sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Aprendizados!!



Bem nos dias em que a Mariana ficou doente essa frase caiu no meu colo:

"Na vida, temos que aceitar os dias bons junto com os maus.
Dias bons nos dão alegria.
Dias maus nos dão experiência.
Ambos são essenciais para nossa máxima plenitude."

(Yehuda Berg)

Achei interessante mas logo pensei que esses "dias maus" não precisavam ser com filho doente!!
Mas de fato, como mãe aprendi algumas coisas nesses últimos dias, coisas de todos os tipos, aliás, aprendi, cansei, sofri, me angustiei, me preocupei, chorei, rezei!!

 Aprendi que não se medica febre baixa pois ela é um alerta do corpo, é preciso deixar pra ver aonde isso vai dar, se vai passar ou aumentar!!

Aprendi que essa febre baixa, que é a entre  37,1° e 38,4°, também é chamada de "febrícula"!!


Aprendi que em um quadro febril vale muito cuidar as reações, a disposição da criança, pode ser mais preocupante uma febrícula em bebê que está murchinho do que febre alta em bebê ativo!!

Aprendi a verificar se bolinhas que saem no corpo são perigosas ou inofensivas!!

Aprendi que temperatura muito baixa pode ser tão perigosa quanto a muito alta!!

Aprendi que uma criança não pode ficar mais do que 3 dias com febre, nesse caso é hora de procurar socorro médico!!

Aprendi, ao menos um pouquinho, como agir em caso de hipotermia!!

Aprendi quais são e os endereços dos principais "socorros" para urgência e emergência aqui de Floripa (Arco-Iris, Unimed, Sta Luzia, Hospital Infantil)

Aprendi que no desespero a gente liga sim pra pediatra a meia noite, esquecendo que poderá acordá-la, incomodá-la...

Aprendi que apesar do exame de urina feito por sonda ser mais invasivo possui resultados mais seguros!!

Aprendi que as vezes os termômetros nos enlouquecem, que resultados diferentes são dados dependendo da parte do corpo em que o aparelho é colocado, e que qualquer número depois do ponto pode fazer muita diferença!!

Aprendi a importância de dar antibióticos na hora certa, um atraso diminui sua concentração no sangue dando a oportunidade das bactérias se multiplicarem neste tempo.
E também que as bactérias podem tornar-se resistentes à ele caso a dose diária tomada for abaixo daquela prescrita pelo médico. 

Aprendi que as vezes nem os médicos sabem ao certo o que nossos filhos tem, mas que no final das contas só queremos que fiquem bem!!

Aprendi que um filho pode ter infecção urinária apesar de todos os cuidados "possíveis" tomados !!

Aprendi que intuição de mãe existe mesmo!!

E ainda ontem, ao tentar vacinar a Mariana contra a Hepatite A, aprendi que depois de já ter terminado o antibiótico é bom esperar 1 semana pra dar a vacina, pelo fato da imunidade estar mais baixa!!

Aprendi, ou melhor, confirmei o que eu já sabia: 
um filho saudável é algo que não tem preço!!!





Infância não é carreira e filho não é troféu!!



Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. 
Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. 
E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso. 
O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? 
Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.
Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffngton Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. 
Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100, Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.

Veja alguns exemplos abaixo:
  • Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
  • Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
  • Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
  • Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
  • Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
  • Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
  • Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
  • Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.
E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. 
A lista do que os pais devem saber:
  • Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
  • Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
  • Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  • Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
  • Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.
Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?
Muito menos do que pensamos e muito mais!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Hipotermia!


