sexta-feira, 27 de março de 2015

Últimas Notícias!!!

Depois da 1ª semana de escola ter sido ótima vieram 5 semanas em que a Mariana chorou tooooodos os dias na hora da "despedida"!!!!
Mas semana passada não teve choro e hoje fechamos a 2ª semana sem choro!!!
Estou super feliz!!
 A escola está respirando Páscoa, lindamente decorada e isso distraiu bastante a pitoca nessas 2 últimas semanas!

A porta da sala:

E aqui um registro do que a água já apagou:

E aqui um trabalhinho que foi a primeira lição de casa da Mariana!!
Faz parte de um projeto chamado "eu e meu grupo" e era pra contar sobre suas preferências por comida, passeios, brinquedos, histórias e músicas.
Essa semana foi exposto no corredor da escola:

***

"Aonde a gente vai agora?

Gente, escuto isso vááárias vezes ao dia!!!
Acorda, visto o uniforme e lá vem a pergunta, como se não soubesse a resposta né?!
Sai da escola e lá vem a pergunta, e depois da resposta de sempre, afinal viemos sempre pra casa, as vezes ela rebate: "não quero ir pra casa!!"
Está em casa brincando e de repente: "aonde a gente vai agora mamãe?"
E assim muitas vezes ao dia, na verdade sempre querendo saber mais do que pra aonde iremos ou onde iremos passear mas o que faremos, do que brincaremos e etc!!

***

"Não quero dormir!"

Caindo de sono, já pediu o bico um milhão de vezes, mas percebendo a movimentação já começa a dizer: "não quero dormir!"
As vezes outras frases vem junto como:
"não quero escuro"
" quero claro"
"não quero pibama" (pijama)
O que ela não quer é se desligar, sair de cena, "perder tempo", por isso mesmo tombando demora tanto pra relaxar e enfim, pegar no sono!!

*** 

A independência da menina está a flor da pele!!!
Já falei sobre isso nas "últimas notícias" da semana passada.
Tudo é "eu", "eu sei", "eu sozinha"...
e o problema é quando realmente não sabe ou não consegue!!
Mas apesar dos pequenos estresses e da paciência gigante que precisamos ter estamos achando a fase muito linda, são descobertas a todo momento, tudo é treino e aprendizado pra eles, claro que sem noção de perigo, responsabilidade e tempo!!
Ela acha que cada vez que vamos sair de carro temos 15 minutos pra ela subir sozinha na cadeirinha!! 
(estou exagerando e feliz pois o treino tem feito esse tempo diminuir a cada dia, a bichinha já está craque!)
Ela acha também que a profe da natação (e os demais coleguinhas e seus pais) também tem 15 minutos pra esperar ela subir sozinha a escada da piscina ou o escorregador!!
Não é por nada que os 2 anos é uma idade "difícil" pra eles, vejo uma cabecinha borbulhando em pensamentos e ideias mas nem sempre as consegue por em prática!
Aí nos resta ouvir aquele choro com a frase "eu não conseeeegue!!"
Sim, "eu não consegue" mas "eu não qué ajuda"!!
O jeito é ter mesmo muita paciência e curtir o lado bonito da coisa, pois vale a velha frase de que "ninguém nasce sabendo", salvo pouquíssimas coisas!!

sexta-feira, 20 de março de 2015

2 anos e 4 meses!!


http://brasil.babycenter.com/s3500071/2-anos-e-4-meses

Crianças nesta fase têm mais controle sobre suas ações, mas nem sempre sobre suas emoções.
É ainda normal que empurrem, gritem e façam muita birra. 
Por isso, seja realista quanto às suas expectativas e não se frustre se o comportamento do seu filho não for lá muito bom o tempo todo.
As birras e pirraças são uma forma de a criança mostrar que está tão chateada que já nem consegue mais pensar direito.
Elogie sempre o bom comportamento e lembre-o de que quando conversa e diz o que quer os resultados são sempre melhores.
Da sua parte, certifique-se também de que vem se comunicando direito com seu filho.
Explique por que as regras são necessárias.
Não diga simplesmente que não pode correr na rua sozinho, mas fale sobre os perigos de um carro sair de repente de uma garagem ou de uma moto cruzar um sinal vermelho.

