segunda-feira, 29 de abril de 2013

Melancolia pós-parto ou blues puerperal

Mas por que tanta tristeza? 

Eu não devia estar nas nuvens?

O nascimento de um filho pode vir acompanhado de alegria e exaustão ao mesmo tempo. 
Pouco depois do parto muitas mulheres passam por um período de melancolia, tristeza e fortes alterações de humor, também conhecido como "blues puerperal".
É comum que as próprias mães não consigam captar direito o que está acontecendo em suas vidas, principalmente em um momento em que parecem ter realizado um sonho.
 Essa melancolia pós-parto está geralmente ligada a mudanças hormonais que acontecem 3 ou 4 dias depois do parto, quando os hormônios da gestação desaparecem e a produção de leite se inicia.
 Além disso, há um certo "anticlímax" físico e emocional que se segue ao parto, acompanhado da volta para a casa e de uma possível sensação de incerteza sobre o que vem pela frente.
Entre 60 a 80% das mulheres passam por isso pouco depois de dar à luz, e muitas delas se sentem exauridas, incapazes de dormir, ansiosas e com uma impressão de estarem "reféns" da situação.
 Pode haver também mudança no apetite (para mais ou para menos), irritabilidade, preocupação excessiva quanto ao papel de mãe e até uma sensação de que a maternidade nunca será prazerosa. 
Ou às vezes os motivos da tristeza são aparentemente "bobos", mas a consciência de que eles não são tão importantes assim não adianta nada para eliminar a vontade de chorar.


Quanto tempo o blues puerperal dura?

Todos esses sentimentos são normais durante as primeiras semanas após o nascimento de um bebê.
 Em alguns casos a tristeza persiste por mais tempo.
Lembre-se de que as responsabilidades que acompanham a chegada de um filho podem, de repente, parecer pesadas demais, e que para muitas mulheres a "ficha" da maternidade só cai de fato depois de alguns dias em casa com aquele novo serzinho.
Melancolia e tristeza não são doença, e se dissipam por conta própria, sem necessidade de tratamento específico. 
Bastam o apoio da família, de amigos, bastante descanso e o tempo -- normalmente a sensação vai embora em 2 ou 3 semanas.
O quadro muitas vezes é confundido com depressão pós parto devido à similaridade de alguns sintomas.
 Porém, se você tem histórico de depressão ou se há casos na sua família, a depressão pós-parto é uma possibilidade real.
Caso os sintomas sejam preocupantes -- tais como ideias suicidas ou incapacidade de cuidar de si mesma ou do bebê --, procure ajuda médica imediatamente, mesmo que seja do seu ginecologista ou até do pediatra do seu filho. 

 

Para os pais: como ajudar sua parceira

A melhor coisa a fazer é lembrar sua mulher de que o que ela está sentindo é absolutamente normal na fase pós-parto.
 É natural se sentir sobrecarregada, exausta e insegura com algo que é totalmente novo. 
Seja paciente e esteja disposto a ouvi-la. 
Deixe-a chorar à vontade. 
Ajude-a a estabelecer limites para atividades e até para visitas. 
Atenda o telefone, faça comida e deixe que ela descanse bastante e se mime o máximo possível.
Acima de tudo, demonstre seu apoio incondicional nesta fase. 
Isso fará uma enorme diferença.



10 surpresas depois dos filhos!


Por mais que você se prepare, não tem jeito: a vida como pai e mãe é sempre surpreendente.
Seu filho vai te desafiar, vai te fazer chorar -- de tristeza e de tanto rir --, e vai fazer você esquecer de tudo aquilo que precisava tanto fazer.

A vida que você tinha antes vai simplesmente desaparecer.
 E aí ele vai fazer surgir uma vida nova, muito mais complicada -- mas muito mais bonita.
É claro que para cada um a grande surpresa vai ser diferente. 

Mas o BabyCenter fez uma enquete com mães e pais e abaixo você vai ler os resultados. 
 

1. O relacionamento do casal muda

Vocês eram inseparáveis, faziam tudo juntos, estavam sempre namorando? Pois agora mal se falam se não for sobre o filho, vivem discutindo, e a preocupação tomou conta da vida de vocês.
Mesmo que seu filho tenha sido planejado com todo o amor do mundo, a relação de vocês fica afetada com a chegada dele. 

