quarta-feira, 9 de maio de 2012

2ª ultra-sonografia!! Translucência Nucal - 11ª semana

Oooooiii pessoal!!!
Andei sumida nos últimos dias não é? Pois então, coisas que as férias fazem com a gente...tiramos até férias do blog do baby, rsrsr!!
Mas o baby está super bem, ganhando muito carinho de todos aqui no Rio Grande, sendo paparicado com presentinhos a toda hora, desse jeito vai querer vir sempre pra cá!! hehe
O que não será pra nós nenhuma surpresa se isso acontecer, aliás, é o provável já que assim que entramos em solo gaúcho explicamos a ele..."bebê, você será um manezino mas teu sangue é gaúcho!!" hahaha

Bom gente, gauchismos a parte fiquei de contar aqui e de comentar sobre o exame que fizemos na 5ª feira antes de viajar, ainda no dia 26 de abril.
Foi nossa segunda ultrassonografia, a tal Translucência Nucal, que precisamos fazer antes da viagem pela necessidade da mesma ser feita entre a 11ª e 14ª semana gestacional, sendo mais precisa até a 13ª e 6 dias!
Essa ultra-sonografia é geralmente abdominal, e a minha foi abdominal, mas há casos em que é necessário a ultra-sonografia transvaginal. 
O exame consiste basicamente em medir a região da nuca do feto.  
Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas 
Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca.
Portanto uma medida aumentada significa um aumento de risco.
Vale ressaltar que a TN não faz o diagnóstico, isto é, não oferece certeza absoluta de um futuro problema, ou seja, fetos com medidas normais podem nascer com algum problema ao mesmo tempo em que outros com medidas consideradas anormais podem nascer normais.
Ou seja, esse exame não é perfeito. Ele consegue separar um grupo de alto risco mas mesmo nos grupos de baixo risco poderá ter fetos com Síndrome de Down. 
Aceita-se que a TN tenha uma sensibilidade de cerca de 80 a 90%. Isto significa que 80 a 90% dos fetos com a Síndrome de Down serão classificados como "alto risco". Portanto cerca de 10 a 20% dos fetos com a Síndrome de Down tem medida de TN normal.
Mas de qualquer forma o exame revela um risco grande daquele feto que está com acúmulo de líquido na região da nuca apresentar alguma alteração. 
Minha médica comentou comigo que já teve pacientes que optaram por não fazer esse exame pois não queriam nem saber da possibilidade de ter um filho com algum problema ou anomalia. 
Confesso que de fato essa ideia gerou em mim um pouco de ansiedade, afinal, quem não ficaria preocupado ao receber um resultado alterado??
Até porque a partir do cálculo desse risco deve-se então verificar a necessidade de se realizar exames mais invasivos, para se ter a certeza do diagnóstico, possibilitando tratamento mais específico e o aconselhamento genético para o casal sobre as possíveis anomalias do seu bebê.
Então essa necessidade de recorrer a outros exames, mais invasivos e portanto com alguma chance de aborto é sempre uma preoucupação a mais.

Um desses exames invasivos é a amniocentese que consiste num procedimento médico realizado para obter uma amostra do líquido amniótico (o líquido da bolsa, que banha o feto). 
O procedimento é realizado utilizando-se um aparelho de ultrassom para guiar uma agulha através do abdome materno até a cavidade amniótica. 
Quando a agulha chega na cavidade amniótica aspira-se cerca de 20 ml de líquido para análise.
Em geral as pacientes queixam-se de um pouco de pressão e cólica, mas nada que seja muito forte.  Mesmo assim se recomenda repouso relativo por 24 a 48 horas pois este é o período crítico para as complicações decorrentes do procedimento. A paciente deve evitar grandes esforços e não ter relações sexuais neste período
É um exame relativamente seguro. 
O ultrassom ajuda a achar o local mais adequado e a guiar a agulha para esta região. 
Entretanto há a chance de romper a bolsa ou ter uma perda gestacional aumenta em cerca de 0,5 a 1% para aquelas mulheres que realizam o proceminento, por isso ele deve ser realizado apenas com uma indicação precisa.

Todavia fazer um diagnóstico de alguma alteração precoce é fundamental para a realização de um tratamento o mais breve possível. 
Em muitos casos o bebê nasce e já é submetido ao tratamento ou procedimento necessário.
Toda mulher tem algum risco de dar a luz a um bebê com alguma alteração cromossômica. 
Se a mamãe tiver 25 anos, o risco inicial é de 1/430, isto é, a cada 430 mamães, 1 terá um filho com anomalia cromossômica. 
Caso tenha 35 anos, o risco sobe para 1/125.
E eu com os meus 34 aninhos?? 0_0
Mas Graaaças a Deus o exame teve ótimos resultados, ao menos não há nada com o que nos preocuparmos no momento nem nada a ser feito a não ser ter fé em Deus e pedir muito por um bebezinho saudável e cheio de saúde!!

Os nossos resultados formam:
* útero globoso, aumentado de volume, de contorno regular, parênquima com textura homogênia, contendo em seu interior saco gestacional normoimplnatado, de contornos regulares
* observa-se feto com movimentos presentes e batimentos cardíacos presentes  - e que movimentos!! Coisa mais gostosa e emocionante ver aquele serzinho a mil, seus pezinhos e mãozinhas agitando e que as vezes pareciam nos dar tchauzinho!! O coração? Ahh esse batia como uma locomotiva!! A melhor música para os nossos ouvidos!!!
* Comprimento Cabeça-nádega: 5,3 cm - pelo que pesquisei as medidas normais para o período em que o exame deve ser feito fica entre 45mm e no máximo de 84mm.
* Translucência nucal: 1,4 mm (normal até 2,5 mm)
* Osso nasal presente - foi possível ver esse ossinho e a médica nos explicou como é importante a formação e visualizaçõa desse osso.
* Ducto venoso: Onda A positiva (normal)
*Canal endocervical fechado, com 3,1 cm de comprimento
*Placenta implantada na parede uterina com textura homogênea

Ou seja, nosso exame foi ótimo!!! :D


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