Vou copiar uma parte do que escrevi recentemente na postagem "Doente pela 1ª vez":

"As 11h estávamos nos arrumando pra cair na cama e a Mariana acordou, ao pegar nela me assustei um pouco, estava gelada demais pra quem estava com febre até poucas horas!! Medimos a temperatura e estava em 34°!! Pedi pro Dani ligar o computador e dar uma pesquisada sobre o assunto pra termos uma ideia do que poderia estar acontecendo!! Ela estava com hipotermia, deveríamos aquecer ela, com cobertas ou bebidas quentes, tínhamos que fazer subir pros 35°!! A suspeita de ter ocasionado tal queda de temperatura foi a dipirona que ela tomou no plantão!! Pedi pro Dani ligar pra pediatra e apesar de ser meia noite ela atendeu, a orientação principal era essa, de aquecer ela!! Ficamos até as 3h ao redor dela, hora em que a temperatura subiu pros 35 e pouco, então o Daniel foi pra outra cama e ela ficou comigo, rolou a noite toda, agitada, suada e friazinha ao mesmo tempo!!"

Primeiramente quero comentar que a temperatura da Mariana começou a cair após ela ter tomado Dipirona pela 1ª vez, e esse pode ser um efeito colateral desse remédio, conforme sua própria bula descreve!!
Mas embora naquele momento tenhamos culpado a Dipirona já não sabemos mais se de fato foi ela a causadora da hipotermia dela, já que em outros dias o mesmo continuou acontecendo sem que ela tomasse o medicamento.
Mas eu é que não vou pagar pra ver, enquanto eu tiver opções de medicamentos, Dipirona nunca mais!!
Escrevo essa postagem pensando nas mamães que talvez como eu sempre se preocupavam com a febre de seus bebês mas jamais com uma hipotermia!!
Pois é, depois da Mariana passar 3 dias com febre foram então 5 noites com hipotermia!!


Confesso ainda, eu nunca havia lido sobre hipotermia em bebês e nem ouvido alguma história sobre isso, sim, pois nesse mundo mãe a gente ouve de tudo um pouco, mas sobre hipotermia eu ainda não!!
A gente cresce ouvindo falar sobre febre, mas não sobre hipotermia!!
Sabia sim o que era mas é aquele assunto que passa batido, você acha que só as vítimas do Titanic morreram de hipotermia!!
Gente, tenho até hoje no mural da Mariana, que fica no quarto dela, fixado um rascunho feito pela pediatra na consulta que fiz antes dela nascer, 10 dias antes, e lá está anotado, é lembrete:
"36° a 37° -  normal
37,1º a 38,4° - febre baixa
acima de 38,5° - febre alta"
Ou seja, e abaixo de 36°??
Pode acontecer?
O que faço se acontecer?
Ela não me falou, eu nunca perguntei, eu nunca me dei conta, sei lá, é coisa de mãe de primeira viagem, é coisa que a gente passa mesmo sem saber até acontecer!!
Era ausência completa de informação na minha cabeça!
Graças a Deus antes da ignorância existe um tal de "instinto maternal" que diz "algo não está bem, tem alguma coisa errada"
O que me angustiou diante desse quadro é não ter um remédio que fizesse a temperatura subir, e talvez até tenha, mas o que me refiro é que não é como febre que você da um Tylenol (de preferência) e a febre baixa, ou deve baixar, em algum tempo!!
Na 1ª noite fiquei com a Mariana no meu colo por umas 2h, não sei bem, ela enrolada num edredom e nada de esquentar, enquanto eu suava em virtude dos mais de 30° da temperatura ambiente, aí ela esquentava um pouquinho, ganhava temperatura, mas transpirava muito, a cabeça escorria, encharcava o body, voltava para os 34° e pouco
As 4 noites seguintes foram parecidas, uma delas no pronto socorro da Unimed!!
Que sufôco!!

Bom, depois do ocorrido fui pesquisar sobre o tema, e dai que não achei as explicações que eu esperava, de modo geral fala-se muito da hipotermia em recém nascido e da principal causa que é a exposição ao frio.
A Mariana até ficou exposta ao frio do gelado ar condicionado do Laboratório Santa Luzia, e foi quando a temperatura começou a cair, então penso que isso até pode ter colaborado com o primeiro dia do quadro, mas não justifica as baixas temperaturas dos outros dias!!
Enfim, aí vai alguma coisa sobre o assunto:




Sinais de risco

Identificar os sinais da hipotermia às vezes é uma tarefa difícil, pois os seus sintomas nem sempre são encarados como um real problema. 
Os sinais são os seguintes:
  • Extremidades frias
  • Brilho vermelho no rosto do bebê, que geralmente é confundido com sinal de boa saúde
  • Apatia
  • Recusar comida
  • Calafrios
  • Crianças alérgicas são sujeitas à hipotermia, sobretudo na primeira hora de sono
O que provoca a hipotermia
A hipotermia começa quando a temperatura do corpo cai do nível normal, que são 37°C, para abaixo de 35°C. 
Geralmente, a causa de hipotermia entre os bebês é a baixa temperatura do quarto durante a noite. 
Os bebês prematuros e os que estão com alguma doença são mais suscetíveis a sofrerem com este "mal do frio". 

O que fazer
Caso seu filho apresente esses sinais, procure sentir a temperatura de sua pele. 
Se realmente ele estiver com hipotermia, a pele estará mais fria do que o normal. 
É necessário agir imediatamente para que o estado da criança não piore.
  • Envolva o bebê num cobertor ou manta, de modo que sua cabeça permaneça descoberta.
  • Banho quente.
  • Aqueça o quarto, fechando portas e janelas. Caso não seja possível, leve-o para um cômodo mais quente.
  • Uma ou mais colheres de chá, com bebidas quentes e doces.
  • Não massageie os membros da criança, pois servirá para deslocar sangue dos órgãos vitais.
  • Fricções com álcool canforado


A hipotermia é a descida da temperatura corporal abaixo dos limites normais, ou seja, abaixo dos 35 graus. 
Pode ser consequência da exposição a temperaturas frias durante um tempo prolongado, quer seja na água, num ambiente frio, etc.

Os mais propensos a padecer deste problema são os bebês, pois a capacidade do seu organismo para regular a temperatura ainda não está totalmente desenvolvida.
No caso das crianças, em algumas ocasiões, são os próprios pais ou mães que lhes provocam a hipotermia. 
 Muitos são os que, de forma errônea, quando o pequeno tem febre tratam de baixar-lhes a temperatura expondo as crianças a focos de ar intensos ou dando-lhes um banho de água fria. 
Nestes casos, a criança pode chegar a sofrer um choque por termo regulação – alteração brusca de temperatura.

Como detectá-la?
Os sintomas da hipotermia podem ser muito variados segundo a gravidade: Tremores, extremidades frias, respiração e pulso lentos, dificuldade de atenção, rigidez muscular, confusão, sonolência … podem ser os mais habituais.
Nos bebês temos que centrar a nossa atenção na pele para ver se esta está fria, se estão mais calados ou menos atentos ou se lhes falta o apetite.

Como preveni-la?
Temos de evitar ambientes frios. 
Se isto não é possível, devemos abrigar bem a criança, com várias capas finas de roupa não demasiado justa, já que pode impedir a circulação.
 É muito importante cobrir a cabeça do bebê – cerca de 20% da temperatura corporal pode perder-se por esta parte do corpo.
Também devemos lembrar-nos de que as crianças comem e bebem regularmente, já que a ingestão de alimentos e líquidos lhes proporcionará energia mantendo-os quentes.
O que devemos fazer se isto acontecer?
Se suspeitar de hipotermia no seu filho, deve tirar-lhe a temperatura com precisão em intervalos frequentes.
Esta medição deve ser realizada no reto ou na axila.
 A temperatura axilar é pouco confiável, já que o valor registrado dependerá da umidade da pele, do tempo da tomada da temperatura, etc. Além disso, temos de ter em conta que existem crianças com temperaturas axilares abaixo dos 36 graus, consideradas hipotermias fisiológicas.
Outra nota importante a ter em conta é que as crianças não têm a mesma temperatura nas 24 horas do dia, sendo que devem registrar as temperaturas máximas durante o dia e as mínimas durante a noite.
Não obstante, toda a temperatura registrada abaixo dos 35 graus deve ser avaliada por um médico. 

