segunda-feira, 16 de março de 2015

Otite!!



4ª feira, 11 de março, final de tarde e nós no parquinho, senti a Mariana quentinha ... viemos pra casa e ela pediu o bico, se agarrou nas minhas pernas, com preguiça, moleza, sem vontade para brincar, jantou pouco, a temperatura já na casa dos 37°
Antes da hora costumeira de dormir tudo o que ela queria era mamãe, colo e bico, a temperatura chegou nos 38,1° e demos Tylenol, dormiu em seguida, a noite foi agitada!!
Na 5ª feira resolvi não levar ela pra escola nem pra natação e passou o dia com febrícula, temperatura na casa dos 37,5°, horas mais baixa, horas mais alta, mas não passou dos 38° e não medicamos mais!
Após sair do banho fui secar seus ouvidos e quando toquei a orelha esquerda ela tirou minha mão!!
??????
Seria dor de ouvido?
Apertei e pedi se doía e ela respondeu que sim.
Mas será que era mesmo?
Será que não era um dentinho superior nascendo?
Será que não era a garganta?
A Mariana esta numa fase que responde a tudo o que lhe é perguntado mas não da pra confiar em tudo, muda de ideia - e de resposta - facilmente!!
Outra noite agitada, principalmente pra mim que acordava ansiosa pensando nela e querendo monitorar a tal temperatura.
Mas  na 6ª feira acordou bem, temperatura normal e por isso a levamos pra escola, pedi que monitorassem e ficou tudo bem, assim como ao longo da tarde em casa.
Apertei várias vezes sua orelha perguntando  se doía e a resposta era sempre negativa.
A noite fomos para a praia pra passar o fim de semana, no sábado de manhã curtimos uma prainha apesar dela estar um pouco congestionada, aliás,  há uma semana ela estava congestionada, reclamando que não conseguia falar (era a forma de se expressar por conta do nariz trancado, acho que na verdade a dificuldade era de respirar).
Depois do almoço senti ela quente novamente, era a temperatura que voltava pra casa dos 37°!!
Assim foi o resto do sábado mas a noite melhorou, acordou bem no domingo e depois do meio dia novamente a tal febrícula!!
No meio dessas febrículas nossa garotinha continuava animada e brincando bastante, as vezes ficava chatinha e irritada e aí vinha a dúvida, era sono, era dor, o que poderia ser?
Eu continuava apertando seu ouvido e perguntando se doía, ela seguia dizendo que não!!
Levar para um plantão? 
Mas não passou todos os dias com febre, febre alta mesmo deu uma única vez, teve idas e vindas, seria portanto exagero procurar médico?
Mas aí voltando da praia senti ela mais quente, estava perto dos 38°, e sentada na cadeirinha ao meu lado pedia colo, parecia mais caidinha, e achei melhor irmos pro plantão, afinal, na dúvida prefiro mesmo pecar pelo exagero, era o 4º dia que a novela "febre" tinha começado, não queria passar mais uma noite e começar nova semana angustiada na expectativa do que poderia estar acontecendo!!
No plantão o diagnótico: 
otite no ouvido esquerdo!!
E pela 3ª vez nossa pitoca entrava pro antibiótico, dessa vez o Velamox.
O tratamento dura 10 dias, ou seja, até 4ª feira dessa semana!!!
Segundo a médica a partir da 3ª feira da semana passada ela não poderia mais ter febre, e de fato, a febre passou, mas o que ela teve na 4ª feira foi irritação, muuuita irritação, só respondia no grito, queria tudo no choro, felizmente na 5ª feira estava melhor e assim seguiu, as vezes coloca a mão no ouvido, mexe, coça!!
Entrei em contato com a pediatra da Mariana contando do caso e perguntando sobre a natação, quando poderia retomar, a orientação foi de não ir na semana passada.
E dai ela perguntou que otite era, pois então, que otite era??
Na minha ignorância, e ignorância mesmo pois nunca estudei melhor o assunto, respondi que achava que era leve pois ela pouco se queixou de dor, sei que dor de ouvido é terrível!!!
É mãe, vamos ler um pouco mais sobre o assunto então já que a pediatra do plantão sem mais delongas se resumiu a dizer que era uma otite??
Vamos aprender só um pouquinho sobre a dita, aprender que tem a otite média, que tem a otite aguda, aprender sobre seus sintomas e causas??
Não quero que volte a acontecer e felizmente dessa vez foi "leve", sim, foi leve!!!



