terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O 5º ultrasson!!




Dia de ultra é sempre dia de muita ansiedade, e depois dessa então...as seguintes estão sendo ainda mais angustiantes!!
Retornamos do RS no dia 04 de janeiro, como relatei em postagem anterior a Mariana veio com febre, e no dia seguinte, dia 05 portanto, eu tinha agendada a ultra morfológica!!
Estávamos numa intensa e tensa semana!!
Fui sozinha para o ultrassom já que a Mariana não podia entrar, nem iria querer, e por não ter com quem deixá-la o Daniel ficou com ela, ou melhor, aproveitou e a levou pro plantão, e aí o desenrolar da história foi a que contei, estava com pneumonia!!
Mas aqui vou contar sobre a ultra, essa morfológica, que é das mais importantes da gestação!!
Eu estava com 24 semanas e 1 dia!!
Dessa vez a ultra foi com o Dr Rafael, que começa pelo feto da esquerda e portanto a Sofia que era o feto B aqui se tornou o A.
Depois de 1h analisando a Sofia e já me deixando tensa ele me falou sobre duas "particularidades" dela!
A primeira delas se refere ao 4º dedo do pé esquerdo, ele parece estar mais curto que o normal.
Não é possível saber exatamente o que há de "errado" com ele, o menos provável é que esteja apenas dobrado, tudo indica que ele seja mais curto que o normal ou que possa estar grudado nos dos lados.
Só saberemos ao certo quando ela nascer, a princípio é mais uma questão estética.
Mesmo sendo apenas estética é claro que sempre queremos que sejam perfeitinhos, nenhuma guriazinha há de gostar de ter um dedo com defeito, mas, se de fato for apenas estético dos males o menor, e ainda há alguma chance de reparação!!
A segunda particularidade, como o médico definiu, nos deixou mais preocupados, aliás me deixou muito nervosa no exame, tensa, confusa!!
Misturando minha ignorância em medicina com meu sistema nervoso da pra imaginar como fiquei!!
Bom, a Sofia tem apenas 1 artéria umbilical!!
Ãh? Pensa numa gestante que na hora associou a palavra "artéria" direto com o coração e já concluiu que a filha tinha problema cardíaco!!
Foi preciso me concentrar muito pra captar o que o médico continuava explicando, e ele nem tinha examinado a Alice ainda!!
Antes dele me falar sobre essa artéria única ele analisou todos os órgãos dela pra dar a notícia toda, de uma vez só, digamos assim!!
Eis que me falou que apesar dela ter apenas uma artéria, o normal são 2, todos os demais órgãos estão normais, coração, rins, etc, etc.
O que acontece, e já está acontecendo, é que ela vai crescer menos que o normal, ou que a Alice no caso, e que após nascer teria uma vida normal!!
Isso eu ouvi dele, que tentou me tranquilizar, um pouco em vão, mas tentou dizendo que estava tudo bem com ela!! 
Ele levou uma hora pra examinar a Sofia e depois em meia a Alice, que felizmente "sem particularidades"!!
Saí de lá com a cabeça fervendo, logo o Daniel e a Mariana foram me buscar e lá estava eu, preocupada com as de dentro e a de fora da barriga!!
E já fui falando pro Daniel que a Sofia tinha apenas uma artéria no coração!! 
Aff, quase matei o papai de enfarte também!!
Após chegar em casa tomei coragem para ler o laudo e visualizar a palavra "umbilical" e enfim respirar um pouco mais aliviada e deixar o Daniel respirar também!!
Agora sim tudo fazia sentido, o médico havia dito que o coração estava bem, havia dito que ela apenas cresceria menos e que depois de nascer teria vida normal...agora sim fazia sentido!! 
Foi uma semana muito atropelada, Mariana febril, mil coisas por fazer, mas ainda faltavam alguns dias para a consulta com meu obstetra, eu querendo consultar a internet e ler sobre o assunto e ao mesmo tempo com medo do que encontraria.
Quase uma semana depois consegui tempo e coragem para pesquisar...

