Já começo dizendo que não tenho certeza de que a Mariana está entrando no período da tal crise dos 2 anos, mas resolvi pesquisar sobre o tema depois de observar algumas mudanças no comportamento dela.
Há 1 mês mais ou menos ela começou a sapatear quando contrariada, alterna as batidas dos pés no chão que parece estar treinando para uma corrida olímpica, juntamente com sonoros gritinhos, que quase sempre são de "nãoooo"!!
Mas confesso que isso não me surpreendeu muito, é claro que não acho nada bonito mas digo que não me surpreende pelo fato de que embora a Mariana seja uma menina carinhosa e doce ela sempre demonstrou ser geniosa e dona de uma personalidade forte.
Bom, mas aí de uns 10 dias pra cá começou a morder locais como a mesa da cozinha que é de mármore, a porta do fogão a gás (a alça da porta do forninho), a estante da sala...além de se bater com tapas e socos e dar cabeçadas, por enquanto os locais escolhidos foram os armários da cozinha e a geladeira!!
Ontem pela 1ª vez se mordeu na mão deixando o desenho de quase todos os dentes que a boquinha possui.
Num primeiro momento pensei que esses ataques de ira eram por causa dos dentes, o que não é uma causa que excluo totalmente já que em 9 dias nasceram 3 caninos e o 4º está prestes a se manifestar.
Tais atitudes acontecem quando ela está com fome ou sono, mas principalmente e quase sempre, quando é contrariada!!
Eis a questão que me faz pensar e pesquisar sobre a tal crise dos 2 anos!!
De certa forma se for mesmo isso fico mais tranquila, primeiro por pensar que é algo normal e segundo por não achar que é culpa minha, uma mãe que da moleza, que não sabe educar, etc
Saber o que pode estar acontecendo com minha pequena é muito importante, assim como é para qualquer pai e mãe, nos limita a alguns julgamentos como o de criança mal educada, pais relapsos e assim por diante.
Além de nos fazer agir com mais paciência, maaais paciência, lembrando sempre o que diz minha irmã, "penso que é uma fase e vai passar"!!
Ah sim, ainda sobre o comportamento da Mariana, joga longe o que tem nas mãos, com força, com raiva!!
E tudo vem acompanhado de nãos e mais nãos e as vezes choro!!
Preocupa, angustia um pouco!!
É fase?
É crise?
É alguma outra coisa que incomoda nossa pequena?
É personalidade tinhosa?
O que temos por hora é a esperança de que isso passe logo e se for mesmo a crise dos 2 anos que não vá até os 4 como acontece com algumas crianças!!
E sendo ou não algo a ver com tal crise peço a Deus sabedoria pra saber ao certo o que fazer sem ceder aos caprichos da pessoinha, seguindo na busca de dar a ela uma boa educação!!
Ler e se informar ajuda um pouco a lidar com a situação, pois confesso, há momentos que olho pra ela sem saber ao certo o que fazer, qual a melhor atitude a tomar!!
Ter filhos é mesmo viver a cada dia novas experiências, recheadas de alegrias, angustias, medos, dúvidas...
http://guiadobebe.uol.com.br/a-crise-dos-dois-anos-de-idade/
Por volta dos 2 anos de idade a criança entra em uma fase conhecida como adolescência do bebê, ou terrible twos,
em inglês.
É quando começam as frequentes crises de birras e
malcriações sempre que sua vontade é contrariada.
Mesmo os mais
bonzinhos e tranquilos surpreendem os pais com ataques de choro e
gritos, se jogam no chão, agridem os amigos, batem a cabeça na parede,
mordem, beliscam e dizem “não” a tudo que lhes é pedido.
Essa
mudança no comportamento, em geral, ocorre entre 1 ano e meio e 3 anos
de idade, embora não seja raro se estender até os 4 anos. Normalmente,
este comportamento é observado diante das intervenções dos pais, o desejo de contrariar os pais parece ser uma
constante na crise dos dois anos.
Nem toda criança passa pelo período com este padrão de comportamento,
embora todas estejam sujeitas, uma vez que a crise está associada ao
desenvolvimento normal da criança.
É importante sublinhar que, neste
mesmo período, algumas mudanças importantes estão ocorrendo, como um
abrupto desenvolvimento cerebral.
Por consequência, o aumento
considerável na competência linguística, na organização do pensamento e
na capacidade de exploração do mundo trazem uma percepção de autonomia e
independência para tomar decisões ao seu modo
Como lidar com a adolescência do bebê?
A
grande pergunta é: como os pais devem agir para evitar ou minimizar
esse comportamento?
