sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Exame de toque!!


Resolvi ler sobre o assunto depois de ter "encucado " um pouco com minha ginecologista, na verdade com o fato dela nunca ter feito um exame de toque até a consulta dessa semana em que comentei o assunto, e aí ela resolveu fazer pra mim ficar mais tranquila, mas por ela não faria, e no fim das contas estou com 1 cm de dilatação!!
Pois é, mas lendo e pensando sobre o assunto fiquei mais aliviada por concluir que de fato não há necessidade dele ser feito com muita antecedência!
Alguns médicos fazem em todas consultas e pensando bem...pra que?
  (eu praticamente leiga no assunto falando, ou divagando comigo mesma!!)
Mas li que muitos passam a fazer depois da semana 35, 36, 37...outros apenas depois das contrações!!



O médico pode até desconfiar num exame de toque que a mulher esteja grávida, bem no comecinho da gestação, mas não dá para dizer com certeza.
O
colo uterino de uma mulher não-grávida tem uma consistência firme ao toque, semelhante a sensação de se tocar a ponta do nariz. 
Na mulher grávida, o colo uterino fica mais mole, devido às modificações hormonais, e a sensação que o médico tem ao tocá-lo é parecida com a de tocar os lábios com a boca fechada.
Essa alteração começa logo no início da gravidez, mas é subjetiva, e não representa certeza de gravidez, e sim apenas um indício. 


Para fazer o acompanhamento do trabalho de parto, é essencial o avaliar a evolução da dilatação do colo uterino
Para examinar o colo, o obstetra introduz os dois dedos dentro dessa dilatação, e o quanto ele conseguir abrir os dedos dentro desse colo, corresponde a quanto tem de dilatação. 
Por isso que essa parte incomoda tanto, mas por mais incômoda que seja, não há outro jeito de avaliar a progressão da dilatação.
Além disso, ao introduzir os dedos no colo, o obstetra sente a cabeça do neném, também verificando se ela está descendo pela vagina com o progredir do trabalho de parto.
Para que haja o parto, deve-se ter uma dilatação total, que é padronizada como 10 cm. 
Na prática, é quando no toque não dá mais para sentir nada do colo, apenas a cabeça do neném.


Por que não fazer o exame de toque

Um dos procedimentos de rotina dos pré-natais é o exame de toque, independentemente da idade gestacional. 
Mas este procedimento, como a maioria dos exames e intervenções, só pode trazer benefícios quando não é banalizado.
O exame de toque serve basicamente para avaliar a evolução da dilatação no trabalho de Parto, apresentação do útero e posicionamento do bebê.  
O esperar de uma mulher com 24 semanas? 
Que o colo esteja grosso e fechado, o bebê na posição que desejar (não estará encaixado) e alto. 
E se a mulher não apresenta qualquer queixa, para que realizá-lo?
Se uma mulher apresentar contrações prematuras, vale avaliar se as mesmas indicam um trabalho de parto precoce. 
Aí sim, depois de investigar se não se trata de braxton, infecção urinária, pode-se fazer um exame de toque. 
Mas ele é mera especulação.
Acompanhei uma gestante que com 32 semanas fez o exame de toque e o médico verificou que ela tinha 2cm de dilatação e colo afinado. 
Ela tomou corticóide para amadurecer o pulmão do bebê no risco de parto prematuro. 
Com 35 semanas, se não me falha a memória, tinha 3 ou 4 cm. 
Mas sem contrações ou seja não estava em Trabalho de Parto. 
Pariu rapidamente e teve um parto natural com 39 semanas. 
Um parto a jato (já que tinha menos 4 cm para caminhar).
Então, o que o exame de toque adiantou? Nada.
Perto do parto saber que o colo está amolecido e com x cm pode causar ansiedade.
Sem contar que, mesmo com luva, fazer toque aumenta o risco de infecção, principalmente se a mulher estiver com bolsa rota. 
Todo e qualquer procedimento quando banalizado representa risco.

http://www.hospitalgeral.com.br/1_com/maternidade/parto/trabalho.htm 

A dilatação do colo do útero inicia-se lentamente
A dilatação é expressa em centímetros e é medida pelo exame de toque, onde cada dedo equivale a 1,5 ou 2 cm de dilatação
No início, a dilatação é de 2 cm, e deverá chegar a 10 cm para que ocorra o parto normal
Esta é a fase mais demorada de um trabalho de parto. 
Entretanto, ela pode durar menos tempo dependendo da paridade da mãe, da frequência, intensidade e duração das contrações uterinas, da capacidade do colo para dilatar e apagar (estabilizar a dilatação), dos diâmetros fetais e pélvicos e da apresentação, tamanho e posição do bebê. 
A ruptura de pequenos vasos cervicais durante o apagamento e dilatação do colo do útero, ou aquela causada pelo esgarçamento das membranas, podem ocasionar um sangramento vaginal. 

http://www.partosaudavel.com.br/parto.htm

Outra situação em que poderá ocorrer um pequeno sangramento vaginal será após ter sido realizado, pelo médico, o exame de toque vaginal no seu colo, não devendo assim lhe causar preocupação.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quer comentar ou deixar seu recadinho? Fique a vontade!!!