segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Pérolas e peripécias - post 4

Dois (dos tantos) registros, ainda da semana passada!!!

Em geral a Mariana topa escovar os dentes numa boa, vez que outra bate a tal da preguiça...


- nãoo, não quero escovar os dentes, escova o teu dente mamãe
- mas eu já escovei, agora é a sua vez
- mas escova mais mamãe
- e por que eu tenho que escovar mais?
- por que você comeu chocolate de vaquinha
- e eu dividi o chocolate da vaquinha com quem?
- comigo
- pois então, se eu comi e escovei você também tem que escovar, se não escova o bichinho preto vem pra comer o seu dente, ele adora chocolate, tem que deixar o dente bem limpinho
- mamãe, então vamos comprar um chocolate pro bichinho??


Estava a Mariana brincando com suas ferramentas quando pegou o martelo e começou a bater atrás da sua porta, justamente onde tem colado um adesivo de coelho...
Eis que papai chegou e começou a explicar que não era pra bater no coelho (e na porta) etc...
e o chororô começou!!!
- o coelho, o coelho (choramingando)
- o que tem o coelho Mariana?
- eu não gosto do coelho!!!
- só desse coelho, ou de nenhum?
- de nenhum coelho!!!
- mas por quê tu não gosta deles?
- ele vai comer todas as cenouras!!!!
- mas ele precisa comer pra não ficar com fome!
- mas ele come todas as cenouras!!!
- então vamos pedir pra ele deixar umas cenouras pra Mariana, tá bom?
(enfim parecia estar mais calma quando voltou a olhar para o adesivo do coelho, e o choro recomeçou)
- olha pai, o coelho!
- mas a gente já pediu pra ele deixar umas cenouras pra ti!
- olha a cara dele pai!!!
- mas o que tem a cara do coelho, Mariana ?
- de quem levou marteladas!!!!!
(chorando forte e cheia de culpa, rsrsr)



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Unha encravada!

Desde bebê a Mariana teve as unhas encravadinhas, muitas vezes me preocupei pois ficava vermelho e um pouco inchado.
Eu procurava cortar elas retas deixando os cantos e mesmo assim certa vez - ela tinha menos de 1 ano - formou um pouco de pus num cantinho, e  eu fiz o que não se deve fazer, furei!!! 
Tive sorte, melhorou logo, poderia ter sido pior!!
Agora que ela fala e entende melhor pergunto com frequência se as unhas estão doendo, já que estão sempre vermelhas e um pouco inchadas, muito mais nesses últimos meses de frio em que se usa muito calçado fechado.
A resposta sempre foi "não"!!
Eis que no domingo 12 de julho cortei as unhas dela, um pouco demais nos cantos talvez...
na 2ª feira ela foi pra escola usando suas galochas de "Leligou", ou seja, botas essas que são de borracha, o pé sua e aperta!!
Ao chegar em casa tirei as galochas e calcei uma sapatilha, e ela reclamou que o dedo estava doendo!!!
E contou que tirou a tal bota na escola!!
Opaa, percebi que deveria estar mesmo doendo!!
De fato a unha estava bem vermelha, mas não muito além do que já havia ficado outras vezes!!
Deixei ela o dia todo só com meias e a surpresa foi durante a noite, ela acordou chorando e reclamando da dor na unha!!!
Na 3ª a levei pra escola calçando uma meia com sola emborrachada!
Na 4ª feira foi de meias e sandália!!
E o dedão seguia bem vermelho e inchado!!
Na 5ª feira foi novamente de meias pra escola e quando voltou percebi pus no canto da unha, ui, isso não era bom sinal, estava piorando!!
No final do dia quando voltamos da natação me assustei, estava muito feinho!!!


Na 6ª feira corremos pro plantão da Arco-Iris pois eu já estava preocupada, além de me sentir culpada por não ter feito nada antes, achei realmente que melhoraria, não pensei que chegaria a esse ponto!!
O que mais me impressionava era o fato de que ela não reclamava de dor, com exceção da noite de 2ª feira que ela acordou chorando nos demais dias não reclamava, nem de noite nem de dia, apesar de eu não ter mais calçado nada apertado.
E o fato dela não reclamar acabou me deixando um pouco mais "relax"...
e mais culpada, tadinha, como não deveria doer?
Várias pessoas me falaram que unha encravada dói muito!!!
Bom, o plantão da Arco-Iris estava atrasado e ficaríamos lá mais de 1h esperando atendimento, foi aí que perguntei sobre a dermatologista pediátrica da clínica!
Tinha horário com ela naquela tarde...
e lá voltamos nós a tarde!!