Até que isso aconteça devemos:
  • Aumentar a temperatura corporal da criança começando pela parte central do corpo (peito, face, pescoço, etc.). Para isso utilize mantas ou roupas quentes. Em último caso utilize o seu próprio corpo para aquecer a criança.
  • Se a hipotermia é devido à imersão em água fria, retire imediatamente a criança da água e envolva-a em toalhas ou roupas quentes.
  • Mantenha quente a temperatura da habitação onde a criança está.
  • Se está consciente, dê-lhe doces e bebidas quentes, evitando a cafeína, já que o seu poder diurético contribuirá para a perda de líquidos.
Pediatra: Dr. Alexandre Dias


 https://www.minhasaudeonline.com.br/br/artigo/58/100261/entendendo-a-hipotermia 

Graduação da hipotermia

Leve: Temperatura entre 32,2 e 35º C. 

Caracterizada por calafrios, diminuição do calibre dos vasos sanguíneos na pele e nas extremidades, aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória. 
Se não tratada, pode gerar apatia, desorientação, irritabilidade, diurese (micção) e desidratação.

Moderado: A temperatura interna entre 28 e 32,2º C.

 Diminuição da frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial,  diminuição dos reflexos e nível de consciência, alucinações, pupilas dilatadas, tremores e no coração podem causar arritmias atriais.

Severo: Temperatura abaixo de 28º C. 

Respiração deprimida e atleta não reativo à estímulos externos e no coração assistolia ou arritmias ventriculares complexas.

 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Infecção urinária!!

Recentemente fiz uma postagem contando dos dias em que a Mariana ficou doentinha, pois é, infecção urinária!!
A princípio foi só isso mas não está descartada a possibilidade de uma virose "aproveitadora"!!
Hoje é o último dia do antibiótico dela e felizmente há 4 noite que dorme sem que a temperatura caia muito!
Eu continuo monitorando, medindo 2 ou 3 vezes por noite, depois que ela dorme, até porque quero entender como é a temperatura do corpo dela, já que uma coisa que sempre me chamou a atenção foi que mesmo em dias quentes ela tem os braços frescos, seguido fico em dúvida se visto manga ou não pra ela dormir, já que enquanto isso a cabeça está suando!!
Nessas últimas noites até chegou a acontecer picos um pouco mais baixos, de 35,5 e 35,6 mas em geral tudo bem!!
Bom, mas diante desse quadro lembrei de uma postagem que eu havia feito há 1 ano e meio mais ou menos, quando estava grávida dela, sobre infecção urinária!!

 
 
Segue o link abaixo caso mamães queiram espiar:

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Doente pela 1ª vez!!

Gente, aqui está uma longa postagem, de uma longa semana e de noites mais longas ainda!!!
Na 4ª feira da semana passada, dia 09, no final do dia, percebi que a Mariana estava mais quentinha, o que me chamou a atenção foram as mãos dela que ao me tocar passavam um calor que nunca havia sentido antes!!
Comentei com o Daniel que a princípio não achou anormal, era um dia bem quente, lembrou ele a essa mãe que em tantas outras vezes chamou ele pra por a mão na cabeça da Mariana perguntando se não achava que ela estava quentinha, mas ele sempre me acalmava, até então todas as outras vezes não era febre, a primeira febre da Mariana, com 1 ano e 2 meses,  estava por começar!
Falo da primeira febre de verdade, a que passa dos 38,5°, pois até então ela só teve uma febrícula, que foi numa das vacinas!!
Bom, resolvi medir a temperatura pois continuava achando estranha aquelas mãozinhas tão quentes, passava dos 37,1°, e a medicamos com Tylenol.
6 horas depois não havia baixado e repetimos a dose!!!



