terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Hipotermia!


Vou copiar uma parte do que escrevi recentemente na postagem "Doente pela 1ª vez":

"As 11h estávamos nos arrumando pra cair na cama e a Mariana acordou, ao pegar nela me assustei um pouco, estava gelada demais pra quem estava com febre até poucas horas!! Medimos a temperatura e estava em 34°!! Pedi pro Dani ligar o computador e dar uma pesquisada sobre o assunto pra termos uma ideia do que poderia estar acontecendo!! Ela estava com hipotermia, deveríamos aquecer ela, com cobertas ou bebidas quentes, tínhamos que fazer subir pros 35°!! A suspeita de ter ocasionado tal queda de temperatura foi a dipirona que ela tomou no plantão!! Pedi pro Dani ligar pra pediatra e apesar de ser meia noite ela atendeu, a orientação principal era essa, de aquecer ela!! Ficamos até as 3h ao redor dela, hora em que a temperatura subiu pros 35 e pouco, então o Daniel foi pra outra cama e ela ficou comigo, rolou a noite toda, agitada, suada e friazinha ao mesmo tempo!!"

Primeiramente quero comentar que a temperatura da Mariana começou a cair após ela ter tomado Dipirona pela 1ª vez, e esse pode ser um efeito colateral desse remédio, conforme sua própria bula descreve!!
Mas embora naquele momento tenhamos culpado a Dipirona já não sabemos mais se de fato foi ela a causadora da hipotermia dela, já que em outros dias o mesmo continuou acontecendo sem que ela tomasse o medicamento.
Mas eu é que não vou pagar pra ver, enquanto eu tiver opções de medicamentos, Dipirona nunca mais!!
Escrevo essa postagem pensando nas mamães que talvez como eu sempre se preocupavam com a febre de seus bebês mas jamais com uma hipotermia!!
Pois é, depois da Mariana passar 3 dias com febre foram então 5 noites com hipotermia!!


Confesso ainda, eu nunca havia lido sobre hipotermia em bebês e nem ouvido alguma história sobre isso, sim, pois nesse mundo mãe a gente ouve de tudo um pouco, mas sobre hipotermia eu ainda não!!
A gente cresce ouvindo falar sobre febre, mas não sobre hipotermia!!
Sabia sim o que era mas é aquele assunto que passa batido, você acha que só as vítimas do Titanic morreram de hipotermia!!
Gente, tenho até hoje no mural da Mariana, que fica no quarto dela, fixado um rascunho feito pela pediatra na consulta que fiz antes dela nascer, 10 dias antes, e lá está anotado, é lembrete:
"36° a 37° -  normal
37,1º a 38,4° - febre baixa
acima de 38,5° - febre alta"
Ou seja, e abaixo de 36°??
Pode acontecer?
O que faço se acontecer?
Ela não me falou, eu nunca perguntei, eu nunca me dei conta, sei lá, é coisa de mãe de primeira viagem, é coisa que a gente passa mesmo sem saber até acontecer!!
Era ausência completa de informação na minha cabeça!
Graças a Deus antes da ignorância existe um tal de "instinto maternal" que diz "algo não está bem, tem alguma coisa errada"
O que me angustiou diante desse quadro é não ter um remédio que fizesse a temperatura subir, e talvez até tenha, mas o que me refiro é que não é como febre que você da um Tylenol (de preferência) e a febre baixa, ou deve baixar, em algum tempo!!
Na 1ª noite fiquei com a Mariana no meu colo por umas 2h, não sei bem, ela enrolada num edredom e nada de esquentar, enquanto eu suava em virtude dos mais de 30° da temperatura ambiente, aí ela esquentava um pouquinho, ganhava temperatura, mas transpirava muito, a cabeça escorria, encharcava o body, voltava para os 34° e pouco
As 4 noites seguintes foram parecidas, uma delas no pronto socorro da Unimed!!
Que sufôco!!

Bom, depois do ocorrido fui pesquisar sobre o tema, e dai que não achei as explicações que eu esperava, de modo geral fala-se muito da hipotermia em recém nascido e da principal causa que é a exposição ao frio.
A Mariana até ficou exposta ao frio do gelado ar condicionado do Laboratório Santa Luzia, e foi quando a temperatura começou a cair, então penso que isso até pode ter colaborado com o primeiro dia do quadro, mas não justifica as baixas temperaturas dos outros dias!!
Enfim, aí vai alguma coisa sobre o assunto:




Sinais de risco

Identificar os sinais da hipotermia às vezes é uma tarefa difícil, pois os seus sintomas nem sempre são encarados como um real problema. 
Os sinais são os seguintes:
  • Extremidades frias
  • Brilho vermelho no rosto do bebê, que geralmente é confundido com sinal de boa saúde
  • Apatia
  • Recusar comida
  • Calafrios
  • Crianças alérgicas são sujeitas à hipotermia, sobretudo na primeira hora de sono
O que provoca a hipotermia
A hipotermia começa quando a temperatura do corpo cai do nível normal, que são 37°C, para abaixo de 35°C. 
Geralmente, a causa de hipotermia entre os bebês é a baixa temperatura do quarto durante a noite. 
Os bebês prematuros e os que estão com alguma doença são mais suscetíveis a sofrerem com este "mal do frio". 