Eu estava preparada para uma das piores consultas da Mariana, pois achei que ela drenaria e pus!!
Mamãe que não sabe nada...e que pelo menos dessa vez não meteu a agulha pra furar embora sentisse cócegas nos dedos, parecia que aquele pus precisava ser expulso pra diminuir a pressão, sei lá, ignorância da pessoa aqui, me perdoem os mais entendidos!! rsrsr
A dra Ana Cristina Capano atendeu a Mariana de forma muito atenciosa e carinhosa, e a Mariana por sua vez se comportou super bem, deixou ela olhar e apertar tudo o que tinha que ser olhado e apertado, seguia séria e com olhos atentos, caindo na risada apenas quando a médica apalpou seu pescoço!!
Depois da consulta a Mariana me falou que a Dra Ana apertou o dedo dela e que doeu, amada, mas na hora foi firme e não reclamou!!
Enfim, foi receitado um antibiótico em pomada, a Mupirocina, que trata infecções da pele.

 Deveria ser aplicada 3 vezes ao dia por 1 semana!!
Além disso 3 vezes ao dia colocar por 15 minutos um paninho com água morna sobre o dedo.
E com muitos pedidos de cuidado ela receitou o permanganato de postássio.



 Os pedidos de cuidado eram em relação a dissolução do mesmo, que deveria ficar numa cor rosa muito clarinho pois se for muito forte queima a pele!!
E vou lhes dizer que nunca havia visto algo tão poderoso para colorir, uma mini migalha deixa rosa uma bacia de água!!
Fiquei com tanto medo de errar na cor que talvez tenha usado menos do que poderia, mas tudo bem já que era algo mais optativo.
Pelo que pesquisei o banho de permanganato de potássio serve para eliminar as bactérias e os fungos da pele, sendo um bom cicatrizante para feridas, como queimaduras e catapora também.
Bom, a noite da 6ª feira colocamos pela 1ª vez a pomada e o paninho com água morna pra relaxar e diminuir e dor, no sábado, após seu segundo uso o pus já havia sumido.


 No canto da unha ficou o furinho que foi cicatrizando também!!

 O fato pé, ou melhor, o fato é, unha encravada não é frescura e incomoda muito!!
Pesquisei um pouco mais sobre o assunto pra cuidar melhor das unhas da minha pitoca, a primeira coisa que todos falam e que a Dra Ana também falou é sobre o corte da unha ser reto, e a médica falou ainda de fazer no centro da unha um "V" pra forçar o crescimento para o centro da unha e não nas laterais, tentei fazer essa "unha elaborada" mas não é muito fácil!! 
O fato de estarmos no inverno colabora e muito para que as unhas se encravem, afinal, calçados apertados e no caso da Mariana seus pés suam, então ficam úmidos, é comum ela usar 3 pares de meia por dia!
Bom gente, achei umas dicas numas páginas:

http://www.todamaee.com/2013/09/unha-encrava-nos-bebes-podologia.html


1º) não coloque meias e muito menos sapatos apertadinhos e justo nos pés dos bebês. Quanto as meias, sempre com uma folguinha na frente;


2º) A noite, coloque com o cotonete um pouquinho de óleo de amêndoas (desses comprados em farmácias) nos cantinhos dos dedos (tanto das mãos quanto pés), ajuda a amolecer a pele e a unha a ter mais força para sair e evitar os... cantinhos!;

3º) Não seja uma “mãedóloga” a não ser que sua profissão seja mesmo a podologia. Não cutuque por hipótese alguma;

5º) Corte a unha sempre em formato quadradinho e, se por acaso a pontinha ficar enroscando em roupas e outras coisas, passe (de leve) a lixa para acabar com esta pontinha indesejada;

6º) Com o seu polegar, afaste a pele que fica bem embaixo da unha do bebê e faça o corte rente ao dedo;
"esse problema surge por cortes irregulares, meias e sapatos apertados, roupas muitos justas e até mesmo pelo atrito dos pés do bebê em cadeirinhas e carrinhos. Ela ainda diz que a herança genética pode ser uma das causas. “Quando os pais têm unha encravada, provavelmente, seus filhos apresentarão algum tipo de problema nos dedinhos”, afirma. (...) A podóloga indica massagear o cantinho dos dedos, sempre com as mãos bem higienizadas; cortar as unhas deles regularmente, usando uma tesoura ou cortador infantil; além de evitar roupinhas, meias e sapatos apertados" 

***

Bom, usamos a pomada por uma semana e já faz mais uma semana que o tratamento chegou ao fim, e melhorou bastante...


... mas não curou e acho que esse será um processo longo, teremos que procurar uma podóloga ou mais tarde fazer cirurgia, não sabemos bem como tudo vai ser!!
O fato é que a unha voltou a ficar vermelha e as vezes um pouco inchada,
tenho cuidado ao máximo e agradecendo a Deus esse inverno de dias quentes em que posso deixá-la de sandálias!! 
 
