quinta-feira, 19 de março de 2015

Te desejo um filho



Ninguém é obrigado a ter filhos. 
Existe uma pressão para que as pessoas reproduzam-se.
 É a eterna inquietação do ser humano: se tá namorando, quando vai casar; se tá casado, quando terá filho; se já tem um, quando terá outro. 
E vai. 
Mas cada um tem suas escolhas e precisa conviver com elas.
Eu escolhi ter filhos. 
Hoje, tendo uma pequena de quase dois anos e, depois de ter visto que “não é bem assim”, posso garantir que a maternidade é transformadora. 
Para o bem. 
É óbvio que não é fácil, é óbvio que a gente vive com sono, com menos dinheiro, com as unhas descascadas e com menos tempo para nós.
Mas ter um filho é uma transformação:
- Porque desde que ele nasce você não passa um dia sequer sem dar um sorriso (o que te torna mais alegre)
- Porque você é responsável por uma vida (o que te faz esforçar-se mais)
- Porque você é o alimento nos primeiros meses da vida dele (o que faz de você um milagre)
- Porque você aprende que nem tudo é sobre você e suas vontades (o que te torna menos egoísta)
- Porque você tem que reaprender a brincar (o que te torna mais puro)
- Porque você tem que dar bons exemplos (o que ter torna mais solidário, mais saudável)
- Porque você precisa ser adulto 100% do tempo (o que te faz amadurecer na marra)
- Porque você vai amar como nunca e compreender os seus pais (o que te torna um ser humano grato)
- Porque você precisa conter seus impulsos de raiva (o que te ensina paciência)
- Porque você precisa aprender a controlar o vocabulário (o que te ensina autocontrole)
- Porque você precisa saber ensinar todo o tempo (o que é um grande aprendizado)
Uma vez li um texto que dizia que ter filhos era um ato egoísta, pois você se projeta em um ser humano, espera que ele te faça feliz e que ainda te cuide na velhice. 
Então eu devo ser muito egoísta porque tudo que escrevi é a meu respeito. 
A minha filha me transforma todos os dias. 
E me torna uma pessoa melhor. 
Eu desejo isso a você também.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Mentiras do 1º dia de aula!!



Ei, amiguinho, você aí do primeiro dia de aula! Sua mãe falou que volta rapidinho, né? Maior caô. Ela vai demorar!

Se nossos filhos fossem maduros aos 3 anos de idade, esta seria uma conversa potencialmente normal numa sala de maternal.
A gente lê mil coisas sobre a adaptação escolar, se diz estar suuuper preparada. 
Chegamos na escolinha com filho, mochila, lancheira e brinquedo, firmes e intrépidas, sabendo o roteiro todo de cor, como se aquele fosse nosso 9º filho. 
Segurança é nosso sobrenome. 
Passo firme, peito cheio, super-mãe ativar.
“Tchau, filho, fica aí com a tia um pouquinho que a mamãe já vem.”