http://www.gestavida.com.br/2010/12/arteria-umbilical-unica-o-que-significa.html

No cordão umbilical normal existem duas artérias e uma veia. 
No entanto, a variante com 1 única artéria umbilical (AUU) e 1 veia umbilical (cordão com 2 vasos), está entre os achados mais comuns anormais em exames de ultrassom fetal, sendo que a artéria umbilical ausente mais frequente é a esquerda.
(...)
O achado de 1 artéria no cordão ao invés de 2 (AUU) é comum nas gestações e, quando isolado, não prejudica o andamento normal do pré-natal, sendo necessário somente o acompanhamento corriqueiro para avaliação do crescimento fetal.
(...)
A artéria umbilical única pode ser encontrada em cerca de 1% das gestações únicas e em 7% a 14% das gestações gemelares. 
Nem sempre existe qualquer outro problema para o bebê, mas pode haver anormalidades cromossômicas (geralmente trissomias) em até 14% dos recém-nascidos. 
O risco de repetição é o mesmo para a primeira gestação, cerca de 1%. 
Este diagnóstico é facilmente estabelecido durante o exame de ultra-som do segundo trimestre e o médico examinador deve ser alertado para o fato. 
(...)
Existe um consenso sobre a necessidade de uma avaliação anatômica detalhada para identificar quaisquer outras anomalias fetais associadas uma vez que a AUU tenha sido diagnosticada. 
Em casos de AUU isolada, aparentemente não há evidência de risco aumentado de anormalidades cromossômicas, mas o achado de AUU deve alertar o ultrassonografista para procurar defeitos fetais, e um cariótipo (estudo genético), realizado através de amniocentese, deve ser oferecido se anomalias congênitas são encontradas em associação com AUU. 
Malformações congênitas em muitos sistemas têm sido relatadas em associação com a AUU, mas não há um padrão específico. 
As malformações geniturinárias e cardíacas parecem ser as mais prevalentes, e a percepção de que as anomalias renais são particularmente comuns, levou alguns a recomendar uma avaliação renal pós-natal para todas as crianças com AUU. 
Um estudo para examinar a associação entre o achado pré-natal de AUU e defeitos cardíacos e verificar a necessidade de avaliação complementar com ecocardiografia fetal foi realizado recentemente e, embora a AUU esteja associada a um aumento da incidência de defeitos cardíacos, esta complementação não é necessária quando o exame morfológico de segundo trimestre é realizado por um ultrassonografista experiente em medicina fetal, porque os defeitos são detectados através da avaliação padrão, que deve incluiu uma visão de quatro câmaras do coração, bem como das vias de saída.
O risco de RCIU (restrição de crescimento intrauterino) é também apontado em alguns estudos e na ausência ainda de dados confiáveis para o contrário, parece prudente a obtenção de uma ultrassonografia no terceiro trimestre para a avaliação do crescimento fetal.
Por ser uma entidade até certo ponto comum e em associação com uma grande quantidade de complicações obstétricas, os fatores de risco também não são poucos. 
Podemos dividi-los em maternos e fetais.

Fatores de risco maternos:
• diabetes;
• hipertensão / toxemia gravídica;
• epilepsia;
• raça: africana, japonesa, do leste europeu;
• morte perinatal anterior;
• placenta prévia e placenta retida anteriores;
• oligodramnia e polidramnia;
• abortamento habitual.

Fatores de risco fetais:
• malformações estruturais;
• alterações cromossomiais;
• gestação múltipla;
• crescimento intra-uterino retardado;
• prematuridade;
• natimortos;
• abortamentos de 1º trimestre e tardios.

A recorrência de AUU é uma questão ainda não definida pela literatura, não havendo estudos que a definam.
(...)
A relação entre AUU, malformações fetais e cromossomopatias tem sido mostrada em numerosos estudos, embora haja muita discordância com relação à verdadeira incidência de alterações severas nesses fetos.
Enquanto alguns citam 25-30% de malformações em fetos com AUU, outros apresentam taxas de até 50%. 
As anomalias cromossomiais são mais freqüentemente encontradas nos abortamentos espontâneos e nos fetos com malformações múltiplas e praticamente nunca naquelas apenas com artéria umbilical única, isolada. 
A detecção de uma artéria umbilical única geralmente ocorre durante exames ultra-sonográficos de rotina, em gestantes sem fatores de risco e que agora passam a necessitar de um acompanhamento mais detalhado por profissionais mais experientes em patologias fetais.
Um exame ultra-sonográfico fetal minucioso é o primeiro passo, avaliando toda a morfologia fetal para a detecção de possíveis malformações associadas, maiores ou menores. 
Embora alguns autores não recomendem alterar a conduta obstétrica caso outras alterações não sejam detectadas, baseados em estudos mostrando um bom prognóstico nesses casos, é prudente o emprego de uma propedêutica acessória, pois outras complicações podem se associar. 
Dentro dela ressaltamos a ecocardiografia fetal; o cariótipo fetal (idade materna maior de 35 anos e/ou com estruturais associadas); USG seriada para avaliar crescimento e vitalidade fetal; e exame detalhado do recém-nascido.
(...)
Vários estudos têm mostrado que a ocorrência de artéria umbilical única, isolada, apresenta um bom prognóstico, com discreta redução no peso de nascimento, idade de nascimento e índices de Apgar, e sem afetar o bem-estar do recém-nato, que apresenta um risco um pouco aumentado para malformações menores do trato genitourinário, como um rim ectópico.
 Logo, fetos sem anomalias associadas que apresentem uma propedêutica pré-natal sem alterações geralmente evoluem muito bem no período pós-natal.
(...)
E a ecocardiografia fetal? 
Não parece acrescentar muito se o exame morfológico foi feito em um centro especializado por um ultrassonografista experiente em medicina fetal, mas é um exame complementar inócuo para a mãe e o feto, podendo ser realizado se a equipe médica julgar prudente ou se ajudar a diminuir a ansiedade da futura mamãe.
 Depois, é sempre bom comentar o diagnóstico pré-natal de AUU com o seu pediatra que vai cuidar do bebê ao longo do seu desenvolvimento, assim ele pode dar mais uma olhada com atenção principalmente para os rins do pequeno e assegurar que esteja tudo bem após o nascimento.


Então é mais ou menos isso, ou tudo isso!!!
O que nos tranquilizou um pouco foi o fato de que o médico não encontrou nenhuma outra anomalia ou má formação!!
Por outro lado, quem fica realmente tranquilo diante de uma situação dessas? 
De momento nossa atenção se volta principalmente ao ganho de peso da Sofia!!
No dia desse ultrasson ela estava com 608 gramas e a Alice com 694.
Em gramas não parece muito mas quando analisado o percentil (que é uma linha que nos permite ter uma ideia sobre o padrão físico do feto e qual a sua evolução prevista em termos de crescimento, relacionando o peso e a idade gestacional) a Alice estava com percentil 55 enquanto que a Sofia 20!!






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quer comentar ou deixar seu recadinho? Fique a vontade!!!