 




terça-feira, 28 de julho de 2015

Escola - post 14

Na semana passada e nessa a escola está oficialmente em férias embora tenha o que eles chamam de plantão!!
A profe conversou comigo sobre a ida ou não da Mariana pra escola e optei por levá-la pois acho que muitos dias longe fazem ela voltar mais preguiçosa, assim como foi depois que voltamos das 2 semanas de férias, é uma nova adaptação, e como ela está ficando bem agora prefiro não correr riscos!!
Até porque como a profe mesmo comentou ela só vai pela manhã, uma folga é mais bem vinda aos que ficam integral!!
Ao longo dessas semanas o projeto "cores e formas" está suspenso, mas ainda não registrei o que ela trouxe pra casa na 6ª feira, 17/07:
um quadrado e um círculo, nas cores vermelho e amarelo, estudadas até então!!!
Contou ainda que a profe fez teatrinho com eles, "eles falavam"!!!



E na semana passada encontrei novos lindos trabalhos no mural da escola:


sábado, 18 de julho de 2015

Pérola do dia!!

A pérola de hoje se trata de um raciocínio meio lógico...
fomos ao shopping e ao entrar numa loja a Mariana se deu de cara com fantasias da Sininho e da Aurora, mesmo sem ser "fã" das tais princesas enlouqueceu, principalmente pela da Sininho, que devo concordar, era linda, um verde super bonito!!
Ela que estava vestida de Elsa pois foi assistir a uma apresentação do Frozen começou a dizer:
- eu não quero mais ser "Leligou", agora quero ser Sininho!!
Não foi nada fácil tirar ela da loja, nunca havia visto ela tão encantada com algo e pedindo de tal forma!!
E mais, dizia que queria as duas!!
Veio pra casa falando e falando que queria, então resolvi explicar que aquela fantasia estava muito cara, e por consequência expliquei o que era caro dizendo que era uma coisa que precisava de muito dinheiro.
Aí a pergunta passou a ser, o que é caro mamãe?
Papai entrou na conversa e tentou explicar o que era caro e o porquê de não termos comprado as fantasias.
Eis que ele disse:
- O papai precisa trabalhar muito pra ganhar dinheiro e temos muitas coisas pra comprar pra nossa casa
E a resposta foi:
- então o papai compra o dinheiro e dai com o dinheiro compra a fantasia que é cara!
Pronto papai, simples assim, ou não entendeu?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Livrai-nos da M, amém

A Mariana ainda não está desfraldada, sim, ela já tem 2 anos e 8 meses, em momento oportuno postarei sobre sua historinha de desfralde, enquanto isso leio e compartilho mais um texto que nessa manhã me fez refletir um pouco sobre as tantas coisas que fazemos no dia a dia com nossas crianças...
coisas que a pediatra sugere, que a amiga da a dica, que a internet explica...
ontem a Mariana fez pela 1ª vez cocô no penico, em janeiro já havia feito outra vez no vaso, mas nada que evoluiu para um desfralde embora tenhamos tentado, mas a "festa" ao redor desse "feito" é que me fez ler esse texto e refletir!!