Segundo o psicólogo Sam Jinich, para 66% dos casais estáveis, o índice de satisfação com o relacionamento cai no primeiro ano com o bebê.
"Os conflitos aumentam drasticamente, a intimidade emocional e física despenca. É frequente que os dois se sintam ignorados, desprezados, solitários, incompreendidos", diz o psicólogo.
Os novos desafios também podem reforçar problemas do relacionamento que estavam guardados lá no fundo.
A boa notícia é que aquele amor tão legal entre vocês pode sim voltar. 

Um dos principais pontos é se comunicar -- dizer o que está sentindo, em vez de engolir a tristeza.
O trabalho braçal com a criança também vai diminuindo com o tempo, e vocês terão um pouco mais de espaço para planejar programas ou simplesmente ficar juntos, mesmo que seja em casa mesmo.
E, quando vocês se acostumarem com essa história de ser pai e mãe, pode ser que se amem mais ainda.

2. Cadê o tempo? Sumiu!

Uma chuveirada tranquila, ouvindo música, com direito a sessão de cuidados com a pele, virou um luxo. 
Quem tem tempo para isso? 
Você se arruma, organiza tudo para chegar ao pediatra na hora certa, mas quando vê já passaram mais de 15 minutos da hora da consulta e você ainda está longe.
Os meses de licença-maternidade passam e não sobra tempo para nada! 

E você tinha grandes ambições de organizar aquelas fotos ou fazer um monte de visitas e passeios.
No começo, lidar com as mamadas, sonecas, cólicas e fraldas ocupa todo o tempo livre. 

Depois, o caos diminui um pouco. 
Para conseguir fazer tudo, muitos recorrem a rotinas estruturadas (mesmo aqueles que não gostavam de ter hora para nada...).

3. Você muda de cara - e de corpo (tanto a mãe quanto o pai!)

As mudanças físicas que vêm com o bebê pegam muita gente de surpresa. E não estamos falando só das mães.
É verdade que a mulher pega o grosso das mudanças.

 O corpo fica diferente, quadris mais largos, barriga nada lisinha, pés maiores, seios inchados (ou desinchados demais!).
Mas os pais também mudam -- por causa do ganho de peso "solidário" durante a gravidez e pela diminuição na atividade física depois que o bebê nasce.
Nem todas as mudanças são para sempre: o olhar cansado vai melhorar, o cabelo vai parar de cair e a barriga vai ficar cada vez menor. 

E nem todas são ruins: às vezes umas curvinhas aqui e ali são benvindas.

4. Você entra para um clube superexclusivo

 

De uma hora para outra estranhos sorriem para você, e mulheres puxam o papo na fila do supermercado. 
O chefe pergunta como anda a busca pela escolinha, e você começa a conversar com os vizinhos do prédio. 
O bebê equivale a uma carteirinha de sócio para um clube superexclusivo, mas universal: o clube dos pais e das mães.
É uma nova oportunidade de fazer amigos.

 E, agora que o mundo gira em torno de uma criaturinha que nem fala, é uma grande chance de manter uma conversa com adultos, embora o tema seja quase sempre a criança.
Outro sinal de que você entrou para o clube é quando passa a se apresentar como a "mãe do Felipe" ou o "pai da Sofia". 

Da primeira vez que você pronuncia as palavras, dá até um arrepio.

5. Você é mais forte do que imaginava

Uma leitora conta: "É incrível ver do que sou capaz. Nunca imaginei que conseguiria me virar, correndo atrás de gêmeas, tendo dormido três horas à noite e comido só uma barra de cereal."
Às vezes é a hora do parto que é surpreendente, ou algum momento de dificuldade. 

Mas de repente você se vê aguentando as pontas, mesmo que fraqueje de vez em quando.

6. Você morde a língua e comete os "erros" que criticava

 

"Sempre jurei que nunca ia deixar meus filhos dormirem na minha cama", conta uma leitora. "Mas aí meu bebê nasceu. Ele dormiu na minha cama até ter 10 meses, porque era o único jeito de eu conseguir descansar um pouco."
A gente até pode ter convicções sobre como criar uma criança. 

Só que aí chega a nossa, e a gente percebe que ela é uma pessoinha cheia de vontades e personalidade, que nem sempre se encaixam nas nossas "certezas". 
Não sofra por mudar de opinião.
Aquilo que era um "erro" de repente vira a única coisa que funciona para a família, e você percebe que não há muito de certo ou errado nessa história de ter filhos.
Mas existem também os erros de verdade, e desses ninguém escapa, igualmente.