O que fazer
Caso seu filho apresente esses sinais, procure sentir a temperatura de sua pele. 
Se realmente ele estiver com hipotermia, a pele estará mais fria do que o normal. 
É necessário agir imediatamente para que o estado da criança não piore.
  • Envolva o bebê num cobertor ou manta, de modo que sua cabeça permaneça descoberta.
  • Banho quente.
  • Aqueça o quarto, fechando portas e janelas. Caso não seja possível, leve-o para um cômodo mais quente.
  • Uma ou mais colheres de chá, com bebidas quentes e doces.
  • Não massageie os membros da criança, pois servirá para deslocar sangue dos órgãos vitais.
  • Fricções com álcool canforado


A hipotermia é a descida da temperatura corporal abaixo dos limites normais, ou seja, abaixo dos 35 graus. 
Pode ser consequência da exposição a temperaturas frias durante um tempo prolongado, quer seja na água, num ambiente frio, etc.

Os mais propensos a padecer deste problema são os bebês, pois a capacidade do seu organismo para regular a temperatura ainda não está totalmente desenvolvida.
No caso das crianças, em algumas ocasiões, são os próprios pais ou mães que lhes provocam a hipotermia. 
 Muitos são os que, de forma errônea, quando o pequeno tem febre tratam de baixar-lhes a temperatura expondo as crianças a focos de ar intensos ou dando-lhes um banho de água fria. 
Nestes casos, a criança pode chegar a sofrer um choque por termo regulação – alteração brusca de temperatura.

Como detectá-la?
Os sintomas da hipotermia podem ser muito variados segundo a gravidade: Tremores, extremidades frias, respiração e pulso lentos, dificuldade de atenção, rigidez muscular, confusão, sonolência … podem ser os mais habituais.
Nos bebês temos que centrar a nossa atenção na pele para ver se esta está fria, se estão mais calados ou menos atentos ou se lhes falta o apetite.

Como preveni-la?
Temos de evitar ambientes frios. 
Se isto não é possível, devemos abrigar bem a criança, com várias capas finas de roupa não demasiado justa, já que pode impedir a circulação.
 É muito importante cobrir a cabeça do bebê – cerca de 20% da temperatura corporal pode perder-se por esta parte do corpo.
Também devemos lembrar-nos de que as crianças comem e bebem regularmente, já que a ingestão de alimentos e líquidos lhes proporcionará energia mantendo-os quentes.
O que devemos fazer se isto acontecer?
Se suspeitar de hipotermia no seu filho, deve tirar-lhe a temperatura com precisão em intervalos frequentes.
Esta medição deve ser realizada no reto ou na axila.
 A temperatura axilar é pouco confiável, já que o valor registrado dependerá da umidade da pele, do tempo da tomada da temperatura, etc. Além disso, temos de ter em conta que existem crianças com temperaturas axilares abaixo dos 36 graus, consideradas hipotermias fisiológicas.
Outra nota importante a ter em conta é que as crianças não têm a mesma temperatura nas 24 horas do dia, sendo que devem registrar as temperaturas máximas durante o dia e as mínimas durante a noite.
Não obstante, toda a temperatura registrada abaixo dos 35 graus deve ser avaliada por um médico. 

Até que isso aconteça devemos:
  • Aumentar a temperatura corporal da criança começando pela parte central do corpo (peito, face, pescoço, etc.). Para isso utilize mantas ou roupas quentes. Em último caso utilize o seu próprio corpo para aquecer a criança.
  • Se a hipotermia é devido à imersão em água fria, retire imediatamente a criança da água e envolva-a em toalhas ou roupas quentes.
  • Mantenha quente a temperatura da habitação onde a criança está.
  • Se está consciente, dê-lhe doces e bebidas quentes, evitando a cafeína, já que o seu poder diurético contribuirá para a perda de líquidos.
Pediatra: Dr. Alexandre Dias


 https://www.minhasaudeonline.com.br/br/artigo/58/100261/entendendo-a-hipotermia 

Graduação da hipotermia

Leve: Temperatura entre 32,2 e 35º C. 

Caracterizada por calafrios, diminuição do calibre dos vasos sanguíneos na pele e nas extremidades, aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória. 
Se não tratada, pode gerar apatia, desorientação, irritabilidade, diurese (micção) e desidratação.

Moderado: A temperatura interna entre 28 e 32,2º C.

 Diminuição da frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial,  diminuição dos reflexos e nível de consciência, alucinações, pupilas dilatadas, tremores e no coração podem causar arritmias atriais.

Severo: Temperatura abaixo de 28º C. 

Respiração deprimida e atleta não reativo à estímulos externos e no coração assistolia ou arritmias ventriculares complexas.

 

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