http://brasil.babycenter.com/a3400539/a-crian%C3%A7a-de-2--anos-e-3-4-meses

Com melhor controle dos movimentos, seu filho brinca agora com objetos menores e realmente consegue construir coisas, em vez de só bater para derrubar.
Às vezes a brincadeira está tão gostosa que ele vai ficar bravo se for interrompido.
Para facilitar as coisas para vocês dois, dê um aviso antes de que já está quase na hora de terminar ("Pode brincar mais cinco minutos e depois vamos jantar.").
Às vezes seu filho mais parece um cientista, de tanta concentração e persistência. 
A verdade é que existe uma espécie de programação interna para que a criança faça certas coisas inúmeras vezes, a fim de aperfeiçoar suas habilidades motoras.
Isso explica, em parte, por que ele não consegue parar de pular em cima do sofá mesmo depois de inúmeros apelos. 
É quase como se houvesse um instinto natural para continuar repetindo a ação.
Uma boa maneira de treinar a coordenação motora é através daqueles brinquedos de puxar ou empurrar, como patinhos ou jacarés ; para a chamada coordenação motora fina, quebra-cabeças com pecinhas que tenham pinos para encaixar são ideais, assim como bonecos com roupas para pôr e tirar.
A repetição das brincadeiras também serve para construir as estruturas do cérebro e entender como o mundo funciona. 
O interesse por outras crianças vai ficando cada vez maior.
  As crianças que já frequentam escolinhas ou creches podem até já ter um amigo preferido ou outro. 
No caso das que ficam em casa, é importante levá-las a parques ou convidar outras crianças para brincar, assim criam-se oportunidades para convivência.
Para facilitar o contato e evitar brigas, procure manter o grupo de crianças pequeno. 
Uma boa regra é que o tamanho do grupo não ultrapasse a idade do seu filho (por exemplo, crianças de 2 anos brincam melhor em duplas).
 Outra coisa importante é que o tempo da brincadeira não deve ser longo -- de meia a uma hora no máximo.
Todos os dias, novas palavras e significados são absorvidos por seu filho. 
Isso porque até os 2 anos o cérebro processa novos sons mais rápido do que nunca. 
Já colocar palavras em perfeita ordem dentro de uma frase é outra história… 
O aprendizado das complexidades gramaticais leva tempo (pense em quantos adultos têm dificuldade para falar bem a nossa língua).
A questão é que você não precisa ensinar gramática para seu filho (embora deva sempre falar de forma correta e não ficar repetindo as palavras erradas dele). 
Por incrível que pareça, entre 2 e 3 anos de idade, as crianças simplesmente aprendem o uso correto de verbos, pronomes, preposições e concordâncias apenas ouvindo e praticando. 
Os padrões da língua são automaticamente "classificados" pelo cérebro e arquivados para referências futuras.
Daqui para a frente, você vai notar como seu filho passará a dizer "eu qué", em vez de "Lucas qué" ou como colocará as palavras no plural. 
Os erros e confusões gramaticais continuarão, no entanto, por alguns anos.
 Lembre-se de que o português é uma língua cheia de particularidades e exceções.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Últimas notícias!!!


Cá estou eu reunindo as últimas da Mariana...



Começo contando que há 4 dias ela fica na escola sem chorar!! 
:D :D :D
Pensem numa mãe mais leve e feliz!!!
Percebi a diferença no fim de semana passado, ao falar em escola e etc ela não reagia com o tradicional "não minha casa"!!
Isso é bom demais pois embora eu saiba que depois ela fica bem dar as costas com ela chorando é muito ruim!
Espero fechar a semana amanhã com a mesma notícia e que assim seja nas semanas próximas!!

Ela segue sendo "a bailarina"!!
Segue sem querer vestir bermudas e calças, o que inclui as do uniforme, aliás, nem o short saia do uniforme faz a cabeça dela, o negócio tem que ser rodado!!
Há dias que puxa a roupa, o que inclui a camiseta, e chora reclamando: "isso não é de bailarina"!!