 A criança se machuca sob sua supervisão, ou você dá comida muito quente e ela queima a língua, tira um "bife" na hora de cortar a unha do bebê... 
Quando essas coisas acontecerem, respire fundo, agradeça por não ter sido pior e se perdoe. 
Todo mundo erra, até os mais devotados pais e mães.

7. Sua relação com os amigos muda

O afastamento em relação aos amigos que não têm filhos é inevitável, mas pode pegar você de surpresa. 
É difícil para uma pessoa solteira ficar ouvindo papos sobre o cocô do bebê ou se ele está mamando direito, e você não vai ter como escapar dessa conversa, afinal seu universo gira em torno disso.
Amizades fortes e verdadeiras sobrevivem, depois do afastamento inicial.

 É preciso ter paciência. 
Às vezes elas voltam quando as crianças são maiorzinhas e você tem mais tempo.
 Às vezes os amigos é que entram nesse mundo e voltam a querer se encontrar.
E você tem um papel nisso. 

Depois dos primeiros meses, encontre 15 minutos do seu dia para ligar para uma amiga, ou escrever um email. 
Os contatos ao vivo ficarão mais escassos, não tem jeito, mas pelo menos deixe claro que você não esqueceu pessoas tão queridas. 
Além disso, você pode até pedir para os amigos avisarem se você estiver "exagerando" na dose do papo sobre filhos!

8. Tem horas em que você simplesmente quer fugir

 

Ter um filho não significa viver num eterno comercial de margarina. 
Há um monte de tarefas chatas para fazer, mais as noites em claro, uma atrás da outra, e a frustração de não saber nem por que afinal das contas ele chora tanto
 Não há nada de errado para uma mãe se sentir um pouco aliviada com a volta ao trabalho, onde se sente muito mais eficiente que em casa com um bebezinho (que envolve um trabalho sem fim).
Pode ser que ninguém consiga irritar você tanto quanto um filho. 

A criança conhece tão bem os pais que sabe exatamente o que pega para cada um. 
Numa enquete feita pelo BabyCenter internacional, 79% das mães afirmaram achar, às vezes, que não foram feitas para ser mães. 
E 49% disseram que, vez ou outra, ficam com raiva do filho.
Mais um pequeno brinde: você provavelmente vai ficar mais doente.

 Vai pegar as gripes e resfriados do bebê, e até aquele temido vírus que causa vômito e diarreia, e vai precisar continuar no papel de mãe e pai mesmo se sentindo supermal.
A mãe perfeita seria aquela que amasse cada momento com os filhos, mesmo depois de a criança ter jogado o prato inteiro de comida no chão de propósito, pela terceira vez na mesma refeição. 

O pai perfeito estaria sempre sorridente, mesmo depois de te levado um chute na canela porque o filhinho não queria tomar banho. 
Só que a maioria de nós, mortais, não é perfeita.
 Então conte até 10, se afaste se for preciso, deixe o nervoso passar e siga em frente, sabendo que todo mundo sente vontade de fugir de vez em quando.

9. Você sente o maior amor do mundo

Todas as emoções adquirem um novo nível de profundidade. 
Tudo fica mais intenso. 
Assistir ao jornal que mostra problemas com crianças vira uma tortura. 
Ver o bebê dormir já traz lágrimas aos olhos. 
A saudade toma uma dimensão estranha: algumas horas longe do seu filho parecem uma semana!
Numa enquete do BabyCenter internacional, 79% das mães afirmaram que choram mais desde que o filho nasceu, seja de tristeza ou de felicidade.

10. Você tem de se afastar da criança muito antes do que imagina

A cada nova conquista do seu filho, ele caminha para longe de você, na direção da independência.
Talvez você se dê conta disso quando vir o bebê engatinhando para o outro lado da sala, sem olhar para trás, ou seu filho com os passinhos recém-aprendidos disparando na direção do pipoqueiro, ou a criança maior que já não quer mais tantos abraços, ou que diz "Deixa que eu faço!". 

Junto com o orgulho e a realização de ver seu filho crescendo, vem uma pontinha de melancolia.
É uma tentação mantê-los sempre por perto, mas os filhos precisam caminhar com as próprias pernas, e você pode ajudar o seu a ser independente desde cedo.
E antes que imagina você vai começar a repetir aquilo que sempre ouve de pessoas mais velhas, no elevador, na rua: "Aproveita agora, porque o tempo passa voando..."


Perder peso no pós-parto!!