Faz tempo que o “inconsciente coletivo”, regado a leituras e saladinhas prontas pela mídia começou a tomar posse da ideia de que não se deve forçar os bebezinhos a sentarem-se no penico, nem puni-los, apressar, obrigar ou doutrinar a fazeção do cocô.
Bacana demais não fazer o desfralde precoce, não treinar as criancinhas, como já não se faz nem com macacos em circo, mas ir levando, observando e apenas manter uma postura de ajudante de acordo com as necessidades da criança. Contracultura serve para isso, não? 
Para corrigir o que estava excessivo.
Simples? 
Não, a contracultura tem uns dentões gigantes e erra na mordida sempre ou quase sempre na sua angústia de acertar. 
Simplificar a relação com o cocô das crianças foi virando uma coisa adocicada demais para o sabor M de ser de qualquer M. 
As fezes, corretamente compreendidas pelos estudiosos do comportamento humano como parte integrante do bebê, podem virar objetos de barganha com a mãe e mais do que isso objetos que podem causar medo aos bebês, afinal é parte deles saindo, é assim que eles inicialmente compreendem o processo e podem viajar na maionese. 
Até aí tudo bem, concordamos. 
Agora por que o cocô do bebê precisa virar um sujeito lindo e cheiroso para quem ele dá tchau e para quem a mãe faz festinha?
Quem inventou isso certamente estava tratando uma criança X com um problema Y em relação ao cocô, provavelmente uma criança que prendia o cocô. 
Esse jogo pedagógico não tem sentido algum para uma criança que está descobrindo a relação com sua M numa boa. 
E pelamordavaquinhamimosa, a maioria das crianças, se deixada em paz para curtir a própria cagada vai compreender que aquilo sai, que aquilo não serve para comer, que aquilo fede e que a melhor ideia é jogar fora, com força e com coragem, determinação e sem maiores valorizações. 
Já é um luxo ter uma descarga mágica que manda o cocô para um lugar que a humanidade só agora está a compreender: rios de onde retiramos água para beber. De fato nossa relação com nossa M é de uma ignorância profunda.
As fezes têm relação direta com o dinheiro, todos sabemos, é de rir que a sociedade atual, que antes valorizava a limpeza e o trato para reprimir e esconder a M; agora valoriza-a como sujeito para quem se deve desde pequeno dar tchau e tratar com louvores.
Do apego anterior, que segurava e doutrinava, obrigava a fazer escondido em local determinado, vinculava com sujeiras e facilitava com leitura e distrações oculares; agora temos festerês. 
Não falta muito para inventarem um enfeite de plástico para se cravar no cocô do bebê. 
Qualquer dia os álbuns de fotografias vão surgir com lugar para foto: meu primeiro cocô consciente!
De uma relação de apego escondido, com requintes de perversão que colocava a M , o sexo e o prazer como coisas sujas que deveriam ser escondidas, evoluímos para uma relação de apego valorizado e como se gosta de proferir nos tempos modernos, usando uma palavra moderna: trabalhado.
Agora temos o cocô trabalhado! 
Antes mesmo de observar como aquela criança lida com o seu cocô, como ela decide sua relação de apego e desapego, as mamães mais que perfeitas piram em como deve ser trabalhada a relação da criança com sua própria M.
Que pena ter que desvalorizar, mas um cocô é apenas um cocô.
 Faz parte da natureza humana primária lidar com isso, sempre lidamos. Mal na sociedade judaico-cristã e mal agora na contracultura e na hipervalorização de algo que cedo, por volta dos dois anos de idade para a maioria das crianças, é feito com simplicidade se as mães ou pessoas que cuidam dos bebês apenas os deixarem em paz para decidir o que devem fazer com aquilo que sim pertence a eles e que sim eles devem dar cabo da situação.
Vejamos na prática pessoal dessa que vos fala: tive três filhos que lidaram livremente com seus cocôs. Um deles ao observar o cão fazendo cocô no pátio e o que o pai fazia com as fezes do cão, resolveu imitar.
 O garoto fazia suas necessidades no mesmo local do cão, no pátio, depois buscava a pazinha para enterrá-lo. 
Ficava se achando muito esperto e era mesmo.
 Talvez fosse engraçado aos olhos dos adultos, mas foi assim até que ele decidiu imitar os pais e passar ao vaso sanitário. 
E aí obviamente se achou ainda mais e maior, mais dono da sua própria M. O outro bebê escolheu o ralo do banheiro e depois passou a entender para que servia o vaso. 
Rumou feliz, orgulhando-se do feito. 
O terceiro bebê recusou-se a outro local desde cedo e apontou o vaso como preferência, não aceitou redutor infantil, pondo-se chorar quando instalamos o objeto especial para crianças, mas como sentia medo de cair, exigiu um adulto por perto para fazer suas necessidades, até o dia em que bateu a porta na cara da mãe e encerrou-se sozinho, orgulhando-se inclusive de dar a descarga. Pronto e fim, cocô é assim, algo que sai dos bebês, que em algum momento do desenvolvimento torna-se atitude voluntária, coincide com o tempo em que as crianças sobem e descem escadas sem apoio, coincide com o tempo em que se orgulham de suas cagadas e tornam-se mais autônomas. 
Uma pena que as mamães e cuidadoras de escolinhas estejam sempre de olho, não para observar e atender o que vem de demanda, de acordo com a loucura e viagem única de cada filhote humano, mas para controlar de um jeito bonitinho de maneira a caber no formato adulto de ser.
Temos a ideia de que a criança, qualquer criança, todas as crianças, vão desenvolver problemas com o cocô, é uma desconfiança da inteligência infantil. 
A criança não é um animal que não observa outros animais, outros humanos de sua família. 
Ela é a priori capaz de lidar com a própria M, porque todos somos, sempre fomos, apesar de tantos olhares e práticas enxeridas dos adultos nas nossas intimidades.
Não treinar, não fazer, não interferir, apenas observar, cuidar e amar da fecundação à maioridade é o que funciona melhor.
E como dizem os atores de teatro para desejar boa sorte e sucesso: MERDA!