quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Saber esperar...

Mesmo sabendo que a Mariana não é mais prematura, mesmo passando por dias um pouco mais difíceis, queremos muito que a  Mariana aguente firme até na semana que vem quando completa 39 semanas.
Sabemos que é o melhor pra ela, pois principalmente pelo fato dela estar sentada, ficar um pouco mais será melhor para o amadurecimento do seu pulmãozinho!
Então aguenta aí filhotinha, curte a barriga da mamãe mais um pouquinho!!!


http://www.paisefilhos.pt/index.php/gravidez/gesta-menu-gravidez-67/1929

 A partir das 37 semanas de gravidez, espera-se que o bebê esteja pronto para nascer.
 Mas nem sempre é assim. 
Vários estudos indicam que, pelo menos, até às 39 semanas a barriga da mãe é o melhor sítio para se estar.
Marcar o dia do parto é, cada vez mais, uma prática habitual. 
Em Portugal e em muitos países ocidentais. 
Seja por cesariana ou por indução. 
Seja porque o médico sugere ou a pedido da mulher. 
Marca-se para garantir a presença do médico escolhido, marca-se para que o bebê nasça em determinado dia, marca-se para evitar que as águas rebentem numa hora que não dê jeito, marca-se porque se tem medo do inesperado. 
Marca-se o parto por muitas razões, poucas delas médicas, apesar de ainda nenhum estudo ter demonstrado que este procedimento é vantajoso para a mãe ou para o bebê.

Na gravidez, um dia a mais ou a menos pode fazer a diferença
A partir das 37 semanas, o bebê é considerado de termo, ou seja, estima-se que a maior parte dos bebês com esta idade gestacional esteja pronto para nascer.
 Mas nem sempre isso acontece. 
A maturação enzimática do aparelho respiratório não acaba às 37 semanas
Não chega essa data e já está. 
É uma coisa progressiva. 
Por isso, à medida que o tempo passa, o bebê tem menos probabilidades de ter problemas respiratórios

As recomendações internacionais são no sentido de esperar sempre, pelo menos, pelas 39 semanas de gravidez para provocar o parto.

Duas investigações recentes vieram reforçar o consenso. 
Em Fevereiro de 2009, um estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology revelou que, nos bebês nascidos de parto induzido entre as 37 e as 38 semanas, 17,8% precisaram de ficar internados, em média, 4,5 dias na unidade de cuidados intensivos neonatais. 
Nos bebês nascidos entre as 38 e as 39 semanas, o número de internamentos desceu para 8%
Depois das 39 semanas, apenas 4,6% dos bebês precisaram de cuidados especiais. 
Nas conclusões, os autores deixam bem claro: 
"O parto eletivo antes das 39 semanas está associado a um aumento da morbilidade neonatal e a um aumento do número de cesarianas, sendo, por isso, inapropriado".


Cesariana aumenta os riscos

Para o bebê, a eventual complicação mais grave resultante de um parto cedo demais é a síndrome de stresse respiratório
Um problema provocado pela imaturidade dos pulmões, que obriga o recém-nascido a ficar internado na unidade de cuidados intensivos neonatais para lhe ser administrado surfactante, substância que ajuda os alvéolos pulmonares a distenderem.

Outro estudo, que incidiu sobre 25 mil partos por cesariana eletiva, demonstrou ainda que nascer antes das 39 semanas aumenta o risco não só de doenças respiratórias, como de infecções, hipoglicemia, internamento na unidade de cuidados intensivos e internamentos mais frequentes. 
A investigação do Instituto Nacional para a Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano, nos EUA, concluiu que os bebês nascidos às 37 semanas por cesariana eletiva têm o dobro do risco de sofrer de algum tipo de complicação em relação aos bebês que nascem às 39 semanas.
 Nascer às 38 semanas diminui o risco, mas, ainda assim, estes bebês têm mais 50% de possibilidades de terem algum problema.