O bico da criança cresce na mesma proporção que seu castelo começa a desmoronar. 
São quatro olhos cheios de água e um nariz crescendo.
Mas tem aquela mãe que jura só dizer a verdade para a criança, que não omite, que ela precisa saber a real das coisas. 
Pois bem, será que essa mãe vai dizer ao filho “Ó, fica aí, que a mãe precisa trabalhar, cuidar da casa, ganhar uma grana para comprar batom, livro, complemento alimentar, brinquedos e fraldas. 
Queria muito passar o dia com você, mas eu tenho que cuidar de mim, da minha carreira/casa e dar uma esfriada nessa coisa de maternidade que exige demais da gente, tá?”
Na real, ninguém  vai falar isso para o filho, nem para ninguém, se bobear, não assume nem para si mesma. 
Deixar filho na escola, para muitas mães, é como assinar o atestado de eu não sirvo para ser mãe 24 horas por dia.
Mas agora já era. 
Nasceu, e você será mãe para sempre, o tempo todo, independentemente de seu filho frequentar escola. 
Mãe não é ofício, é estado de espírito. 
Você pode ser advogada, professora, dona de casa, administradora, mas será mãe 24 horas. 
É o tal do trabalho de mãe em tempo integral. 
E mãe mente, né? 
Elas dizem que é feio mentir, mas fazem isso o tempo todo. 
Não pela maldade, mas para simplificar esse mundo adulto que é muito complicado.
Tipo quando deixamos o filho na escola e dizemos que já vamos voltar.
 Ainda na porta da escola, na frente das outras mães, damos um tchau firme e seguro, mesmo com a criança chorando e berrando por nós.
 Sorrimos para as outras colegas de batalha, como se nada no mundo nos abalasse de tanta firmeza. 
Dá vontade de mandar beijinho no ombro e soltar um “chora, recalda” na porta na escola. 
Mas daí vamos chegando no carro, o castelinho vai desmoronando, a intrepidez vai dando lugar à insegurança, à nulidade. 
Fechamos a porta do carro e… 
Ah! Vocês sabem bem o que acontece.
Só vocês. 
As outras mães da escolinha, as tias e meu filho, principalmente meu filho, não podem saber que desabei. 
Para eles, eu ainda sou a Mulher-Maravilha-de-Oito-Braços, ainda que me custe um nariz avantajado.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Otite!!



4ª feira, 11 de março, final de tarde e nós no parquinho, senti a Mariana quentinha ... viemos pra casa e ela pediu o bico, se agarrou nas minhas pernas, com preguiça, moleza, sem vontade para brincar, jantou pouco, a temperatura já na casa dos 37°
Antes da hora costumeira de dormir tudo o que ela queria era mamãe, colo e bico, a temperatura chegou nos 38,1° e demos Tylenol, dormiu em seguida, a noite foi agitada!!
Na 5ª feira resolvi não levar ela pra escola nem pra natação e passou o dia com febrícula, temperatura na casa dos 37,5°, horas mais baixa, horas mais alta, mas não passou dos 38° e não medicamos mais!
Após sair do banho fui secar seus ouvidos e quando toquei a orelha esquerda ela tirou minha mão!!
??????
Seria dor de ouvido?
Apertei e pedi se doía e ela respondeu que sim.
Mas será que era mesmo?
Será que não era um dentinho superior nascendo?
Será que não era a garganta?
A Mariana esta numa fase que responde a tudo o que lhe é perguntado mas não da pra confiar em tudo, muda de ideia - e de resposta - facilmente!!
Outra noite agitada, principalmente pra mim que acordava ansiosa pensando nela e querendo monitorar a tal temperatura.
Mas  na 6ª feira acordou bem, temperatura normal e por isso a levamos pra escola, pedi que monitorassem e ficou tudo bem, assim como ao longo da tarde em casa.
Apertei várias vezes sua orelha perguntando  se doía e a resposta era sempre negativa.
A noite fomos para a praia pra passar o fim de semana, no sábado de manhã curtimos uma prainha apesar dela estar um pouco congestionada, aliás,  há uma semana ela estava congestionada, reclamando que não conseguia falar (era a forma de se expressar por conta do nariz trancado, acho que na verdade a dificuldade era de respirar).
Depois do almoço senti ela quente novamente, era a temperatura que voltava pra casa dos 37°!!
Assim foi o resto do sábado mas a noite melhorou, acordou bem no domingo e depois do meio dia novamente a tal febrícula!!
No meio dessas febrículas nossa garotinha continuava animada e brincando bastante, as vezes ficava chatinha e irritada e aí vinha a dúvida, era sono, era dor, o que poderia ser?
Eu continuava apertando seu ouvido e perguntando se doía, ela seguia dizendo que não!!
Levar para um plantão? 
Mas não passou todos os dias com febre, febre alta mesmo deu uma única vez, teve idas e vindas, seria portanto exagero procurar médico?
Mas aí voltando da praia senti ela mais quente, estava perto dos 38°, e sentada na cadeirinha ao meu lado pedia colo, parecia mais caidinha, e achei melhor irmos pro plantão, afinal, na dúvida prefiro mesmo pecar pelo exagero, era o 4º dia que a novela "febre" tinha começado, não queria passar mais uma noite e começar nova semana angustiada na expectativa do que poderia estar acontecendo!!
No plantão o diagnótico: 
otite no ouvido esquerdo!!
E pela 3ª vez nossa pitoca entrava pro antibiótico, dessa vez o Velamox.
O tratamento dura 10 dias, ou seja, até 4ª feira dessa semana!!!
Segundo a médica a partir da 3ª feira da semana passada ela não poderia mais ter febre, e de fato, a febre passou, mas o que ela teve na 4ª feira foi irritação, muuuita irritação, só respondia no grito, queria tudo no choro, felizmente na 5ª feira estava melhor e assim seguiu, as vezes coloca a mão no ouvido, mexe, coça!!
Entrei em contato com a pediatra da Mariana contando do caso e perguntando sobre a natação, quando poderia retomar, a orientação foi de não ir na semana passada.
E dai ela perguntou que otite era, pois então, que otite era??
Na minha ignorância, e ignorância mesmo pois nunca estudei melhor o assunto, respondi que achava que era leve pois ela pouco se queixou de dor, sei que dor de ouvido é terrível!!!
É mãe, vamos ler um pouco mais sobre o assunto então já que a pediatra do plantão sem mais delongas se resumiu a dizer que era uma otite??
Vamos aprender só um pouquinho sobre a dita, aprender que tem a otite média, que tem a otite aguda, aprender sobre seus sintomas e causas??
Não quero que volte a acontecer e felizmente dessa vez foi "leve", sim, foi leve!!!