Cuidados na hora de perder peso no pós-parto


Nada é mais importante na vida da mãe do que cuidar de seu bebê,  amamentá-lo, atender às necessidades dele. 
E nada dá mais prazer que desfrutar plenamente de seu filho durante toda a licença-maternidade, aproveitando o privilégio de estar presente e poder acompanhar cada pequena, mas significativa, evolução em seu crescimento. 
Certo? Não necessariamente. 
 Nesses tempos modernos, a ditadura do corpo magro e sexy tem vencido a batalha contra o bom senso, a ponto de um número cada vez maior de mulheres priorizarem perder peso e voltar à silhueta de uma não mãe. 
A pressa exagerada para emagrecer e apagar a imagem de gestante tem sido detectada em consultórios médicos de norte a sul do país e por outros profissionais que acompanham a gravidez e os primeiros meses pós-parto.
 Essa cobrança parte, na maioria das vezes, das próprias mulheres, que percebem de maneira distorcida que estão perdendo um “capital” precioso com os quilos remanescentes da gestação: um corpo magro. 
A maior motivação é responder à cobrança social de desfilar em forma. 
Ter um corpo magro e sexy, no Brasil, é considerado um capital.
 Muitas fazem loucuras em busca dele. 
Não pensam na saúde, e sim na forma física.

Parte dessa neura em eliminar qualquer traço da gravidez vem da maneira distorcida com que algumas mães recém-paridas avaliam o desempenho de celebridades no pós-parto. 
Mães de carne e osso tentam ficar como aquelas de comerciais de tevê, como modelos e atrizes que surgem depois da maternidade magras e com formas às vezes ainda mais bonitas do que antes. 
O conceito de imitação prestigiosa é importante para entender esse movimento. 
Mulheres comuns imitam mulheres de prestígio, sucesso, poder, mesmo inconscientemente. 
Porque as segundas se tornam modelos de corpo e de felicidade para todas as outras.
Se dois ou três meses depois já desfilam sorridentes de roupas justas e até de biquíni, com o corpo de antes da gravidez, fazem as mulheres comuns pensarem: então eu também posso! 
Só que não dá para sacrificar o vínculo importantíssimo com seu bebê em nome da boa forma.
 Além disso, celebridades têm um exército de profissionais à disposição: babá, nutricionista, cozinheira, personal trainner. 
Toda a assistência e dinheiro para seguir à risca dieta saudável e recuperar o corpo, que é seu material de trabalho
Lembrando que a maioria delas, antes de engravidar, já adotava dietas e rotina de exercícios físicos para manter a forma. 
Ou seja, não tem milagre. 
O corpo dessas celebridades já funcionava de maneira diferente.
 Enquanto várias precisam do corpo para trabalhar, as demais mulheres precisam de um corpo saudável e de se cobrar menos.


Bebê x balança



Por que as mães que procuram emagrecer a qualquer custo depois do parto estão quebrando um vínculo importante com o filho? 
Nunca o bebê vai precisar mais da mãe do que nesses primeiros meses. 
Seu foco principal deve ser este: cuidar da criança que gerou. 
Depois, ela terá todo o tempo do mundo para encarar uma dieta mais restritiva, se for o caso. 
O bebê deve ser a prioridade, e não a balança!
Todo o stress que a mulher enfrenta por causa dessa cobrança vai desequilibrá-la e tornar ainda mais lento o processo de perda de medidas. 
A gestação não leva somente nove meses, continua após o parto. 
A mãe deve se preocupar em amar e acalentar esse bebê para que a transição do útero para a vida fora da barriga seja suave. 
A criança deve se sentir amada, amparada, protegida. 
A mãe deve se dedicar muito mais a ela do que em recuperar a forma física a jato.

Não há estudos conclusivos, mas uma das premissas com as quais os profissionais de saúde têm trabalhado é a de que a cobrança excessiva para recuperar o corpo magro pode contribuir para aumentar o número de mulheres que apresentam depressão pós-parto.

  Hoje, 1 em cada 10 mães tem depressão pós-parto. 
E a necessidade exagerada de perder peso rapidamente pode contribuir para criar ou complicar esse quadro

  Cada vez mais gestantes antes mesmo do parto já se mostram aflitas para perder peso. 
Não quer dizer que a mulher não deve querer ficar bonita. 
Mas, se nem o bebê tira o foco desse objetivo, algo está errado.