Muitas vezes os pais acabam perdendo a paciência na
hora da crise porque não adianta conversar, pedir, gritar, ameaças ou
colocar de castigos.
A punição ou mesmo tirar a criança de perto de
outras crianças faz com que demore ainda mais para passar essa
agressividade.
Na
realidade não é agressividade pura e sim uma fase de aprendizagem onde a
criança faz suas experiências e vê as diferenças entre uma ‘mordidinha
de amor’ e outra mais forte que vai doer muito no seu amiguinho.
Se os pais agirem com amor, afeto e respeito
podem fazer com que esta fase seja mais rápida e menos dolorida.
Para a
criança pequena é importante ter limites colocados de modo suave, mas
com firmeza.
A criança deve aprender que há coisas que pode fazer e
coisas que não pode.
Principalmente com o exemplo dos pais, aos poucos e
com muita paciência é que a criança vai assimilando as regras, que
devem ser claras.
Na prática, quando a criança começa a
espernear na fila de um supermercado, por exemplo, os pais precisam
manter a calma.
Seja compreensivo.
Mesmo que não ceda às exigências do
seu filho não significa que não possa entender o porquê dele estar
alterado.
Deve-se abaixar à
altura da criança e conversar sem reforçar o mau comportamento.
Não
negocie no calor da crise, nesse momento você pode sentar-se ao lado da
criança e esperar até que as coisas se acalmem, pode tentar abraçá-la,
mesmo que ela não aceite bem o seu afeto, isso demonstra que ela pode
esperar compreensão e amor.
Lembre-se que isso é uma fase e vai passar.
O que fazer quando a criança vai para a escolinha e está na fase da crise?
Geralmente,
a crise dos dois anos de idade acontece na mesma época que a criança
vai começar a frequentar a escolinha.
Os pais, claro, temem problemas de
socialização e agressões aos amiguinhos.
Na verdade, frequentar a
escolinha nesse período difícil não é um problema.
Ali, ela terá a
oportunidade de conviver com outras crianças e aprender a interagir,
ceder, dividir, o que pode fazer com que passe mais rapidamente pela
fase.
Como nessa idade a criança ainda não tem maturidade para
conviver em grupo e pensa ser o centro do mundo, no início a convivência
em grupo será difícil e provavelmente haverá brigas pelo mesmo
brinquedo, conflito e muito choro.
Nesse momento, a intermediação dos
professores deve ser rápida e não negociável.
A escola pode ajudar tendo
respeito à individualidade de cada criança e ter regras bem claras, sem
contradições.
Existe alguma causa?
A causa para esse período é simplesmente
o próprio desenvolvimento natural da criança.
A fase dos 2 anos de
idade é um período de grandes mudanças para ela.
Até então, o pequeno
seguia os modelos e as decisões dos pais.
Gradualmente, ele passa a se
perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e isso gera
uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si.
Sem
dúvida, isso acaba gerando uma grande resistência em seguir os pedidos
dos pais.
Não é exatamente uma ação consciente da criança, mas uma
tentativa de atender a esse desejo interior, a essa descoberta de si
como um ser independente dos pais.
No entanto, ao mesmo tempo em que ela
quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo,
dado que ainda não tem maturidade suficiente.
Ela discorda até dela
mesma!
Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela
responderá: “Macarrão”.
Mas, quando você chega com o prato de comida,
ela diz: “Eu não quero!”
Suponha que você está com pressa para ir a
algum lugar.
Seu filho está de ótimo humor até você dizer: “Preciso que
você entre no carro agora”. Ele fará tudo, menos atender à sua
solicitação.
É uma fase difícil para os pais e também para as crianças.
É
uma experiência intensa emocionalmente e repleta de conflitos, pois, ao
mesmo tempo em que a criança busca essa identidade, ela não quer
desagradar seus pais – por mais que isso não pareça possível.
Como agir quando a criança se joga no chão e grita num lugar público?
Primeiramente, descarte palmadas, tapas,
puxões de orelha ou qualquer outro comportamento agressivo para tentar
conter uma birra.
Antes de sair, converse com o seu filho e o
contextualize sobre o passeio.
Diga como espera que ele aja, o que ele
poderá fazer ou não etc.
E conte as consequências para o seu mau
comportamento.
Jamais ceda às manipulações, como choros, pedidos de
ajuda e reclamação de possíveis desconfortos.
Opte por disciplinar a criança após a birra, que é o momento em que
ela está colocando para fora sua frustração e seu descontentamento.
Após
ela parar de fazer a birra, você se abaixa para conversar.