Na 5ª feira a temperatura estava mais amena, mas ela ainda estava sob o enfeito do remédio.
Nossa dúvida estava em levar ou não pra pediatra ver ela, aliás, levar pra clínica e tentar um encaixe.
Ainda na dúvida levamos ela pro banho e foi quando vi no pé dela uma mancha vermelha cheia de bolinhas brancas, que susto, parecia picada de algum bicho, bom, aí não teve dúvida, levamos em seguida pra clínica!!
Esperamos 1hora mais ou menos pois conseguimos um encaixe, e nesse tempo a vermelhidão do pé havia sumido, poxa, pensei eu, a médica vai achar que sou daquelas mães apavoradas que a qualquer sinal saem como loucas a procura de um médico!!
Mas a temperatura parecia subir e a Mariana ficando um pouco caidinha!!



Na consulta a dra mediu 38,5°, febre alta pela 1ª vez!!!
Clinicamente ela estava bem, nada na garganta, nada no ouvido e nariz, nada nos pulmões!!
A orientação então foi monitorar a febre, sendo que ela não poderia ficar febril por mais de 3 dias, então o limite pra isso seria o sábado de tardinha!!
A Dra receitou também uma homeopatia que ajudaria no quadro febril.
No final do dia a mancha no pé voltou!!

 

A 5ª e a 6ª feira foram parecidas, febre subindo e descendo e ela sendo medicada. 


Por 2 vezes chegou aos 39° mas também não baixava dos 37°.
A 2ª mancha do pé sumiu e apareceu uma menor no braço.

No sábado de manhã e de tarde a situação seguia parecida.
E algumas bolinhas começaram a aparecer no rosto dela, que a princípio não nos preocuparam pois a Dra Renata nos ensinou como verificar se essas bolinhas podem ser preocupantes ou não!!
Mas ao final da tarde do sábado fechava os 3 dias em que ela estava com febre e a levamos pra Arco-Iris, clínica pediátrica que tem plantão.
A pediatra de plantão também não constatou nada clinicamente e mediu a temperatura, que estava nos 38,5.
Havia horas que não subia pra uma febre alta!!
Além de pedir um exame de urina ela receitou Dipirona, que pela opinião dela é mais eficaz e segura a febre por mais tempo. 



A Mariana tomou uma dose lá mesmo na clínica e já seguimos pro centro, fomos no Santa Luzia, laboratório 24h indicado pela clínica que fica  no Baía Sul, pra já fazer o exame de urina.
Chegamos lá as 18:30 e saímos as 9:00 pois a Mariana só fez xixi no 3º coletor, e aos 48 do 2º tempo, pois 5 minutos antes do prazo de tirar o coletor ela não havia feito nada, resolvemos deixar mais 5 minutinhos e nesse tempo ela fez, o que pode ter sido pelo fato dela ter se assustado com um balão que estourou quando ela estava brincando ou pelas massagens que o papai fez nela!!


Mas o fato é que nesse laboratório o ar condicionado estava mais pra freezer do que outra coisa, muito gelado mesmo!!
O dia estava muito quente e a Mariana estava com uma roupa bem fresquinha, mas lá resolvi trocar e vestí-la com uma calça e body meia manga que eu havia levado.
Mas o que me chamou a atenção foi que lá pelas 8h sai com ela do laboratório pois já estava difícil distraí-la, fiquei passeando do lado de fora do prédio, onde fazia muito calor, e mesmo assim a Mariana estava geladinha, até comentei com o Daniel umas 2 vezes sobre isso.
As 9:30 chegamos em casa, felizes pelo fato de que ela fez o xixi e que o exame de urina estava encaminhado.
Fomos medir a temperatura dela e estava com 36°!!
Nossa, ficamos felizes novamente com a temperatura baixa que se sucedeu a febre.
Coloquei ela na cama mas me chamou a atenção os braços tão gelados, comentei com o Daniel, que mais uma vez me acalmou, achava que não precisávamos nos preocupar!!
As 11h estávamos nos arrumando pra cair na cama e a Mariana acordou, ao pegar nela me assustei um pouco, estava gelada demais pra quem estava com febre até poucas horas!!
Medimos a temperatura e estava em 34°!!
Pedi pro Dani ligar o computador e dar uma pesquisada sobre o assunto pra termos uma ideia do que poderia estar acontecendo!!
Ela estava com hipotermia, deveríamos aquecer ela, com cobertas ou bebidas quentes, tínhamos que fazer subir pros 35°!!
A suspeita de ter ocasionado tal queda de temperatura foi a dipirona que ela tomou no plantão!!
Mas estava demorando pra subir, comecei a ficar nervosa e até a minha pressão baixou (que mãe banana tem a Mariana!!).
Pedi pro Dani ligar pra pediatra e apesar de ser meia noite ela atendeu, a orientação principal era essa, de aquecer ela!!
Ficamos até as 3h ao redor dela, hora em que a temperatura subiu pros 35 e pouco, então o Daniel foi pra outra cama e ela ficou comigo, rolou a noite toda, agitada, suada e friazinha ao mesmo tempo!!