A primeira vítima de dietas e séries de exercícios muito puxadas no pós-parto é o bebê.
Adotar cargas exageradas e rotinas desgastantes é o primeiro passo para que o leite seque. 
Algo extremamente arriscado, pois o bebê poderá perder a fonte de alimento mais importante nessa fase da vida.
 A alimentação da mãe deve ser rica e variada, para que esse leite seja o mais forte possível. 
Algum excesso de peso corporal é a garantia de haver leite materno, que é composto basicamente de proteína e gordura.
 Não sabemos ainda como essas dietas exageradas afetam a qualidade do leite e o desenvolvimento da criança.
 Vale arriscar prejudicar seu próprio filho?

  Fazer o que os antigos chamavam de resguardo (quando as mulheres ficavam por 40 dias focadas em sua recuperação e no bebê, excluindo os exageros), parece ser uma opção para combater a loucura do regime drástico.

  A gestação é um momento sagrado na vida da mulher. 
A mulher deve procurar se interiorizar, ficar quieta, repousar, meditar o máximo que puder. 
É importante que ela saiba que pode dar ao bebê um começo mágico no útero para que ele tenha uma vida encantada enquanto adulto.

 

Dieta saudável



Uma mãe recente pode comer sem medo 2.000 calorias por dia (cerca de mil já vão embora na amamentação). 
Ficar longe de frituras, carnes gordas, chocolate ao leite, álcool e doces evita cólica no bebê e ajuda a eliminar aos poucos o peso. 
Faça 6 refeições. 
O café da manhã pode incluir uma fonte de carboidrato integral, como pão integral, e uma proteína, peito de peru ou mesmo ovo mexido. 
Entre o café da manhã e o almoço, vai bem suco de fruta com uma colher da semente mexicana chia. 
O almoço deve ser farto, com arroz, feijão (ou lentilha), carne magra e legumes e vegetais sempre. 
O lanche da tarde pode ter pão integral com geleia ou mel e um iogurte (ajuda na digestão). 
Uma sopa bem completa, com macarrão, legumes e uma salada, vai garantir que o organismo se mantenha em funcionamento estável à noite.
 Uma barrinha de cereal antes de dormir... e, pronto, a mãe está preparada para encarar as mamadas noturnas. 
Não corte nenhum tipo de nutriente.
 Carboidratos calibram o humor, ajudando a combater a depressão pós-parto.

 

Faça com moderação



 - As mulheres no pós-parto, desde que liberadas pelo médico, podem e devem realizar atividades físicas de forma contínua e gradual, respeitando o momento de aleitamento e a recuperação do parto realizado.

- Os exercícios mais recomendados são os que não produzem impacto, alongamentos e trabalho aeróbio com o objetivo de redução de peso e melhora da circulação.

- No pós-parto imediato, não é recomendável carregar pesos. Quando o parto é realizado por cesariana, o tempo de cicatrização é mais demorado e é preciso maior cuidado quanto a sobrecargas nas primeiras semanas.

- As atividades que a mulher deve evitar no pós-parto imediato são aquelas que envolvem diretamente posturas inadequadas e aquelas que requerem muito desgaste físico.

 

As mamadas mudam!!

Eu passei por uma espécie de "crise na amamentação" por volta do 2º mês da Mariana e isso em função do bico intermediador de silicone que estava usando.
Quando o peito, que estava machucado, começou a melhorar tentei tirar o bico, tanto por recomendação médica como pela praticidade ao amamentar, só que aí uma certa "confusão" se formou.
A Mariana não queria mamar sem o bico, afinal muito mais fácil com ele.
Passou a brigar com o peito e em muitos momentos nem com o bico de silicone ela queria mamar, o que me fez logo pensar que estava com pouco leite.
Foi uma luta de uns 20 dias pelo menos em que eu insistia em amamentar sem o bico pra ela reaprender a pega mas que sempre me via alguma vez por dia cedendo e dando com o bico pois morria de medo de que ela estivesse passando fome...só que aí eu jogava água abaixo boa parte das outras tentativas de tirar o bico definitivamente!
Foi a pior fase da amamentação que de fato só melhorou e passei a curtir de verdade depois do 3º mês, quando aí já não encucava com mais nada e principalmente, não sentia mais dor!!