 Toda infecção do ouvido é chamada de otite.

Tipicamente, divide-se otites consoante o local do ouvido que se verificam em otites externas e otites médias, estas últimas normalmente subdivididas consoante a sua evolução temporal em agudas ou crônicas.

A otite externa é uma infecção da região da orelha externa, um processo inflamatório do canal auditivo, ou seja, do canal que liga o pavilhão auricular ao tímpano. 
Tipicamente ocorre devido à acumulação de água no canal auditivo, o que provoca irritação e inflamação da pele e favorece o crescimento de micro-organismos como bactérias ou fungos.
São situações frequentes em crianças que frequentam piscinas ou durante a época de praia sendo designadas “ouvido do nadador”. 
Também a pele seca por ser um fator que favorece esta patologia.

Na maior parte das vezes os fungos e bactérias penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). 
O contato frequente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. 

  De um modo geral a principal queixa da criança é a dor, que se acentua quando se toca ou com a mastigação, podendo ainda existir diminuição da audição (difícil de avaliar nas crianças pequenas), no caso de o canal estar muito inchado. 
Raramente há febre ou outras manifestações mais graves.

Causa
A otite média aguda é uma infecção por bactérias e vírus que provoca inflamação e/ou obstruções. 
Se não for tratada pode levar à perda total da audição. 

Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou respiratórias. 
É um tipo de otite comum em crianças, mas pode acometer pessoas de qualquer idade.
A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores.
Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. 
A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. 


Sintomas
Os principais sintomas são: dor muito forte, diminuição da audição, febre, falta de apetite, secreção local. 
Nos casos mais graves, pode ocorrer a ruptura da membrana do tímpano e ser eliminada uma secreção purulenta misturada com sangue.

Diagnóstico
O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio e o microscópio.

Vacinas
Vacinas contra o Haemophilus influenzae e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amidalite. 
Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.

Tratamento
O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. 
Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode exigir mais tempo para voltar ao normal. 
Quando a perda auditiva não regride, o indicado é investigar se há sinais de secreção retida atrás da orelha média. 
Caso existam,  ela deve ser retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano.

Recomendações
* Procure atendimento médico sempre que você e/ou seu filho/a tiverem dor de ouvido. O diagnóstico precoce é a única forma de prevenir complicações ;
* Não se automedique nem siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido;
* Proteja o ouvido contra a entrada de água quando mergulha ou nada;
* Evite o uso de cotonetes que podem retirar a cera protetora do ouvido ou machucá-lo;
* Limpe, com frequência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, a fim de evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para em bebês e crianças pequenas;
* Não amamente seu bebê deitado. Essa posição favorece a entrada de líquidos na tuba auditiva;
* Vacine seu filho contra a gripe, o Haemophilus influenzae e o Streptococcus pneumoniae .





quinta-feira, 12 de março de 2015

Ainda sobre a festa de 2 anos...

Pois é, ainda sobre a festa dos 2 anos...
Sábado a Mariana fez  2 anos e 4 meses, ou seja, a festa rolou há mais de 4 meses!!!
Bom, as fotos só nos foram entregues 3 meses depois, então digamos que não estou tão atrasada assim!!
Portanto aqui as fotos da decoração, cujo tema foi Fazendinha!!
E das lembrancinhas, feitas pela mamãe, doce de leite para as crianças grandes e giz de cera para as pequenas!!

























quarta-feira, 11 de março de 2015

Manual de etiqueta na escola





Manual de etiqueta na escola.


- Respeite as regras:
Se elas existem tem um motivo, é impossível qualquer grupo sobreviver sem elas. As pessoas são diferentes e se cada uma resolver fazer da sua forma o caos está armado. Se você não concorda com as regras da escola, mude. Existem várias opções, basta escolher uma que combine com vocês.

