Encontrei esse texto na internet e por ter gostado estou compartilhando!!!
Maternidade sem culpa…
eu pratico!
A blogueira Iza Garcia escreve sobre a importância de levar em
consideração o bem estar de toda a família ao tomar decisões.
Para ela,
as mães não devem se deixar abalar pelas opiniões alheias sobre a
criação dos filhos.
Iza é mãe sem culpa da Bruna e uma das editoras do
blog Roteiro Baby
***
Penso que uma das maiores dificuldades em ser mãe seja “se sentir uma
boa mãe”.
A satisfação que vem da sensação de que você está se saindo
bem é impagável.
Mas o problema está no que é “se sair bem” para você e
para as pessoas cuja opinião te interessam.
É injusto, mas é fato que existem regras e padrões de comportamento meio obrigatórios para as mães, que não estão escritos em lugar algum, mas que muita gente insiste em estimular, como se toda mãe, bebê e famílias fossem iguais e como se as necessidades e a realidade dos envolvidos com a chegada de uma criança pudessem ser objeto de padrões.
Existe preconceito de pessoas que não são mães ou que foram há muito tempo atrás, mas existe ainda os preconceitos internos da categoria (risos).
É injusto, mas é fato que existem regras e padrões de comportamento meio obrigatórios para as mães, que não estão escritos em lugar algum, mas que muita gente insiste em estimular, como se toda mãe, bebê e famílias fossem iguais e como se as necessidades e a realidade dos envolvidos com a chegada de uma criança pudessem ser objeto de padrões.
Existe preconceito de pessoas que não são mães ou que foram há muito tempo atrás, mas existe ainda os preconceitos internos da categoria (risos).
Mães com posturas e opiniões radicais que julgam e fazem uma
pressão velada que pressupõe que as mães que mais se sacrificam são as
melhores e que tudo que é feito da forma mais difícil/complicada é o
melhor para as crianças.
Eu sou do tipo de mãe que não abre mão de alternativas que valorizam, acima de tudo, o bem estar da família toda (e não só da criança, já que ela pode ser o membro mais ilustre e querido da família, mas é só um membro e não o centro do universo).
Eu sou do tipo de mãe que não abre mão de alternativas que valorizam, acima de tudo, o bem estar da família toda (e não só da criança, já que ela pode ser o membro mais ilustre e querido da família, mas é só um membro e não o centro do universo).
E sofri bastante nos quatro
primeiros meses da maternidade cometendo o erro bobo de me comparar com
outras mães, tentando me superar (e superá-las) neste papel e estou
muito feliz em ter percebido, há tempo (inclusive de compartilhar a
experiência agora com vocês!) que o erro maior não está “nas pessoas
cuja opinião te interessam”.
Até porque, as imposições absurdas de
comportamento não chegam só de pessoas intencionalmente maldosas.
Muita
gente querida e próxima pode sugerir coisas incabíveis, na tentativa de
ajudar uma mãe de primeira viagem, e nem perceberem que, de fato, estão
pressionando aquela mãe a fazer algo que ela não queria.
Penso, então, que o erro maior está em permitir que a opinião de quem
quer que seja, influencie a sua consciência de que está fazendo o melhor
que pode.
Penso que a partir do momento que a essa certeza passa a
dominar o pensamento de uma mãe, a influência negativa das opiniões
contrárias passam a ser nulas.
Não tenho nada contra as mães que precisam ou optam por parar de trabalhar, por exemplo.
Não tenho nada contra as mães que precisam ou optam por parar de trabalhar, por exemplo.
Mas também quero ser respeitada por fazer parte
das mães que trabalham e que estão felizes trabalhando.
Acho admirável e
corajoso optar por parto humanizado, mas não sou uma mãe pior porque
sequer cogitei essa possibilidade.
Tenho consciência da necessidade de
preservar o meio ambiente que abrigará minha filha no futuro e faço
bastante coisa para poluir menos e produzir menos lixo na minha rotina,
mas não estou disposta a usar fraldas de tecido em substituição às
descartáveis porque não acho isso prático. Respeito mães que cuidam dos
filhos 24horas por dia, mas não quero ser julgada por ter uma babá que
me ajuda.
E vou mais além.
E vou mais além.
Não admiro e evito muito contato com mães que não se
sacrificam porque era necessário ou sequer se sacrificam, mas exibem os
sacrifícios porque acham bonito.
Acho lamentável observar mães que fazem
drama ao relatar a rotina com os filhos, que falam com prazer (e não
com pesar!) que sofrem demais quando têm que vaciná-los (eu também sofro
muito, mas não protagonizo esses episódios!) ou que se auto rotulam
como “mãe neurótica” em relação aos cuidados desnecessários com uma
criança.
Acho que mães de primeira viagem têm uma “licença poética” para serem exageradas e para agirem de modo a satisfazer a opinião alheia.
Acho que mães de primeira viagem têm uma “licença poética” para serem exageradas e para agirem de modo a satisfazer a opinião alheia.
Mas, na
medida do possível, é preciso ter coragem para se posicionar em relação
às imposições absurdas dos outros.
E, nesse contexto, admiro as mães que
sabem ser feliz e ignoram críticas não construtivas.
Ser alvo de preconceito por “ser prática” é quase inevitável, mas sofrer com esse preconceito é uma opção que eu não vou fazer e que sugiro que ninguém faça.
Estou ciente de que a vida com criança exige inúmeras adaptações na rotina, reflexões, maturidade, responsabilidade e dedicação.
Ser alvo de preconceito por “ser prática” é quase inevitável, mas sofrer com esse preconceito é uma opção que eu não vou fazer e que sugiro que ninguém faça.
Estou ciente de que a vida com criança exige inúmeras adaptações na rotina, reflexões, maturidade, responsabilidade e dedicação.
É realmente
preciso priorizar a criança em muitas decisões para cuidar bem dela.
Não defendo, de forma alguma, mães que preterem os interesses e
necessidades dos filhos em prol do seu bem estar.
Mas defendo e admiro
mães que adaptam as necessidades dos filhos dentro de uma rotina que
valoriza, também, aquilo que lhe faz bem (ou pelo menos não faz mal).

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