quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Come tudo pra ficar...


Gente, li essa postagem de uma "colega" blogueira e achei interessante!!
É bem por aí mesmo, a dificuldade pra amamentar e depois a fase papinhas, que nos faz sentir saudades do tempo que era só botar o peito pra fora e o menu estava pronto!!!
E isso que nem posso reclamar muito da Mariana que em geral manda bem nas colheradas, se bem que de uns 10 dias pra cá ela está comendo menos, cada refeição leva meia hora, a comida fica na boca e demora pra engolir...não sei o que é, desconfio que tenha a ver com os dentinhos, mas enfim, veremos as cenas dos próximos capítulos!!
Bom, no mais o texto fala por si só e foi por isso que fiz um "copia e cola" de blog pra blog:

Fihos à mesa: não há nada mais tenso na vida de uma mãe do que a rotina da alimentação.
Acredito que a origem de toda a preocupação venha do fato de ser a mãe quem produz o primeiro e mais importante alimento de uma criança - o leite materno - . 
É ele quem nutre, afaga e protege o bebezinho de todos os males do mundo. 
O peito acalma e aconchega mãe e filho. 
É lindo de se ver. 
Depois dos primeiros meses. 
Porque, convenhamos, a grande maioria das mulheres sabe que amamentar é uma árdua tarefa. 
É leite que não desce, depois empedra – e dói pra burro –, é bebê que não faz a pega correta, é mamilo rachado, é mãe chorando, de dor e de nervoso. 
Então, a mulher já vai introjetando essa ideia de que alimentar é um fardo.
 E ainda que seja tudo lindo e perfeito, ainda vão arrumar um pelo no ovo para dizer que o filho não dorme porque o leite é fraco, que a criança tá magrinha, que precisa de mamadeira, de mingau, de sopa, de ovo de pata, de sarapatel. 
Ah! Já sei! É cólica. Quem mandou você comer feijão.
A culpa sempre é da mãe!
Passada a fase da mulher com poderes que produz leite, vem a fase das papinhas. 
Haja criatividade pra combinar os alimentos sem oferecer uma gororoba.
 Oferecer papinha de feijão, rabanete e quiabo faz qualquer criança desenvolver anorexia nos primeiros anos de vida. 
Além disso, a criança tem que comer tudo! 
A felicidade da mãe está sempre no fundo do prato e só aflora na última colherada.
Basta uma criança entortar o nariz para a comida que a mãe perde o chão… o teto e as paredes! 
É como filho que recusa o peito materno: sentimento de rejeição, bullying.
 Deve ser por causa daquela parada da amamentação, de aconchego, de afeto. 
Chama Freud, chama Jung, chama Lacan, chama o padre Quevedo!!!
“Só mais uma colherada!”
“Olha o aviãozinho!”
Faz escultura de bichinho com comida.
Sai andando pela casa com o prato na mão.
Liga a TV.
Bate o desespero na mãe.
Quem nunca teve um filho que deu trabalho para comer não sabe o que é angústia!
A gente sabe que eles comem o necessário, mas eles precisam rapar o prato. 
A gente sabe que existe a fase da seletividade, mas a gente quer que eles experimentem nabo e maxixe. 
A gente sabe que tem dias em que a comida não desce, mas eles têm que mandar ver aquela pratada de polenta com frango.
Tiramos os argumentos mais malucos da manga para fazer a criança comer, como se a eles estivesse faltando não só as vitaminas e as proteínas do alimento, mas o carinho, a proteção, o aconchego do colo da mãe. 
E para nutrir nossos filhos, vale até mentir. 
São inúmeras as mentiras proferidas na hora do jantar:
“Come para ficar forte como o Super-Homem, 
O Hulk é verde porque só come espinafre, 
Come para ficar linda como a Cinderela, 
A Barbie a-do-ra beterraba, 
Mais uma colherada e você fica grande como o papai, 
Tem que comer a saladinha para o cabelo ficar comprido como o da Rapunzel, 
Limpa esse prato para ficar inteligente como seu tio!”
É mentira que não acaba mais!
Um dia a criança se atina de que os super-heróis têm poderes porque são mutantes, e não porque comeram a comida da mãe. 
As meninas se ligam que as princesas são contos de fadas, e que na vida real a mulher abdica de comer para ficar magra e linda. 
Um dia eles entendem que é preciso comer para matar a fome e também  para calar o boca da mãe que vive a falar “come mais um pouquinho”.


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