Hoje comprei um dos remédios que minha medica receitou pra azia...
o Mylanta Plus!!
Vamos ver se vai me ajudar, pois tem horas que a queimação é pra valer!!
Além dele já recebi as receitas de tomar suco de limão, água gelada, mastigar batata...e por aí vai!!
Remédios e gravidez
Nenhum medicamento está completamente isento de riscos, especialmente
para mulheres grávidas.
Todos ouviram falar da catástrofe ocorrida há
cerca de 50 anos: crianças cujas mães utilizaram talidomida para atenuar
enjôos e ansiedade durante o primeiro trimestre da gravidez nasceram
deformadas.
Por outro lado, muitas gestantes necessitam de tratamento
medicamentoso contínuo por diferentes razões e não tratar determinadas
patologias pode ser mais perigoso para a mãe e para o bebê do que o
medicamento em questão.
Assim, estabelecer a relação de risco e de
benefício é tarefa complexa, de competência exclusiva do médico
obstetra.
De acordo com critérios de risco, os diferentes medicamentos
são classificados em cinco categorias:
- seguros para uso na gravidez
(classe A);
- considerados seguros em animais de experimentação, mas para
os quais não existem estudos controlados em humanos (classe B);
- que
provocaram efeitos adversos em animais, mas que não possuem estudos
controlados em humanos (classe C);
- comprovadamente associados a risco
fetal (classe D);
- e os contra-indicados na gravidez (X), como a
talidomida.
Muitos medicamentos comumente utilizados na gravidez
pertencem às classes B e C.
Analgésicos que contêm
aspirina, por exemplo, são da classe C.
O paracetamol, considerado o
analgésico mais seguro em grávidas, é da classe B.
Preferimos utilizar
antibióticos da classe B (como a penicilina), mas pode ser necessário
empregar outros tipos classificados como C.
A decisão deve ser tomada em
bases individuais e, às vezes, o risco de utilizar antidepressivos
(classe C), por exemplo, é menor que as complicações psiquiátricas que
podem ser causadas com a interrupção do tratamento.
O ponto principal
desta complexa equação é que o efeito potencial dos diferentes
medicamentos sobre o bebê varia de acordo com a idade gestacional em que
ocorreu a exposição fetal.
O ideal é que a mulher não utilize nenhuma
medicação, nem cigarro ou bebida alcoólica, entre 6 e 8 semanas de
gestação.
Este é o período embrionário crítico, no qual as principais
estruturas nobres estão sendo formadas, especialmente o sistema nervoso
central.
Na prática, nenhuma grávida deveria tomar qualquer medicação
durante os nove meses sem consultar o seu médico sob risco de prejudicar
o seu bebê ou a si mesma.
Wladimir Taborda
Médico ginecologista e obstetra e doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo. Autor do livro A Bíblia da Gravidez
Médico ginecologista e obstetra e doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo. Autor do livro A Bíblia da Gravidez


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Quer comentar ou deixar seu recadinho? Fique a vontade!!!