De 1 a 2 anos
Eles já têm senso de humor e se divertem com caretas e imitações.
Por
volta de 1 ano e meio, pronunciam algumas palavras completas, começam a
criar frases curtas e referem-se a si mesmos na terceira pessoa –
chamam-se de “o bebê” ou “o João”.
Seu filho também já entende o
significado de expressões relativas ao espaço físico – como “em cima”
e“embaixo” –, além ter algumas noções de causa e efeito, como saber de
antemão que, caso vire o copinho com o suco, o líquido irá se derramar e
poderá molhá-lo.
Com uma capacidade de concentração mais apurada,consegue acompanhar
histórias curtas.
Então, se ainda não o fez, aproveite para apresentá-lo
aos primeiros livros, cultivando desde já o prazer da leitura.
Prepare-se, também, para lidar com algumas teimosias.
Nessa idade, a
criança tem bastante vontade própria e demonstra seus sentimentos com
mais força.
Mas, isso não precisa se transformar em sinônimo de
confronto.
O segredo é combinar a negativa com possibilidades de escolha.
Então, se ele pegou um livro para brincar, negocie: “Este livro é da
mamãe, mas você pode ficar com um desses dois, que são seus”.
Por em prática seus talentos diplomáticos vale a pena.
“Oferecer as
escolhas certas é uma forma de colocar limites e um incentivo à
autonomia, à medida que estimula o bebê a tomar as primeiras decisões”
O senso de justiça e a empatia, característicos de fases
anteriores, continuam sendo aprimorados nessa etapa, garantem os
cientistas.
E uma pesquisa realizada na Universidade de Washington, nos
Estados Unidos, com 50 bebês de 15 meses, não deixa dúvidas sobre isso:
todos os pequenos se mostraram indignados com uma divisão desigual de
guloseimas!
Outro experimento, levado a cabo pelo Instituto Max Planck de
Antropologia Evolutiva, na Alemanha, por sua vez, constatou que crianças
de 18 meses entendem quando alguém precisa de ajuda.
A prova?
Gentilmente, elas tentaram puxar a porta para um adulto que estava com
as mãos ocupadas e não conseguia abri-la.
E você ainda duvida que seu
fofo sabe das coisas?
Ops! Cuidado com o que diz
Seu bebê é muito esperto, mas nem por isso entende figuras de linguagem
e outras sutilezas.
Portanto, ainda que esteja nervosa na hora de uma
bronca, policie-se para não dizer coisas como: “Você só me dá dor de
cabeça” ou “ Você só faz isso para me irritar”.
Esse tipo de acusação
leva a criança a se sentir culpada e, com o tempo, pode abalar a
autoestima dela.
Outro cuidado importante é nunca negar os sentimentos e as percepções
do filho.
Se ele cair e chorar, em vez de dizer que não foi nada, diga
que sabe que doeu e que vai ajudá-lo a se sentir melhor, lavando o
machucado ou fazendo uma massagem.

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