 Toda infecção do ouvido é chamada de otite.

Tipicamente, divide-se otites consoante o local do ouvido que se verificam em otites externas e otites médias, estas últimas normalmente subdivididas consoante a sua evolução temporal em agudas ou crônicas.

A otite externa é uma infecção da região da orelha externa, um processo inflamatório do canal auditivo, ou seja, do canal que liga o pavilhão auricular ao tímpano. 
Tipicamente ocorre devido à acumulação de água no canal auditivo, o que provoca irritação e inflamação da pele e favorece o crescimento de micro-organismos como bactérias ou fungos.
São situações frequentes em crianças que frequentam piscinas ou durante a época de praia sendo designadas “ouvido do nadador”. 
Também a pele seca por ser um fator que favorece esta patologia.

Na maior parte das vezes os fungos e bactérias penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). 
O contato frequente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. 

  De um modo geral a principal queixa da criança é a dor, que se acentua quando se toca ou com a mastigação, podendo ainda existir diminuição da audição (difícil de avaliar nas crianças pequenas), no caso de o canal estar muito inchado. 
Raramente há febre ou outras manifestações mais graves.

Causa
A otite média aguda é uma infecção por bactérias e vírus que provoca inflamação e/ou obstruções. 
Se não for tratada pode levar à perda total da audição. 

Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou respiratórias. 
É um tipo de otite comum em crianças, mas pode acometer pessoas de qualquer idade.
A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores.
Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. 
A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. 


Sintomas
Os principais sintomas são: dor muito forte, diminuição da audição, febre, falta de apetite, secreção local. 
Nos casos mais graves, pode ocorrer a ruptura da membrana do tímpano e ser eliminada uma secreção purulenta misturada com sangue.

Diagnóstico
O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio e o microscópio.

Vacinas
Vacinas contra o Haemophilus influenzae e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amidalite. 
Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.

Tratamento
O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. 
Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode exigir mais tempo para voltar ao normal. 
Quando a perda auditiva não regride, o indicado é investigar se há sinais de secreção retida atrás da orelha média. 
Caso existam,  ela deve ser retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano.