Mas a mais nova implicância do momento se chama: 
cabelo!!
Puxa o cabelo reclamando "meu cabelo, meu cabelo, não quero assim, os cachos"
As vezes nem ela sabe exatamente o que quer, dai é um prende e solta danado, mas o que mais tem acalmado ela é um rabo de cavalo que dome todos os cachos!!
Confesso que pra mim esse comportamento é uma surpresa já que ela sempre sentiu orgulho dos cachos de tanto ser elogiada por eles, se olhava no espelho e dizia "olha meus cachos mamãe"!!
Não sei o que se passa na cabecinha, se está achando mais bonito os lisos das coleguinhas, se é o calor que incomoda ... ah mulheres, desde cedo implicando com os cabelos!!


Das palavrinhas mais ouvidas por aqui ultimamente!!
Tudo é "eu", "não, eeeu", "só eu", "eu sozinha", "eu consigo"!!
Quer fazer tudo sozinha e isso é ótimo, independência, aham ... e quando não consegue? 
Bom, aí temos uma guriazinha irritada e que mesmo assim continua tentando fazer aquilo que não sabe e não consegue!!
E quando temos pressa?
Aaaai, chama a paciência extra pra dar uma forcinha!!!
A muito custo as vezes topa uma ajudinha!!!
Mas há os momentos em que se vira, como subir e descer da cadeirinha do carro por exemplo, é difícil, demora, precisa de força pra subir, mas lá vai ela, e ai se alguém dar um empurrãozinho!!

 Nunca tive alguém tão disposto a me ajudar como agora!!
A figurinha quer ajudar a mamãe a passar aspirador, lavar a louça, a mexer comida, a fazer bolo então...

 Não demorou pra começar com a história do "eu quero isso"
Na verdade a Mariana começou dizendo "eu não tenho isso" num tom queixoso e com carinha de carente!!
Mas quase sempre acontece diante de comerciais de TV, sim, sempre eles!!

Enfim, registrei algumas coisinhas mas muitas outras estão acontecendo, cada dia uma nova.
Como mãe tenho momentos que olho pra ela e juro, e confesso, não sei o que fazer!!!
É quando nem ela sabe o que quer e eu fico ali ...
 será sono?
será fome?
aconteceu alguma coisa na escola?
é o geniosinho?
é a crise dos dois anos?
 Ao longo do mesmo dia é possível viver  muitas emoções ... 
ganhar dezenas de beijos e carinho ou ouvir gritos estridentes de "não" e "não quero"!!
Depois da escola ela me parece mais manhosa, mais carente, não sei, pede muito mais colo, a ponto de ficar de 30 a 60 minutos no colo depois que volta da escola!!
Mas ela diz que não é saudade, rsrsr, sim, ao pegar ela na escola eu falo que senti saudades dela e ela responde "só mamãe, eu não"!! 
Sapeca!!!
Ela é doce, é carinhosa, é esperta, é alegre, é feliz, é inteligente, é geniosa, é teimosa, é envergonhada, é minha filha amada!!


 









Te desejo um filho



Ninguém é obrigado a ter filhos. 
Existe uma pressão para que as pessoas reproduzam-se.
 É a eterna inquietação do ser humano: se tá namorando, quando vai casar; se tá casado, quando terá filho; se já tem um, quando terá outro. 
E vai. 
Mas cada um tem suas escolhas e precisa conviver com elas.
Eu escolhi ter filhos. 
Hoje, tendo uma pequena de quase dois anos e, depois de ter visto que “não é bem assim”, posso garantir que a maternidade é transformadora. 
Para o bem. 
É óbvio que não é fácil, é óbvio que a gente vive com sono, com menos dinheiro, com as unhas descascadas e com menos tempo para nós.
Mas ter um filho é uma transformação:
- Porque desde que ele nasce você não passa um dia sequer sem dar um sorriso (o que te torna mais alegre)
- Porque você é responsável por uma vida (o que te faz esforçar-se mais)
- Porque você é o alimento nos primeiros meses da vida dele (o que faz de você um milagre)
- Porque você aprende que nem tudo é sobre você e suas vontades (o que te torna menos egoísta)
- Porque você tem que reaprender a brincar (o que te torna mais puro)
- Porque você tem que dar bons exemplos (o que ter torna mais solidário, mais saudável)
- Porque você precisa ser adulto 100% do tempo (o que te faz amadurecer na marra)
- Porque você vai amar como nunca e compreender os seus pais (o que te torna um ser humano grato)
- Porque você precisa conter seus impulsos de raiva (o que te ensina paciência)
- Porque você precisa aprender a controlar o vocabulário (o que te ensina autocontrole)
- Porque você precisa saber ensinar todo o tempo (o que é um grande aprendizado)
Uma vez li um texto que dizia que ter filhos era um ato egoísta, pois você se projeta em um ser humano, espera que ele te faça feliz e que ainda te cuide na velhice. 
Então eu devo ser muito egoísta porque tudo que escrevi é a meu respeito. 
A minha filha me transforma todos os dias. 
E me torna uma pessoa melhor. 
Eu desejo isso a você também.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Mentiras do 1º dia de aula!!