- Participe:
Se informe, leia agenda, pergunte para o seu filho o que ele fez, quem são os amiguinhos…. vá as reuniões sempre que possível, converse com os outros pais.

- Pense no próximo:
Essa dica vale para a vida né?
Antes de tomar qualquer atitude, pense nas outras pessoas. A escola é formada por um grupo, portanto nada de pensamentos individualistas.
Vai fazer uma festinha?  Convide TODOS ou NENHUM
Vai mandar um lanchinho especial? Envie para TODOS ou para NENHUM.
Tente sempre pensar em como se sentiria se o SEU filho fosse aquele que ficasse de fora. Não faça com os outros, aquilo que não gostaria que fizessem com você.

- Porta da escola:
Respeite as regras de transito.
É ali que a maioria dos pais se encontram, é também por ali que conseguimos captar a personalidade (e educação) de cada um. Tem os que furam fila, tem os que não estão nem ai pra hora do Brasil e ocupam duas vagas, ficam longos minutos batendo papo e nem sequer percebem que poderiam ser mais gentis e tentar amenizar o transtorno da entrada e da saída, tem os que são simpáticos, tem os práticos e tem os que se incomodam com tudo isso. (EU!)

- Convivio:
Lembre-se: você é adulto e seu filho e colegas de turma são crianças! Não queira resolver ou tirar satisfação de algum desentendimento, briga ou até mesmo mordida com outra criança que não seja a sua.
Por mais que seu filho volte para casa mordido ou machucado, o que aconteceu na escola foi resolvido na escola. Uma coisa é conversar com a professora ou coordenadora – o que é totalmente compreensível – outra coisa é conversar e tirar satisfação com uma criança ou até mesmo com seus pais.

- Valores:
Não torne seu filho uma criança com valores distorcidos, brinquedos caros devem ser deixados em casa.
Muitas escolas adotam o “Dia do Brinquedo” com objetivo maior de socialização: dividir, emprestar, partilhar…  e não exibir. Dê preferência para jogos que incentivam a brincadeira em grupo.
E não deixe seu filho levar brinquedos fora do dia combinado. Ele não é especial e não deve ser diferente dos outros colegas.
Demonstre para seu filho o quanto você gosta e valoriza a escola. Elogie, mostre respeito pelos trabalhos elaborados por ele (desenhos, colagens, atividades) enviados para casa.
- Dica de OURO:
Quem educa é pai e mãe! A escola auxilia, portanto não transfira e nem cobre responsabilidades que são suas.

 

quarta-feira, 4 de março de 2015

1 mês de escola!!


