terça-feira, 24 de setembro de 2013

Domingo pra vizinhar!!

Essas fotos são do dia 25 de agosto...
isso mesmo, já tem quase 1 mês!!!
O que quer dizer que, como coloco as fotos em ordem cronológica, tem muita foto da pitoca pra postar, muita postagem pra fazer, falta tempo, tempo minha gente!!!
Mas de vez em quando a gente publica umas gostosuras!!!
Esse dia 25 foi um domingo em que eu e a Mariana fomos fazer uma visitinha pra nossa vizinha Dora, que é muito querida e adora crianças e adora a Mariana!!
Mas antes de sair de casa que tal as fotinhos do dia?!!





"Chega de fotos mamãe, você não disse que íamos passear??
Então TÁ TÁ!!!"

domingo, 22 de setembro de 2013

Bem vinda primavera!!


Primavera é tempo de ressurreição.
 A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. 
O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. 
A vida não é por acaso. 
Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte.
 O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências.
 Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas.
  O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo.
 O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.
A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. 
A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. 
 Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.
A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. 
Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade.
 É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. 
Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. 
Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.
São as estações do tempo.
 São as estações da vida.
Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras.
 Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos.
 Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras...
Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras...
Floresçamos.
 
 Padre Fábio de Melo

sábado, 21 de setembro de 2013

11ª consulta!!


Depois de alguns dias em que passei contando e relatando sobre a dificuldade em alimentar a Mariana e fazê-la comer vocês vão acreditar em mim se eu contar que ela engordou 320 gramas nesse último mês??
Pois é, que bela surpresa tivemos ontem após nossa sapeca sentar na balança!!!
Ela está com 8620 gramas!!
Ironicamente ela nunca esteve tão pertinho da linha principal no gráfico do peso!!
É verdade que agora o gráfico inclina menos, digamos assim, e os bebês vão ganhando cada vez menos peso com o passar dos meses!
E segundo a pediatra se tivesse engordado mais teria passado pro outro lado da linha do gráfico, pro lado dos "gordos"!! 
Se eu posso acreditar nisso depois dos dramas no cadeirão!!
Mas melhor assim não é!?!
Por tudo o que conversamos só foi possível concluir que ela está comendo o suficiente e a médica acha que ela mama bem, apesar de me parecer que é sempre bem pouco!!
Mas uma coisa é certa, ela não teria comido esse "suficiente" se não fosse minhas manobras e insistências!!!
Insistências essas que me colocaram e me colocam em dúvidas muitas vezes por não saber o limite entre o insistir mais um pouco ou respeitar essas reações dela desde logo!!
Mas se a cada reclamada que ela deu ao longo desse último mês, se a cada assoprada, se a cada empurrão de colher eu tivesse logo desistido ela não teria engordado o suficiente!!
E isso quer dizer então que ela engordou à força??
Óh céus!!! rsrsr
A Dra Renata nos disse pra insistirmos até a 10ª colherada, sendo o normal comer de 10 a 20!!
Ahh mas ela não tem chegado às 10 colheres por refeição há muito tempo!!!
E ainda assim ganhou bom peso!!
Por isso ela acha que a Mariana está mamando bem!!
Bom gente, de todo coração afirmo não querer enfiar comida "guela abaixo" pra Mariana, mas nem ver ela perdendo peso e por isso segue meu desejo de ver ela sentar e comer tranquilamente, sejam 20, 10 ou 5 colheres, mas que eu possa saber o momento em que ela está satisfeita, e aí sim, pronto, parei, sem insistir!!

Bem, segue minha tabelinha:
 

DATA IDADE PESO ESTATURA PC
07/11/12 nascimento 3015 48
14/11/12 7 dias 3020

07/02/13 1 mês 3780 52 37
09/01/13 2 meses 4480 57 38,5
19/02/13 3 meses 12 dias 5550 61 40
14/03/13 4 meses 7 dias 6020 63 41,3
16/04/13 5 meses 9 dias 6490 63,5 42
15/05/13 6 meses 8 dias 6950 64,5 42,5
17/06/13 7 meses 10 dias 7400 68,5 43,5
22/07/13 8 meses 15 dias 7400 69,5 44
22/08/13 9 meses 15 dias 8300 71 44,5
20/09/13 10 meses 13 dias 8620 72,5 45,2


Como podem ver ela cresceu mais 1,5 cm, está comprida "a mocinha do papai"!!
Quanto às medidas da cabeça eu até posso duvidar delas, pois na hora de medir a Mariana chorou e se mexeu muito, tanto que a pediatra comentou da força que ela tem, pois foi preciso a nossa força pra segurar ela e assim serem feitas as medidas e os demais exames!


