amamentação, circuncisão, imunização, medicina alternativa?
• Quem vai substituí-lo nas férias?
• Pode acompanhar o parto e estar na maternidade?
• A agenda dele coincide com a sua? Cheque em quais dias da semana ele atende no consultório e pergunte sobre o atendimento nos fins de semana.
• Ele responde perguntas por e-mail?
• Você e ele têm opiniões em comum sobre amamentação, circuncisão, imunização, medicina alternativa?
• Quem vai substituí-lo nas férias?
Quem vai cuidar da saúde do seu filho?
Essa é uma dúvida que pode ser
esclarecida antes mesmo da criança nascer.
Você pode visitar alguns
médicos simplesmente para bater um papo e ter uma ideia de como será o
futuro.
Não que seja obrigatório, mas essa atitude pode ajudar a formar
um vínculo de confiança entre vocês.
No entanto, você vai saber se a
escolha que fez foi a mais correta somente quando as consultas
começarem.
Empatia
Tem de acontecer na 1ª consulta.
Tem de acontecer na 1ª consulta.
Significa sentir que o médico entra em sintonia com você no
seu novo papel de mãe.
Um sinal negativo é ele se fixar apenas em
perguntas sobre o histórico de doenças na família e no exame do bebê
Um
positivo é ele também querer saber da sua gravidez, do parto, sobre o
ambiente em que vive o bebê, os primeiros dias com ele em casa e como
anda a amamentação.
Segurança
Alguns pais questionam se é melhor o pediatra ter filhos, por achar que seus anseios serão mais bem compreendidos.
Alguns pais questionam se é melhor o pediatra ter filhos, por achar que seus anseios serão mais bem compreendidos.
Outros têm receio do médico jovem, com pouca experiência,
ou do muito idoso, pelo risco de não ser atualizado.
A indicação de
amigos ajuda a tirar essas dúvidas, mas o importante é você se sentir
segura.
Insegura com a escolha?
Se você ainda tem dúvidas sobre o pediatra escolhido, não se preocupe.
Se você ainda tem dúvidas sobre o pediatra escolhido, não se preocupe.
Mudar de médico é
normal e não traz nenhum prejuízo para a saúde do seu filho.
Procure o
quanto for preciso, converse com outros profissionais e peça mais
indicação.




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Quer comentar ou deixar seu recadinho? Fique a vontade!!!