Ao longo do domingo a temperatura ficou normal, não foi preciso medicá-la, mas ela estava enjoadinha, choramingava, hora brincava, mas em seguida já queria colo, ahh sim o colo, muito colo, meus braços estavam muito doloridos!! 
E as vezes ela se contorcia parecendo sentir dor, por isso demos novamente tylenol.
Ao meio dia algumas manchas/bolinhas vermelhas começaram a aparecer no rosto dela, que até o final do dia se espalharam pelo corpo.



Mas a noite chegou, ela adormeceu e novamente a temperatura voltou a cair abaixo dos 35°.
Tentamos contato com a pediatra mas não conseguimos, então a levamos para o pronto-atendimento da Unimed do centro.
Domingo de noite, 22h, chovia muito e dava peninha de tirar ela da cama, mas era necessário!!
Na consulta o médico disse que as manchas não eram "importantes" (adoram essa expressão) e que não poderia tirar qualquer conclusão, então pediu exame de sangue!!


Dessa vez nossa pitoca não passou sem chorar, as condições não permitiam, que dozinho!!
Isso foi por volta das 23:30 e deveríamos esperar 3h pro exame ficar pronto.
Enquanto isso a Mariana foi super enrolada em um cobertor de lã pra que a temperatura subisse!!
Não foi nada fácil manter ela nessa situação, ficou super irritada por estar enrolada, sem contar que nessa hora sempre está dormindo!!
Quem levou um suador fui eu, e o chato foi que apenas um acompanhante podia ficar com ela, ou seja, o Dani ficou do lado de fora!!
Era quase 1h quando ela pegou no sono e as demais crianças da sala receberam alta, então pedi pra enfermeira deixar o Daniel entrar.
E felizmente a 1:15 o exame ficou pronto e fomos conversar com a médica.
O exame de sangue deu alterações que indicavam a possibilidade de uma virose, sem contar das manchas que poderiam ser também indicativo de uma virose.
Graças a Deus nada mais sério nesse exame, confesso que nessas horas o coração fica apertado e angustiado torcendo pra que não seja nada "pior"!!
Quanto aos exames de urina só tínhamos em mãos o parcial, pois o de cultura, que é o que de fato mostraria uma infecção, ficaria pronto em 2 dias.
O parcial mostrava um indicativo de infecção mas ao mesmo tempo como ele foi feito com saco coletor é pouco confiável pelas chances de contaminação.
Assim a médica nos deu 2 opções:
- começar a tomar antibiótico pelo indicativo de uma infecção, ou,
- fazer novo exame de urina, esse com sonda, pra ter um resultado mais seguro.
Ela opinou que seria melhor fazer o exame mas minha vontade (a tal intuição de mãe, que descobri, existe sim!!) era de começar a tratar. 
Não me animava a ideia de fazer um exame invasivo na Mariana as 2h da madrugada em que ela dormia bem, sendo que de qualquer forma o de cultura demoraria mais 2 dias. Se todos saísse na hora tudo bem, mas seria só pelo parcial, pra tirar a dúvida do saco coletor, digamos assim!!
Claro que eu queria fazer o melhor, independentemente do que fosse, mas nem a médica tinha certeza.
Então sentindo minha vontade e por alguns outros indicativos do exame de urina ela resolveu receitar um antibiótico.
Já paramos numa farmácia de plantão e compramos, chegamos em casa as 2:30 da madruga e já demos a 1ª dose.


