sábado, 23 de fevereiro de 2013

Tato de mãe!!


Tato de mãe

Um menino, com um breve poeminha à mão, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.
Encontrou os pais numa discussão acirrada a respeito de um tema que desconhecia.
 
À maneira que só as crianças conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invisível, tentando ser escutado.
Pai, mãe, olha o que escrevi!
Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balbúrdia no aposento quase insuportável.
Ninguém se entendia e todos queriam ser ouvidos.
Repentinamente, o pai, já sem paciência, tomou a folha de papel das mãos do filho, amassou com força e disse:  
Já não expliquei que agora não posso!?
Atirou o papelote na lixeira mais próxima, o que deixou o filho sem chão e repleto de lágrimas.
Mais tarde, a mãe, que não havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaixão, procurou o menino.
Ela carregava na mão esquerda uma folha de papel enrugada. 
Tinha a expressão emocionada e condoída.
Filho... Foi você quem escreveu este poema?
O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabeça que sim.
Que coisa mais linda! 
Você é um poeta, meu filho! 
Você é um poeta! 
E abraçou, carinhosamente, a criança.
A partir daquele dia, diz a história desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.
O relato é do próprio autor que conta que, se não fosse pela destreza e tato de sua mãe, possivelmente não se dedicaria à poesia.
Assim, graças à sensibilidade daquela mulher, o mundo pôde conhecer a arte e inspiração de Pablo Neruda.

*   *   *

O tato é essa capacidade que temos, ou não, de lidar com situações delicadas.
Saber dizer as coisas certas na hora certa. 
Saber calar. 
Saber abraçar e chorar junto.
Para se ter tato faz-se necessário desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.
A amorosidade também faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que é dito com amor, com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.
Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que não promoveram o incentivo necessário ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos tão importantes.
Assim, olhemos nossas crianças com atenção. 
Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que façamos, falemos ou deixemos de falar a eles.
Nem sempre serão grandes talentos ou gênios.
Porém, um incentivo aqui, um elogio ali são os responsáveis primeiros pela formação de uma boa autoestima.
Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre fértil, preparada para receber as mudas da filiação bendita, que Deus nos dá como presente e responsabilidade.

Maternidade sem culpa…

Encontrei esse texto na internet e por ter gostado estou compartilhando!!!

 

Maternidade sem culpa…

eu pratico!



A blogueira Iza Garcia escreve sobre a importância de levar em consideração o bem estar de toda a família ao tomar decisões. 
Para ela, as mães não devem se deixar abalar pelas opiniões alheias sobre a criação dos filhos. 
Iza é mãe sem culpa da Bruna e uma das editoras do blog Roteiro Baby