E dentre as tantas outras coisas que comentamos e conversamos tem a questão do engatinhar da D. Mariana!!
Ela está "atrasada" digamos assim e a médica acaba botando uma certa pressão sobre nós com relação a isso, agora nos disse que até o mês que vem quer ver ela ao menos se arrastando!!
Pois é, mas fizemos tudo o que ela diz e aconselha, estimulamos, deixamos no chão, colocamos de bruços e firmamos seus pés, deixamos ela sem brinquedos pra que vá buscá-los, comecei até a segurar ela de 4 pra mostrar como fazer...
Mas ela estica as pernas, não dobra!!
Fica sentadinha sem brinquedos mas não se larga, não vai atrás!!
E aí, o que mais podemos fazer se não respeitar o tempo dela??



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O 3º dentinho!!


E a Mariana está cada vez menos banguela, vai apontando o 3º dentinho!!
É o primeiro em cima!!!
Ontem tive a impressão de ter visto ele, achei mesmo que fosse mas mesmo ao contar pro papai não quis dar certeza já que é difícil ver e muito mais colocar o dedo pra sentir ...  as mordidas dos dois debaixo são bem doídas!! rsrsr
Mas hoje na consulta a pediatra confirmou e debaixo de choro e força conseguimos vê-lo!!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Fase da angustia da separação!


Como já relatei em postagem recente a fase não está das mais fáceis aqui em casa, as noites de sono tem altos e baixos, tem as que ela acorda 7 ou 8 vezes e em outras apenas 2!!
Mas o que mais tem nos preocupado de fato é o "comer" da Mariana!!
Lembro bem do dia em que ela começou a comer mal pois foi 1 dia antes da última consulta, dia 21 de agosto portanto.
Começou com ela choramingando na cadeira, esfregando os olhos e levando comida da boca pra todo o rosto e cabelo!!
Pra fechar faz alguns dias que ela aprendeu a assoprar a comida, o que faz a cara da mamãe, a bandeja, a cozinha e ela mesma ficarem uma belezura!!
Isso nos gera uma certa angustia e pensamos nas possíveis causas...
É falta de apetite? 
Mas as vezes ela parece ter fome!!
Enjoou da minha comida?
Mas mesmo as Nestlé que pareciam suprir as gororobas da mamãe as vezes não a animam!!
São os dentinhos saindo?
Se não bastasse há dias em que ela está mais chorosinha, dengosa e quer colo, muito colo!!!
Ao tentar largar ela no cadeirão se agarra em mim, ao tentar largar ela no chão se agarra em mim...pra ver ela feliz só se for no colo!!
Sem contar o fato de estranhar as pessoas, de chorar diante delas!!
Esses dias fomos na missa, então um senhor num banco atrás brincava com ela, ela olhava, ria, mas em seguida se agarrava em mim se escondendo!!
Já aconteceu na rua também, aliás, ela olha pras pessoas na rua e ri, quando não aponta com o dedo e grita como se dissesse "olha mamãe, é a fulana", rsrsrs, mas dai, como já aconteceu, se a pessoa para e fala com ela logo fica séria, e se tocarem nela...cai no choro!!
Esses dias aconteceu com uma vizinha, enquanto ela conversava a Mariana sorria, no momento que a senhora colocou a mão na barriga dela ...caiu em desespero!!!
Assim como já chorou diante de pessoas que até dias atrás ela olhava e ria tranquilamente!! 
Ou ainda, será que ela está passando pela
fase da angustia da separação?
PODE ser, pode, tudo são possibilidades!!
E pensando sobre essa possibilidade lembrei da nossa viagem ao RS em que ela estava com 8 meses, ou seja, além de simplesmente estranhar as pessoas ou de estar acostumada só comigo, outras coisas poderiam estar acontecendo com ela!!
O mais importante é sabermos que nem tudo é manha, é barde, é frescura, pode haver sim uma explicação!!

***
 


Por volta dos 5 meses, tem início um processo pelo qual a criança começa a perceber, não só o mundo que a rodeia, mas também as pessoas e seus próprios limites corporais. 
A fase em que ocorre o processo de separação e individuação é marcada por uma extrema angústia de separação, na qual a criança passa a fim de obter sua identidade.
Aos 8 meses, os bebês começam a engatinhar adquirindo progressivamente as habilidades necessárias para separar-se fisicamente de sua mãe.
 Mas emocionalmente, a angústia aumenta provocando algumas reações no bebê, que podem percorrer desde a falta de apetite até a dificuldade em dormir.
Esses obstáculos que o bebê apresenta ao sentir-se sozinho mesmo que sua mãe esteja por perto, recebe como explicação, que este ainda não conseguiu reter a imagem da figura materna internamente, ocasionando angústia ao perceber que esta se afastou. 
Pois nessa fase, o que sai do campo de visão da criança é entendido como tendo desaparecido.
A brincadeira de achar e esconder, utilizando uma fralda, serve de exemplo. 
Ao cobrir o rosto do bebê, seu campo de visão fica limitado, e este acredita que a pessoa que está brincando com ele, sumiu. 
Porém, ao retirarmos a fralda, como num passe de mágica, a pessoa volta a existir e ele sorri.
Com a maturação, o bebê obtém a constância objetal emocional, e assim pode recorrer a imagem gravada internamente de sua mãe. 
Um recurso muito utilizado é eleger um objeto que represente o elo da relação mamãe e bebê, com o objetivo de proporcionar à criança o sentimento de segurança., mesmo estando longe da mãe.
Por fim, este artigo percorreu algumas fases, tentando ilustrar passagens que deixam sem respostas algumas mães. 
Se pensarmos que no início, o bebê imaginava-se uno com sua genitora e depois percebe-se sendo alguém diferente dela. 
A angústia provocada por essa sensação emite sintomas. 
E é normal a manha, o entristecer, a agitação ou a falta de apetite e dificuldade para dormir, fatores que trazem tanta preocupação aos pais. 