Na 2ª feira foi o dia que achei ela mais abatida, estava toda molezinha, não saia do colo por nada, fez 5 cochilos ao longo do dia, choramingava e a temperatura ficou na casa dos 35°, o que deveria ser entre 36º e 37°.
Por volta das 19 horas saiu o resultado do exame de urina, era mesmo a danada da infecção urinária!!!


Até conseguirmos falar com a pediatra já eram 21h, e então após o Daniel descrever o exame pra ela acabou pedindo pra trocarmos de antibiótico.
Enquanto o Daniel saiu pra pegar a receita e comprar o novo antiniótico (e precisou passar em 4 farmácias!!) eu fiquei com ela, já enrolada em mantinhas de lã e brigando muito pela situação!!
Ela gelada e eu suando em função das mantinhas, da briga dela no meu colo e dos mais de 30° de temperatura ambiente!!
Foi mais uma noitada daquelas, cobre, descobre, sua, esfria, troca de roupas, esquenta, dorme pouco, mede a temperatura...ahh a temperatura, essa foi medida incontáveis vezes, de noite e de dia!!

Na 3ª feira ao longo do dia ela apresentou uma considerável melhora de comportamento, eu já recebia alguns sorrisinhos e ela já estava mais animada.
Pela manhã a temperatura ficou mais próximo dos 37º mas de tarde já caiu pra próximo dos 36°.
E a noite ... se repetiam os fatos, 1h mais ou menos depois de pegar no sono a temperatura ia caindo, até chegar nos 34,8.
Além de cobrir ela já mandei mensagem pra pediatra, queria saber o que fazer!!
Depois liguei pra ela que tentou me tranquilizar, apesar dela também estar preocupada!!
Mas a ordem era aquecer, aquecer e aquecer a Mariana!!
Disse que não precisávamos tirar ela da cama e sairmos desesperados pro hospital, mas que a temperatura deveria ficar acima de 35,5°, o ideal seria 35,7, 35,8°. 
Disse ainda que fazermos plantãozinho com ela era necessário!!
E aí veio outra noitada daquelas, mais angustiante ainda pois tínhamos que manter a temperatura acima dos 35,5!!
As vezes caia, as vezes subia, na verdade demorava pra subir mas despencava!!!
Eu com medo de dormir demais, de apagar diante do cansaço tinha o relógio que despertava de hora em hora!!
Ah sim, a médica comentou também que ela não descartava a ideia de uma virose, tanto pelas manchas que ela tinha no corpo como pelos exames e sintomas.

Na 4ª feira, (ufa, já fechava uma semana desde que tudo começou)
ela teve um bom dia, animada, comeu relativamente bem, brincou e as manchas diminuíram bastante!!
A temperatura ficou o dia todo na casa dos 36°
Mas a noite ... a mesmo história se repetia!!

Ontem, 5ª feira, também passou bem o dia, nem parecia doente!!
A temperatura também estava normal!!
As manchas desapareceram!!
Mas a noite se aproximava e eu já ia ficando angustiada e comentei com o Daniel que se baixasse novamente iríamos pro Hospital Infantil!!
Ufa, não foi necessário!!!
Graças a Deus dormiu bem, teve sim uma leve queda mas não baixou dos 35,5º.
Acordou até mais cedo hoje, feliz da vida, pulando por cima da mamãe  que mal conseguia abrir o olhos e segurar ela por uma perna pra que não caísse da cama, já que e todos esses dias dormiu comigo na nossa cama!!
E segue bem ao longo do dia, e assim espero que seja essa próxima noite!!
Só quem já teve um filho doente nos braços pra saber a angustia que é!!
E que eu possa voltar aqui só pra contar coisas boas e sapequices dela!!!