Ei, amiguinho, você aí do primeiro dia de aula! Sua mãe falou que volta rapidinho, né? Maior caô. Ela vai demorar!

Se nossos filhos fossem maduros aos 3 anos de idade, esta seria uma conversa potencialmente normal numa sala de maternal.
A gente lê mil coisas sobre a adaptação escolar, se diz estar suuuper preparada. 
Chegamos na escolinha com filho, mochila, lancheira e brinquedo, firmes e intrépidas, sabendo o roteiro todo de cor, como se aquele fosse nosso 9º filho. 
Segurança é nosso sobrenome. 
Passo firme, peito cheio, super-mãe ativar.
“Tchau, filho, fica aí com a tia um pouquinho que a mamãe já vem.”

O bico da criança cresce na mesma proporção que seu castelo começa a desmoronar. 
São quatro olhos cheios de água e um nariz crescendo.
Mas tem aquela mãe que jura só dizer a verdade para a criança, que não omite, que ela precisa saber a real das coisas. 
Pois bem, será que essa mãe vai dizer ao filho “Ó, fica aí, que a mãe precisa trabalhar, cuidar da casa, ganhar uma grana para comprar batom, livro, complemento alimentar, brinquedos e fraldas. 
Queria muito passar o dia com você, mas eu tenho que cuidar de mim, da minha carreira/casa e dar uma esfriada nessa coisa de maternidade que exige demais da gente, tá?”
Na real, ninguém  vai falar isso para o filho, nem para ninguém, se bobear, não assume nem para si mesma. 
Deixar filho na escola, para muitas mães, é como assinar o atestado de eu não sirvo para ser mãe 24 horas por dia.
Mas agora já era. 
Nasceu, e você será mãe para sempre, o tempo todo, independentemente de seu filho frequentar escola. 
Mãe não é ofício, é estado de espírito. 
Você pode ser advogada, professora, dona de casa, administradora, mas será mãe 24 horas. 
É o tal do trabalho de mãe em tempo integral. 
E mãe mente, né? 
Elas dizem que é feio mentir, mas fazem isso o tempo todo. 
Não pela maldade, mas para simplificar esse mundo adulto que é muito complicado.
Tipo quando deixamos o filho na escola e dizemos que já vamos voltar.
 Ainda na porta da escola, na frente das outras mães, damos um tchau firme e seguro, mesmo com a criança chorando e berrando por nós.
 Sorrimos para as outras colegas de batalha, como se nada no mundo nos abalasse de tanta firmeza. 
Dá vontade de mandar beijinho no ombro e soltar um “chora, recalda” na porta na escola. 
Mas daí vamos chegando no carro, o castelinho vai desmoronando, a intrepidez vai dando lugar à insegurança, à nulidade. 
Fechamos a porta do carro e… 
Ah! Vocês sabem bem o que acontece.
Só vocês. 
As outras mães da escolinha, as tias e meu filho, principalmente meu filho, não podem saber que desabei. 
Para eles, eu ainda sou a Mulher-Maravilha-de-Oito-Braços, ainda que me custe um nariz avantajado.