É sempre
muito importante que a criança compreenda o que fez e o porquê de sua
ação.
Evite dar broncas e repreender seu filho na frente de outras
pessoas para que ele não se sinta constrangido e você também.
Uma dica
bacana para mudar o foco da birra é chamar a atenção da criança para
outra situação.
Mostre um objeto ou comece a falar de outro assunto.
Ignorar a birra costuma dar ótimos resultados.
Em lugares públicos, se a
birra persistir e você estiver se sentindo constrangida, tire o seu
filho do ambiente sem demonstrar irritação e sem conversar.
Sua atitude
mostrará desaprovação.
O que fazer quando o pequeno bate nas pessoas quando é contrariado?
Esse “bater” normalmente é a expressão
do seu descontentamento, o que, no caso, não é aceitável.
É importante
ressaltar que as crianças, assim como nós, adultos, também ficam bravas,
tristes, frustradas e chateadas – isso é natural do ser humano.
Ao
longo da vida, ela vai se deparar com diversas situações que despertarão
esses sentimentos nelas e a infância é a melhor fase para aprender a
lidar com esses sentimentos inevitáveis.
Assim, se quiserem contribuir
de modo positivo com o desenvolvimento emocional e psicológico dos
pequenos, os pais devem parar de tentar poupá-los de situações
frustrantes e passar a explicar esses sentimentos, apontando caminhos
para que consigam lidar com eles.
A criança não nasce sabendo a lidar
com seus sentimentos, ela testa suas ações e vai construindo seus modos
de agir.
Quando ela bate em alguém, imediatamente
deve ser contida e, em seguida, os pais devem abaixar-se na altura da
criança, olhar fixo em seus olhos e com voz firme conversar , dizendo
que entendem que o pequeno esteja bravo, mas que sua atitude é
inaceitável.
Explique que, se aquilo voltar a acontecer, haverá
consequências negativas para ela, citando quais serão.
Lembre-se de que
essas consequências deverão ser algo possível de ser feito porque, se a
criança repetir o comportamento desaprovado, você deverá cumprir o que
falou.
E quando a criança bate com a cabeça na parede ou faz coisas para se machucar porque ouviu um “não”?
Em geral, as crianças recorrem a esse
tipo de autoagressão como mais uma tentativa de conseguir a atenção dos
adultos e, quase sempre, conseguem porque descobrem que esse
comportamento provoca comoção nos pais.
Por mais que possam se
preocupar, os pais devem manter a ideia de que “sem plateia não há
show”.
O ideal é conter a ação da criança sem dar atenção ou demonstrar
comoção pela atitude.
Você pode, por exemplo, colocar um travesseiro ou
uma almofada embaixo da cabeça dele e sair de perto, ou tire o pequeno
do local onde está sem conversar e coloque-o em um ambiente mais seguro.
Sem conseguir chamar sua atenção com a autoagressão, a criança vai
buscar outras possibilidades, como apagar e acender a luz, ligar e
desligar equipamentos eletrônicos etc.
Só fique atenta para a
possibilidade de esse comportamento estar refletindo algum problema
emocional que, aí sim, merece a atenção dos pais.
Se a criança começar a apresentar
comportamentos autodestrutivos frequentemente em situações cotidianas,
como se arranhar, bater em sua própria cabeça e puxar os cabelos, vale a
pena consultar um especialista porque isso pode indicar uma tentativa
da criança de evitar o contato com algo que esteja lhe causando
angústia.
Como agir quando se está em público?
Não deixe que a opinião de pessoas
desconhecidas lhe afete.
Ignore os olhares de reprovação, ou aqueles que
dizem: “ah, se fosse meu filho…”.
Você conhece sua criança e deve
buscar o que é melhor para ela.
Leia, busque informações sobre esta
etapa, converse com quem tem filhos nesta idade, procure quem possa
ajudar, crie sua técnica e adote um mantra: “é normal e vai passar, é só
manter a calma.”
Cuidado!
Por mais difícil e irritante que esta
fase seja, saiba que ela passa e que a criança precisa de compreensão.
Portanto, evite sempre os castigos físicos, os tapas, beliscões e afins.
Queremos que a criança entenda que a violência não é um comportamento
aceitável, então, não podemos resolver a situação da mesma forma que
ela.
Explique e negocie sempre.
Se você estiver perdendo o controle,
respire fundo e afaste-se.
Quando se sentir melhor, chame a criança e
converse.
Mas nunca deixe uma crise sem resposta, ou a criança vai se
acostumar a não ter consequências para seus atos.