Nessa 2ª feira dia 02 de março fez 1 mês que a Mariana começou a ir pra escola, um mês curto e com vários dias de folga, mas enfim, 1 mês!!
Não vou seguir contando como foi cada dia dela, mas com certeza contarei dos mais importantes, sobre os acontecimentos mais importantes, e tenho a esperança de em breve contar que ela não chora mais ao ser deixada lá!
Até por que percebemos que ela gosta da escola, o difícil mesmo é a "hora do parto"!
Bom, mas passado esse mês vou fazer alguns registros...
Os sentimentos vividos até então são variados,  e os vivo e vou continuar vivendo...
Vivi alegria, vivi tristeza, vivi ansiedade, vivi satisfação, vivi culpa, vivi saudade, vivi descanso, vivi impaciência, vivi até mesmo uma vontadezinha de cancelar a matrícula de trazer ela pra casa!!
Vivi a sensação de que ninguém cuida dela como eu!!
E ninguém cuida mesmo!!
E olha que não estou dizendo que ninguém cuida BEM como eu, apenas não cuidam como eu, e isso é lógico!!
Antes de mais nada por que sou a mãe, a mãe da Mariana, a mãe que não ficou um único dia longe dela nesses 2 anos e 3 meses de vida, a mãe de 1ª viagem que errou e erra muito mas querendo sempre o melhor pra ela.
Desde que a Mariana nasceu foram em torno de 800 dias ao lado dela, cada choro, cada rizada, cada cocô, cada xixi, cada manha, cada tombo ou machucadinho, cada dengo, cada palavra, cada papinha, lanche ou almoço...eu estava ali, vendo, ouvindo... 
e aí de repente sua filha vai pra um colo que você mal conhece, e quem dirá ela, embora seja "a profe da escola", nesse colo ela chora e esse colo a acalma, ufa, e que bom que ela gosta desse colo!!
E dai entram pra uma sala com sua filha, fecham a porta e você perde ela de vista, perde o controle da situação ... óhh
Paranoia total dessa mãe que sofre pra romper cordões!!
Uma mãe fresca? Exagerada? Super protetora? Medrosa? 
Cuidam mal dela? 
Não, não cuidam mal, me chateei com alguns pequenos detalhes mas sorri com outros bons!
Mas de tudo o que mais tem me incomodado é o fato de a colocarem pra dormir de manhã!!
Desde a matrícula não gostei dessa ideia e gosto dela cada vez menos!!
Nos relatos diários contei alguma coisa, pois bem, a Mariana dormia 1 vez ao dia, mais ou menos entre 13 e 15 horas.
Eis que a escola coloca as crianças pra dormirem após o lanche, em torno das 10h da manhã!!
A Mariana sempre foi ruim pra pegar no sono, demora muito, e com isso no começo dormia uns 25 minutos mais ou menos, agora em torno de uns 40.
Mas esse sono matinal impede que ela consiga dormir após o meio dia, como costumava fazer, mas ao meso tempo é insuficiente pra ela que dormia de 1h e meia a 2h.
Resultado disso é uma menina sonolenta, irritada, que as vezes consegue dormir as 17 horas e as vezes passa a tarde sem dormir, geralmente acorda mau humorada se dorme e se não dorme fica mais irritada ainda...
nas 3ª e 5ª feiras ela tem natação, bem no meio da tarde, e aí tudo piorou, as aulas de natação estão com baixo rendimento e ela sai de lá cansada e irritada, as vezes dorme no caminho de volta pra casa, outras só depois de chegar em casa.
Nos primeiros fins de semana tentei manter a rotina do sono mas nos últimos não e ela faz a soneca no horário de sempre, ao menos temos uma filha mais disposta e animadinha aos fins de semana!!
Estou dando tempo ao tempo, esse 1º mês foi de adaptação, mas não suporto ver minha filha sofrendo por causa do sono, irritada e mau humorada, sem contar que os pais também sofrem com a situação!!
Algumas pessoas já haviam me dito pra solicitar que não a colocassem pra dormir, eu porém não quis interferir de cara, apesar de não concordar com esse sono matinal, até porque de manhã eles tem muita energia, pra que colocar pra dormir uma criança que acordou há 3 horas depois de uma noite de sono?
Então que eu não quis ir contra o "sistema" desde o início e como disse dei tempo ao tempo, estou dando mais essa semana, que por sinal ela parece estar melhor.
Não fechando bem essa semana na próxima vou conversar com a profe sobre o assunto, a Mariana é das mais velhas da turma e já havia perdido o hábito de 2 sonos, é uma espécie de "regressão" pra ela fazer o que fazia há alguns meses e deixou de fazer.
Cada criança é uma criança, acho errado colocá-los pra dormir em série!!
Muito mais errado quando isso não está fazendo bem pra criança, seu bem estar deve ser respeitado e a escola melhor do que ninguém sabe, ou deveria, saber disso!!
Bom, por fim quero registrar que estava curiosa pra saber como a Mariana iria se comportar em grupo, em uma "turma", e semana passada perguntei a professora como que ela vem se comportando e tal, eis  que se comporta bem, que não é uma criança agressiva ou violenta com os colegas, não tira brinquedo de ninguém, mas que é geniosa!! 
Hum, e como a profe percebeu isso?? rsrsr
Disse também que ela gosta de chamar a atenção, então se todos estão sentados em uma roda ela gosta de levantar e dançar por exemplo!!
Ãh? Exibida então?? Ai caramba, puxou pra quem??








segunda-feira, 2 de março de 2015

Período de adaptação escolar!