Recomendações
* Procure atendimento médico sempre que você e/ou seu filho/a tiverem dor de ouvido. O diagnóstico precoce é a única forma de prevenir complicações ;
* Não se automedique nem siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido;
* Proteja o ouvido contra a entrada de água quando mergulha ou nada;
* Evite o uso de cotonetes que podem retirar a cera protetora do ouvido ou machucá-lo;
* Limpe, com frequência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, a fim de evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para em bebês e crianças pequenas;
* Não amamente seu bebê deitado. Essa posição favorece a entrada de líquidos na tuba auditiva;
* Vacine seu filho contra a gripe, o Haemophilus influenzae e o Streptococcus pneumoniae .





quinta-feira, 12 de março de 2015

Ainda sobre a festa de 2 anos...

Pois é, ainda sobre a festa dos 2 anos...
Sábado a Mariana fez  2 anos e 4 meses, ou seja, a festa rolou há mais de 4 meses!!!
Bom, as fotos só nos foram entregues 3 meses depois, então digamos que não estou tão atrasada assim!!
Portanto aqui as fotos da decoração, cujo tema foi Fazendinha!!
E das lembrancinhas, feitas pela mamãe, doce de leite para as crianças grandes e giz de cera para as pequenas!!

























quarta-feira, 11 de março de 2015

Manual de etiqueta na escola





Manual de etiqueta na escola.


- Respeite as regras:
Se elas existem tem um motivo, é impossível qualquer grupo sobreviver sem elas. As pessoas são diferentes e se cada uma resolver fazer da sua forma o caos está armado. Se você não concorda com as regras da escola, mude. Existem várias opções, basta escolher uma que combine com vocês.

- Participe:
Se informe, leia agenda, pergunte para o seu filho o que ele fez, quem são os amiguinhos…. vá as reuniões sempre que possível, converse com os outros pais.

- Pense no próximo:
Essa dica vale para a vida né?
Antes de tomar qualquer atitude, pense nas outras pessoas. A escola é formada por um grupo, portanto nada de pensamentos individualistas.
Vai fazer uma festinha?  Convide TODOS ou NENHUM
Vai mandar um lanchinho especial? Envie para TODOS ou para NENHUM.
Tente sempre pensar em como se sentiria se o SEU filho fosse aquele que ficasse de fora. Não faça com os outros, aquilo que não gostaria que fizessem com você.

- Porta da escola:
Respeite as regras de transito.
É ali que a maioria dos pais se encontram, é também por ali que conseguimos captar a personalidade (e educação) de cada um. Tem os que furam fila, tem os que não estão nem ai pra hora do Brasil e ocupam duas vagas, ficam longos minutos batendo papo e nem sequer percebem que poderiam ser mais gentis e tentar amenizar o transtorno da entrada e da saída, tem os que são simpáticos, tem os práticos e tem os que se incomodam com tudo isso. (EU!)

- Convivio:
Lembre-se: você é adulto e seu filho e colegas de turma são crianças! Não queira resolver ou tirar satisfação de algum desentendimento, briga ou até mesmo mordida com outra criança que não seja a sua.
Por mais que seu filho volte para casa mordido ou machucado, o que aconteceu na escola foi resolvido na escola. Uma coisa é conversar com a professora ou coordenadora – o que é totalmente compreensível – outra coisa é conversar e tirar satisfação com uma criança ou até mesmo com seus pais.

- Valores:
Não torne seu filho uma criança com valores distorcidos, brinquedos caros devem ser deixados em casa.
Muitas escolas adotam o “Dia do Brinquedo” com objetivo maior de socialização: dividir, emprestar, partilhar…  e não exibir. Dê preferência para jogos que incentivam a brincadeira em grupo.
E não deixe seu filho levar brinquedos fora do dia combinado. Ele não é especial e não deve ser diferente dos outros colegas.
Demonstre para seu filho o quanto você gosta e valoriza a escola. Elogie, mostre respeito pelos trabalhos elaborados por ele (desenhos, colagens, atividades) enviados para casa.
- Dica de OURO:
Quem educa é pai e mãe! A escola auxilia, portanto não transfira e nem cobre responsabilidades que são suas.