A crise dos 3 meses


Por volta de 2-3 meses de idade, alguns bebês tornam-se tão eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em 5 ou 7 minutos, algumas vezes em 3 minutos. 
Se ninguém disse isso para a mãe e ela espera que a criança fique no seio por “pelo menos 10 minutos”, ela vai achar que seu filho não está mamando o suficiente, como esta mãe aqui:

"Eu tenho uma filha de 4 meses. Meu problema é que não sei se ela está mamando o suficiente. Ela passa somente 3-4 minutos no peito e eu fico com receio de que ela não está mamando leite suficiente. Quando ela tinha 2 meses, ela mamava por 10 minutos de um lado e 5 do outro e ganhava peso rapidamente; agora ela está caindo na curva de crescimento.
Eu também notei que meus seios não enchem mais como antes, eles chegavam até a vazar!
O que mais me intriga é que nos primeiros 2 minutos ela engole muito leite, bem rápido e e depois começa a tirar a boca do peito e a colocar novamente, sem ficar quieta. Eu tenho que alternar os lados e tentar posições diferentes para ela mamar ao menos 10 minutos. Eu me pergunto se ela faz isso porque ainda está com fome.
Outra coisa que me preocupa é que ela está mamando mais vezes, especialmente de noite. Ela dormia 5-6 horas seguidas de noite, agora dorme no máximo 3-4 horas, até menos.
O pediatra me disse que eu posso começar a dar leite artificial na mamadeira. Já tentei, mas ela não aceita, mesmo que outra pessoa ofereça a mamadeira."

 O caso desta mãe ilustra bem a crise dos 3 meses de idade:

1. O bebê que mamava 10 minutos agora termina em 5 minutos ou menos.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.

Tudo isso é absolutamente normal. 
O engurgitamento das mamas nas primeiras semanas pós-parto não tem nada a ver com a quantidade de leite produzida e sim com uma inflamação temporária que acontece no início da lactação. 
Mamas cheias e vazamento são problemas iniciais, que desaparecem assim que a amamentação está estabelecida.
E a diminuição no ganho de peso, claro, é esperada. 
Os bebês ganham menos e menos peso a cada mês que passa. 
É por isso que as curvas de crescimento são curvas e não retas. 
Entre 1 e 2 meses, uma menina amamentada ao seio ganha tipicamente 400g a 1,3 kg, com a média sendo um pouco acima de 800g. 
Eliminamos o primeiro mês, porque sempre há perda de peso e depois ganho, o que faz a conta final muito variável. 
SE o bebê fosse continuar ganhando peso neste padrão, em 1 ano ganharia 5 a 15 kg, com média de 10 kg. 
Na realidade, durante o primeiro ano de vida, meninas ganham entre 4,5 a 6,5 kg, com a média sendo 5,5kg. 
Em outras palavras, uma menina que ganhou 500g no primeiro mês de vida (alguns podem achar muito pouco, mas na realidade é normal) ganhará menos peso eventualmente. 
Todos os pesos são medidas aproximadas. 
Meninos geralmente ganham um pouco mais que meninas.
Claro que o bebê da mãe do exemplo não aceitou a mamadeira com complemento; ela não estava com fome. 
Infelizmente nem todos os bebês mostram tal controle e, algumas vezes, especialmente se a mãe insiste muito, eles tomam a mamadeira mesmo sem estarem com fome.
Se alguém tivesse explicado a esta mãe o que estaria para acontecer no terceiro mês, ela não teria se preocupado. 
Mas a mudança inesperada deixou-a insegura. 
Mesmo assim, se ela estivesse confiante na própria habilidade para amamentar, ela não teria se estressado. 
A explicação mais lógica para todas as mudanças é “eu tenho tanto leite que minha filha fica cheia em 3 minutos”. 
Mas o medo do fracasso na amamentação é tão incutido em nossa sociedade, que não importa o que acontece, a mãe sempre pensa (ou é convencida a pensar) que ela não tem leite suficiente.
A mãe também se preocupa com outro mito moderno: que as crianças, à medida em que o tempo passa, aprendem a dormir mais. 
Na realidade, as crianças passam mais tempo acordadas quando vão crescendo. 
É verdade que um dia elas dormirão mais horas seguidas e vão começar a dormir a noite inteira, mas dificilmente isso acontece aos 4 meses de idade. 
Entre o nascimento e 4 meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê dormindo menos. 
Muitos bebês mamam várias vezes por noite durante os primeiros anos de vida (o que é muito mais fácil que preparar mamadeiras de madrugada, especialmente se o bebê dorme na mesma cama que a mãe).
A mãe do exemplo já começou a forçar a filha a comer. 
É um beco sem saída. 
É fácil deduzir que, a menos que a mãe decida mudar radicalmente seus hábitos, a introdução de sólidos será uma luta.

Retirado na íntegra do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, recomendado pela La Leche League