Com a cesariana, os riscos para o recém-nascido ainda são maiores do que na indução (desde que a indução termine em parto vaginal) porque o processo de trabalho de parto e de expulsão do feto favorece a maturação dos pulmões do bebê.

 Não são complicações que tenham sequelas ou desfechos negativos e são problemas muito raros.
 Mas não se deve esquecer que é, de fato, mais arriscado marcar um parto para antes das 39 semanas
Mesmo no caso de um bebê pélvico que vá nascer por cesariana programada, as recomendações são para esperar até depois das 39 semanas.


Razões para um parto marcado

A OMS só fala em indução do parto depois das 42 semanas de gravidez. 
Antes desse tempo, a organização recomenda uma vigilância pré-natal mais apertada. 
O Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica, entidade britânica de grande importância científica, desaconselha a indução de parto a pedido da mulher por ser "uma intervenção desnecessária e ter riscos"
A única exceção para antecipar o parto sem uma razão médica.

Mesmo em casos de suspeita de bebê muito grande ou de incompatibilidade feto-pélvica – motivos invocados habitualmente por médicos para marcar uma indução –, os especialistas britânicos aconselham a esperar pelo início do trabalho de parto espontâneo. 

A indicação mais consensual para uma indução está relacionada com o fato de a mãe ser portadora de uma doença que se agrava à medida que a gravidez vai evoluindo, como hipertensão, diabetes ou doença cardíaca. 
Em relação às cesarianas eletivas, é consensual que se realizem em situações de doença infecciosa da mãe e no caso de placenta prévia
Mais controversa é a indicação para fazer cesariana por o bebê estar sentado (bebé pélvico) ou em posição transversal
Existe uma manobra, que pode ser realizada durante a gravidez (versão externa), para ajudar o bebê a colocar-se na posição correta.

Esperar pelo início espontâneo do trabalho de parto é a melhor opção para as gravidezes de baixo risco. 
Todos os estudos científicos assim o demonstram. 
As últimas semanas dentro da barriga da mãe são igualmente importantes para o bebê
Os argumentos de que a partir de determinada altura "o bebê não está lá a fazer nada" ou que "só está a engordar" são enganadores. 
O bebê precisa de tempo para tomar a decisão de nascer.

Induzir o parto naturalmente?

Para quem está mesmo com muita pressa em ver o bebê cá fora, existem alguns ‘truques’ para ajudar o trabalho de parto a ter início. 
Não são induções, nem nada que vá forçar o bebê a sair à força, como nas práticas médicas. 
São técnicas que podem ajudar o corpo a apanhar o comboio do parto. 
Mas só resultam se o corpo e o bebê já estiverem preparados
E que técnicas são essas? 
Ter relações sexuais, porque as prostaglandinas presentes no esperma ajudam a amadurecer o colo do útero.
 Comer comida picante, porque a pimenta tem um efeito laxante na maioria das pessoas e pode estimular as fibras uterinas e iniciar algumas contracções. 
Tomar um banho quente e relaxante, porque ajuda a mãe a descontrair, o que pode ser suficiente para desencadear o parto.
 Estes três ‘truques’ são conhecidos pelos três hots’, ou seja, ‘três quentes’. 
Além disso recomenda-se "caminhar", principalmente na praia. 
O fato de o piso de areia ser irregular favorece os movimentos da bacia e pode ajudar o bebê a descer.
Outras vezes, são questão psicológicas que estão a bloquear o trabalho de parto
A gravidez é um período muito especial. 
Deixar de estar grávida pode ser um processo difícil, porque fica uma sensação de vazio e surgem novos receios, relacionados com o pós-parto e com o bebé
 Assim a "despedida da gravidez" será um processo único para cada mulher. 
Pode fazer-se uma despedida simbólica, que pode ser uma conversa consigo mesmo, uma carta ou um ritual inventado. 
Algo que a leve a aceitar que a gravidez chegou ao fim.



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