***
Penso que uma das maiores dificuldades em ser mãe seja “se sentir uma boa mãe”.
 A satisfação que vem da sensação de que você está se saindo bem é impagável. 
Mas o problema está no que é “se sair bem” para você e para as pessoas cuja opinião te interessam.
É injusto, mas é fato que existem regras e padrões de comportamento meio obrigatórios para as mães, que não estão escritos em lugar algum, mas que muita gente insiste em estimular, como se toda mãe, bebê e famílias fossem iguais e como se as necessidades e a realidade dos envolvidos com a chegada de uma criança pudessem ser objeto de padrões.
Existe preconceito de pessoas que não são mães ou que foram há muito tempo atrás, mas existe ainda os preconceitos internos da categoria (risos). 
Mães com posturas e opiniões radicais que julgam e fazem uma pressão velada que pressupõe que as mães que mais se sacrificam são as melhores e que tudo que é feito da forma mais difícil/complicada é o melhor para as crianças.
Eu sou do tipo de mãe que não abre mão de alternativas que valorizam, acima de tudo, o bem estar da família toda (e não só da criança, já que ela pode ser o membro mais ilustre e querido da família, mas é só um membro e não o centro do universo).
 E sofri bastante nos quatro primeiros meses da maternidade cometendo o erro bobo de me comparar com outras mães, tentando me superar (e superá-las) neste papel e estou muito feliz em ter percebido, há tempo (inclusive de compartilhar a experiência agora com vocês!) que o erro maior não está “nas pessoas cuja opinião te interessam”. 
Até porque, as imposições absurdas de comportamento não chegam só de pessoas intencionalmente maldosas. 
Muita gente querida e próxima pode sugerir coisas incabíveis, na tentativa de ajudar uma mãe de primeira viagem, e nem perceberem que, de fato, estão pressionando aquela mãe a fazer algo que ela não queria.
Penso, então, que o erro maior está em permitir que a opinião de quem quer que seja, influencie a sua consciência de que está fazendo o melhor que pode. 
Penso que a partir do momento que a essa certeza passa a dominar o pensamento de uma mãe, a influência negativa das opiniões contrárias passam a ser nulas.
Não tenho nada contra as mães que precisam ou optam por parar de trabalhar, por exemplo. 
Mas também quero ser respeitada por fazer parte das mães que trabalham e que estão felizes trabalhando. 
Acho admirável e corajoso optar por parto humanizado, mas não sou uma mãe pior porque sequer cogitei essa possibilidade. 
Tenho consciência da necessidade de preservar o meio ambiente que abrigará minha filha no futuro e faço bastante coisa para poluir menos e produzir menos lixo na minha rotina, mas não estou disposta a usar fraldas de tecido em substituição às descartáveis porque não acho isso prático. Respeito mães que cuidam dos filhos 24horas por dia, mas não quero ser julgada por ter uma babá que me ajuda.
E vou mais além. 
Não admiro e evito muito contato com mães que não se sacrificam porque era necessário ou sequer se sacrificam, mas exibem os sacrifícios porque acham bonito. 
Acho lamentável observar mães que fazem drama ao relatar a rotina com os filhos, que falam com prazer (e não com pesar!) que sofrem demais quando têm que vaciná-los (eu também sofro muito, mas não protagonizo esses episódios!) ou que se auto rotulam como “mãe neurótica” em relação aos cuidados desnecessários com uma criança.
Acho que mães de primeira viagem têm uma “licença poética” para serem exageradas e para agirem de modo a satisfazer a opinião alheia. 
Mas, na medida do possível, é preciso ter coragem para se posicionar em relação às imposições absurdas dos outros. 
E, nesse contexto, admiro as mães que sabem ser feliz e ignoram críticas não construtivas.
Ser alvo de preconceito por “ser prática” é quase inevitável, mas sofrer com esse preconceito é uma opção que eu não vou fazer e que sugiro que ninguém faça.
Estou ciente de que a vida com criança exige inúmeras adaptações na rotina, reflexões, maturidade, responsabilidade e dedicação. 
É realmente preciso priorizar a criança em muitas decisões para cuidar bem dela.
 Não defendo, de forma alguma, mães que preterem os interesses e necessidades dos filhos em prol do seu bem estar. 
Mas defendo e admiro mães que adaptam as necessidades dos filhos dentro de uma rotina que valoriza, também, aquilo que lhe faz bem (ou pelo menos não faz mal).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fotos do 3º mês!!

No sábado dia 09 fomos fazer as fotos do 3º mês da Mariana!!
Pra começo de história que ela não fez o soninho costumeiro depois da mamada matinal e nem seu cocozinho, o resultado foi uma gatinha sonolenta e que não estava querendo sorrir por nada, por nenhuma gracinha!!!
As primeiras fotos foram nessa poltroninha, sentou super séria e quando a fotógrafa a deitou ...chooooro!!!
Até da pra entender né, ela não está acostumada a ficar em casa "jogada no sofá"!!!
Então como a fotógrafa estava com tempo fiz ela dormir, após uma meia hora acordei ela, o que também não é muito legal, e lá fomos nós novamente jogando ela no sofá...
e esse foi o máximo do sorriso que arrancamos da figurinha que logo logo se mostrou incomodada com a posição!!!
Estava literalmente na cara dela que o humor não estava dos melhores, então resolvi amamentar ela...
mas da pra perceber que nem de barriga cheia ela estava a fim de sorrir!!!
E pra abusar mais um pouco com sua "boa vontade" fizemos mais uma troca de roupa, o vestido que foi presente de Natal do dindo Fernando!!
Mas nem vestido lindo, nem boneca cor de rosa, nada fazia ela sorrir!!
Sim Mariana, conseguimos, pois além de você ser linda de qualquer jeito registrar seus momentos de seriedade e mau humor é também registrar um pouquinho de você e da sua história!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Curtindo o parque com mamãe e dinda!!