A individualidade leva anos para se formar. 
Depois de acreditar que é a mesma coisa que a mãe, por volta dos 6 meses a criança não só passa a ver a diferença como também entende que pode ser deixada sozinha. 
É nessa fase que se inicia um medo de abandono conhecido como ansiedade de separação, algo que pode durar até os 2 anos.
A ansiedade de separação é normal para bebês de entre 10 meses e 1 ano e meio, mas não deixe de conversar com seu pediatra se essa ansiedade se tornar tão forte que a criança não consegue fazer nada sem você por perto ou se ela continua inconsolável muito tempo depois que você saiu. 


Por volta dos 8 meses de vida do bebê começa a fase conhecida como “angústia do oitavo mês” ou “angústia da separação”.
 É uma etapa complicada e, ao mesmo tempo, muito importante no desenvolvimento psíquico da criança. 
Durante este processo é importante levar em conta as seguintes questões.
  • Por se tratar de um processo que pode provocar angústia nos bebês, o ideal nesta etapa é evitar grandes mudanças na vida da criança ou a troca da pessoa que cuida dela.
  • Se o bebê reagir aos estranhos buscando proteção ou com movimentos de fuga, converse com ele calmamente e apresente bem cada pessoa.
  • Durante a noite, o bebê pode acordar angustiado com necessidade de ter a mãe perto dele, mas também pode ser vítima de terror noturno, típico do amadurecimento do seu aparelho psíquico. A mãe deve ir até ele, mas o ideal é não tirá-lo do berço, tentando consolá-lo sem alterar demais a rotina de sono estabelecida até esse momento.
  • Um dos principais recursos para que o bebê viva esta etapa com naturalidade são as brincadeiras. A clássica brincadeira do “Achou!” – de se esconder, por exemplo, atrás de um tecido, e logo em seguida aparecer de novo – fará com que a criança aprenda que aquilo que vai embora volta depois.
  • Esta também é a época em que os bebês costumam jogar os brinquedos no chão, esperando que sejam trazidos de volta. Isso é parecido ao distanciamento dos seres queridos e seu retorno quando ele demanda.
  • Não se pode determinar o tempo de duração desta fase de angústia. Ela pode ser de dias ou de meses, dependendo de cada bebê. O fundamental é entender que não se trata de um retrocesso na evolução. Pelo contrário, é um dos passos mais importantes do seu desenvolvimento como indivíduo.

Se a ansiedade não for intensa a ponto de interferir no desenvolvimento saudável da criança, não é necessário alarmar-se. 
Com o tempo, o bebê vai construir a noção de permanência do objeto – que as coisas e as pessoas continuam existindo, mesmo que não as veja - e a ansiedade de separação vai diminuindo. 
Com a repetição da experiência, ele também aprende que você sai, mas sempre volta.
Assim não adianta ignorar o choro do bebê ou prendê-lo no quadrado para evitar que ele vá atrás de você. 
Ele vai ficar cada vez mais ansioso e mais grudado em você. 
Leve-o pela casa ou deixe-o segui-la por onde for possível. 
Se você, furtivamente, sai do quarto enquanto seu filho está brincando, ele vai se concentrar cada vez menos em si mesmo para ficar tomando conta dos seus movimentos, perdendo a oportunidade de explorar o mundo ao seu redor. 
Quando precisar deixá-lo, use sempre a mesma frase ao se despedir e ao voltar. Essas atitudes ajudam a criar um padrão conhecido.

Nessa fase de “separação”, surgem também problemas na hora de dormir. 
A questão básica é a mesma, ele não quer se separar de você. 
É comum o bebê ficar ansioso e envergonhado diante de estranhos. 
Muitas vezes, ele até sorri ou fala com pessoas estranhas, desde que elas se comportem de forma discreta e mantenham distância.

 

Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo! É perfeitamente normal- até maravilhoso- que seu filho tenha esse bom apego e que ele/ela desejem essa proximidade contigo e sua presença constante.
Parabéns!!: isso é evidência de que o laço afetivo que você criou desde o início está seguro.
Então ignore educadamente as pessoas que te dizem o oposto.
Relaxar em suas expectativas de independência certamente irá ajudar seu bebê a relaxar também e a ter menos ansiedades nas horas de separação entre vocês.