Hoje faz 1 mês que a Mariana começou a ir pra escola!!
1 mês se passou e ela continua chorando pra ficar, chamando pela mamãe e pedindo sua casa.
Consegui fazer relatos simples sobre esses dias e hoje pensei em falar de modo geral como foi esse 1º mês, mas aí esse texto caiu no meu colo e resolvi publicar já que me identifiquei com ele, algumas palavras me fizeram bem!!
Em breve, com mais inspiração, voltarei a falar sobre nosso 1º mês de adaptação!!

Período de adaptação.
O período de adaptação na escola é uma etapa bastante delicada pela qual pais e crianças passam.
Para tentar entender e tranquilizar a todos a respeito dessa fase vamos discorrer sobre algumas situações.
Tente imaginar, você adulto, ao enfrentar o primeiro dia em um novo trabalho ou ainda sozinho em uma festa, onde todos são seus desconhecidos. 

Sensação ruim essa, não é? Pois é. 
A adaptação da criança na escola pode demorar de um dia a meses dependendo da idade e do tipo de relação que tem com as pessoas mais queridas.
É importante que a mãe, o pai, avós ou alguém com quem a criança tem um vínculo afetivo forte a acompanhe nos primeiros dias. 

Essa pessoa deve ficar em algum espaço que a escola tenha reservado para isso enquanto que a criança reúne-se com a professora e os novos amiguinhos. 
Sempre que a ansiedade, insegurança ou choro resolverem aparecer, a criança vai ao aconchego desta pessoa para que saiba que tem um respaldo e que não foi abandonada. 
É imprescindível que os pais permitam essa aproximação, pois ela precisa formar vínculos com a professora e os novos amigos. 
Se os pais ficam dentro da sala de aula é claro que a criança vai ficar o tempo todo debaixo da proteção e não conseguirá estabelecer um relacionamento.
Aos poucos ela vai percebendo como é gostosa essa nova vida e entendendo o que significa a escola, aonde ela vai se socializar, desenvolver a coordenação, aprender a lidar com tempo, espaço, lateralidade, percepção, desenvolver a linguagem, pensamento lógico, aprender músicas, fazer artes plásticas, além de outras artes, lidar com a diversidade e elevar sua auto-estima além de muitos outros aspectos. 

É claro que ela não quer nem saber que está desenvolvendo tudo isso, pra ela é pura brincadeira e é isso o mais divertido, desenvolver todos esses aspectos de forma lúdica e saudável.
A partir dos quatro anos a adaptação costuma ser bem mais tranquila, pois a criança já verbaliza bem e compreende o que está acontecendo. 

Neste caso um ou dois dias já costumam ser suficientes para que a criança se integre.
É comum neste início que a criança fique ansiosa, proteste para evitar enfrentar essa situação. 

Afinal a casa dela é um espaço onde já domina tudo e todos. 
Conhece tudo e sabe como conseguir as coisas com cada adulto que ela convive desde que nasceu. 
A escola irá lhe parecer em um primeiro momento um desafio que ela não está com vontade de enfrentar, o receio do novo. 
Por mais que os pais estejam apreensivos é importante procurar não passar essa preocupação à criança, mas sim ressaltar os pontos positivos, falando bem da escola, das novidades, dos amigos e brincadeiras. 
Os pais devem ainda tentar evitar de falar sobre as preocupações na frente da criança o que a deixará mais apreensiva. 
Dorzinhas de barriga, sono, manhas são esperadas nesse contexto.
Um aspecto difícil é muitas vezes o sentimento de culpa que passa pela cabeça dos pais de não poderem estar o tempo todo com seu filho, principalmente para as crianças que ficam período integral. 

Não há porque se sentirem assim, pois as crianças crescem, amadurecem e precisam de novas experiências com outros da mesma idade. 
Não é necessário se preocuparem, pois essa experiência, por mais longa e cheia de lágrimas dos dois lados, que seja, não traumatiza. 
Todos superam e certamente no futuro nem se lembrem desses primeiros dias na escola.
Essa fase pode parecer dolorosa, mas aos poucos, pais e criança começam a confiar na escolha que fizeram e a lidar com mais tranquilidade e prazer com essa etapa que é fundamental na construção da personalidade da criança.


Fonte: Karen Kaufmann Sacchetto - Colunista do Guia do Bebê