Ontem era o último dia que a dinda da Mariana ficaria conosco, então levei ela e a Mariana pra conhecerem o Parque Ecológico!!
Em boa parte do tempo a Mariana ficou na dúvida entre curtir a paisagem ou dormir pois as vezes parecia lutar contra o sono, já outras querer dormir e não conseguir!







A 1ª noite no berço!!

Bom, hoje bem cedinho, as 5:30 a dinda da Mariana viajou!!
As 9:30 a Mariana tinha a consulta mensal, que logo mais vou contar como foi, pois antes o que tenho pra contar é que a noite de domingo pra 2ª feira foi a 1ª em que a Mariana dormiu no berço, ou seja, sozinha no seu quarto!!


 Pelo que lemos, pelo que conversamos com a pediatra e pelo que decidimos a Mariana ficaria no nosso quarto até o 3º mês!!
O 3º mês foi chegando e eu já comecei a sentir um apertinho no peito, claro que isso não precisa de uma data certa, um dia "X", mas eu defini o dia 07, em que ela faria os 3 meses, exatamente pra que a história não ficasse naquele "só mais um mês", "só mais uma semana", "só mais uns dias"!!!
 É, mas ainda assim 10 dias se passaram da tal data estipulada!!
Minha desculpa foi que decidimos pedir emprestada a babá eletrônica da Isadora, que só chegou com a dinda da Mariana no dia 13!!
Como não tínhamos pilhas suficientes em casa e o papai as substituiria por uma fonte se passaram os dias 14, 15 e 16...mas chegou o domingo 17 e não tínhamos mais desculpas, era hora de enfrentar a situação!!
Que loucura isso, só sendo mãe pra saber, e ainda assim claro que não falo por todas pois cada uma sente e enfrenta as situações de uma forma, mas foi difícil!!
Confesso que senti vontade de adiar mais uns diazinhos, com desculpinhas do tipo esperar a dinda ir embora (como se isso influenciasse em alguma coisa), esperar o corpo se adaptar bem a mudança do horário de verão (como se essa mãe não estivesse adaptada aos mais variados horários noturnos) mas não, as coisas só ficariam mais difíceis, principalmente por que ela passa a entender melhor as coisas a cada dia, e será cada vez mais difícil pra ela se acostumar!!
Ela estava a alguns metros de mim, mas não mais debaixo dos meus olhos como nos seus primeiros 102 dias de vida, e isso parecia estranho, muito estranho, meu coração apertou, apertou quando olhei pro carrinho vazio, (e graças a Deus e berço estava cheio, ou quase!) apertou quando fui dar boa noite a ela, apertou quando deitei na minha cama e não tinha o carrinho dela no ladinho...


Isso não parece dramático demais?
Sim, parece!! 
Parece uma triste e definitiva despedida e nem quero pensar nas mães que passam por tal momento e por isso que já disse que parece loucura sentir o que senti, mas senti, essa é a verdade!!
Bom, não me perguntem quantas vezes levantei durante aquela noite, eu não saberia responder, e nem na noite de ontem pois foi apenas um pouco melhor que a anterior!!
Quando a babá anunciava algo então, ah dai eu saltava da cama e em 1 segundo já estava no quarto ao lado!!
O que sei é que por algum motivo, a Mariana estranhou um pouco ou a mãe dela estranhou muito, mas nessas duas noites, de domingo e de ontem pra hoje, ela não dormiu as 6 horas seguidas que costuma dormir, foram em torno de 4 horas, o que resultou em 3 mamadas durante a noite!!
Com isso da pra concluir que a mamãe aqui está um pouco mais sonolenta nesses últimos dias!!
Além dessa questão emocional, que logo vou me acostumar e pronto, tem uma questão real, que é meu medo de que ela se afogue ou se engasgue, e que eu não escute, é com certeza minha maior preocupação!!!
Bom, então vamos ver as cenas dos próximos capítulos noturnos, torcendo pra que ela nunca se engasgue, pra que ao menor som emitido por ela eu sempre me acorde e ... se possível, que ela volte a dormir suas 6 horas seguidas!! ;)