Eu passei por uma espécie de "crise na amamentação" por volta do 2º mês da Mariana e isso em função do bico intermediador de silicone que estava usando.
Quando o peito, que estava machucado, começou a melhorar tentei tirar o bico, tanto por recomendação médica como pela praticidade ao amamentar, só que aí uma certa "confusão" se formou.
A Mariana não queria mamar sem o bico, afinal muito mais fácil com ele.
Passou a brigar com o peito e em muitos momentos nem com o bico de silicone ela queria mamar, o que me fez logo pensar que estava com pouco leite.
Foi uma luta de uns 20 dias pelo menos em que eu insistia em amamentar sem o bico pra ela reaprender a pega mas que sempre me via alguma vez por dia cedendo e dando com o bico pois morria de medo de que ela estivesse passando fome...só que aí eu jogava água abaixo boa parte das outras tentativas de tirar o bico definitivamente!
Foi a pior fase da amamentação que de fato só melhorou e passei a curtir de verdade depois do 3º mês, quando aí já não encucava com mais nada e principalmente, não sentia mais dor!!
Quando o peito, que estava machucado, começou a melhorar tentei tirar o bico, tanto por recomendação médica como pela praticidade ao amamentar, só que aí uma certa "confusão" se formou.
A Mariana não queria mamar sem o bico, afinal muito mais fácil com ele.
Passou a brigar com o peito e em muitos momentos nem com o bico de silicone ela queria mamar, o que me fez logo pensar que estava com pouco leite.
Foi uma luta de uns 20 dias pelo menos em que eu insistia em amamentar sem o bico pra ela reaprender a pega mas que sempre me via alguma vez por dia cedendo e dando com o bico pois morria de medo de que ela estivesse passando fome...só que aí eu jogava água abaixo boa parte das outras tentativas de tirar o bico definitivamente!
Foi a pior fase da amamentação que de fato só melhorou e passei a curtir de verdade depois do 3º mês, quando aí já não encucava com mais nada e principalmente, não sentia mais dor!!
A crise dos 3 meses
Por volta de 2-3 meses de idade, alguns bebês tornam-se tão
eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em 5
ou 7 minutos, algumas vezes em 3 minutos.
Se ninguém disse isso para a
mãe e ela espera que a criança fique no seio por “pelo menos 10
minutos”, ela vai achar que seu filho não está mamando o suficiente,
como esta mãe aqui:
"Eu tenho uma filha de 4 meses. Meu problema é que não sei se ela está
mamando o suficiente. Ela passa somente 3-4 minutos no peito e eu fico
com receio de que ela não está mamando leite suficiente. Quando ela
tinha 2 meses, ela mamava por 10 minutos de um lado e 5 do outro e
ganhava peso rapidamente; agora ela está caindo na curva de crescimento.
Eu também notei que meus seios não enchem mais como antes, eles chegavam até a vazar!
O que mais me intriga é que nos primeiros 2 minutos ela engole muito
leite, bem rápido e e depois começa a tirar a boca do peito e a colocar
novamente, sem ficar quieta. Eu tenho que alternar os lados e tentar
posições diferentes para ela mamar ao menos 10 minutos. Eu me pergunto
se ela faz isso porque ainda está com fome.
Outra coisa que me preocupa é que ela está mamando mais vezes,
especialmente de noite. Ela dormia 5-6 horas seguidas de noite, agora
dorme no máximo 3-4 horas, até menos.
O pediatra me disse que eu posso começar a dar leite artificial na
mamadeira. Já tentei, mas ela não aceita, mesmo que outra pessoa ofereça
a mamadeira."
O caso desta mãe ilustra bem a crise dos 3 meses de idade:
1. O bebê que mamava 10 minutos agora termina em 5 minutos ou menos.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.
Tudo isso é absolutamente normal.
O engurgitamento das mamas nas
primeiras semanas pós-parto não tem nada a ver com a quantidade de leite
produzida e sim com uma inflamação temporária que acontece no início da
lactação.
Mamas cheias e vazamento são problemas iniciais, que
desaparecem assim que a amamentação está estabelecida.
E a diminuição no ganho de peso, claro, é esperada.
Os bebês ganham
menos e menos peso a cada mês que passa.
É por isso que as curvas de
crescimento são curvas e não retas.
Entre 1 e 2 meses, uma menina
amamentada ao seio ganha tipicamente 400g a 1,3 kg, com a média sendo
um pouco acima de 800g.
Eliminamos o primeiro mês, porque sempre há
perda de peso e depois ganho, o que faz a conta final muito variável.
SE
o bebê fosse continuar ganhando peso neste padrão, em 1 ano ganharia 5 a
15 kg, com média de 10 kg.
Na realidade, durante o primeiro ano de
vida, meninas ganham entre 4,5 a 6,5 kg, com a média sendo 5,5kg.
Em
outras palavras, uma menina que ganhou 500g no primeiro mês de vida
(alguns podem achar muito pouco, mas na realidade é normal) ganhará
menos peso eventualmente.
Todos os pesos são medidas aproximadas.
Meninos geralmente ganham um pouco mais que meninas.
Claro que o bebê da mãe do exemplo não aceitou a mamadeira com
complemento; ela não estava com fome.
Infelizmente nem todos os bebês
mostram tal controle e, algumas vezes, especialmente se a mãe insiste
muito, eles tomam a mamadeira mesmo sem estarem com fome.
Se alguém tivesse explicado a esta mãe o que estaria para acontecer
no terceiro mês, ela não teria se preocupado.
Mas a mudança inesperada
deixou-a insegura.
Mesmo assim, se ela estivesse confiante na própria
habilidade para amamentar, ela não teria se estressado.
A explicação
mais lógica para todas as mudanças é “eu tenho tanto leite que minha
filha fica cheia em 3 minutos”.
Mas o medo do fracasso na amamentação é
tão incutido em nossa sociedade, que não importa o que acontece, a mãe
sempre pensa (ou é convencida a pensar) que ela não tem leite
suficiente.
A mãe também se preocupa com outro mito moderno: que as crianças, à
medida em que o tempo passa, aprendem a dormir mais.
Na realidade, as
crianças passam mais tempo acordadas quando vão crescendo.
É verdade que
um dia elas dormirão mais horas seguidas e vão começar a dormir a noite
inteira, mas dificilmente isso acontece aos 4 meses de idade.
Entre o
nascimento e 4 meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê
dormindo menos.
Muitos bebês mamam várias vezes por noite durante os
primeiros anos de vida (o que é muito mais fácil que preparar mamadeiras
de madrugada, especialmente se o bebê dorme na mesma cama que a mãe).
A mãe do exemplo já começou a forçar a filha a comer.
É um beco sem
saída.
É fácil deduzir que, a menos que a mãe decida mudar radicalmente
seus hábitos, a introdução de sólidos será uma luta.
Retirado na íntegra do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, recomendado pela La Leche League

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